Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

EUA se preparam para espetáculo de trilhões de cigarras que irão emergir após 17 anos sob a terra

Planeta Cultural, 28.01.21

Cigarra.jpg

 

Os Estados Unidos se preparam para presenciar neste ano um fenômeno biológico que não ocorre em nenhuma outra parte do mundo. A partir de maio, na primavera do hemisfério Norte, trilhões de cigarras que passaram 17 anos vivendo debaixo da terra começarão a emergir do solo, invadindo cidades e zonas rurais em 15 Estados.

"Será um evento maravilhoso, único, muito especial", diz à BBC News Brasil o entomologista Michael Raupp, professor emérito da Universidade de Maryland e membro da Sociedade de Entomologia da América (ESA, na sigla em inglês).

Os insetos que irão emergir neste ano fazem parte da chamada Brood X de cigarras periódicas do gênero Magicicada.

"Definimos como 'brood' a emergência sincronizada massiva e geograficamente distinta de cigarras que aparecem a cada 13 ou 17 anos", explica Raupp.

As cigarras periódicas são diferentes das outras cigarras encontradas ao redor do mundo, as quais aparecem anualmente. Elas levam mais tempo para se desenvolver (de 13 a 17 anos) e emergem simultaneamente, e não individualmente ou em pequenos grupos. Costumam ter olhos vermelhos e coloração diferente.

 

In. BBC

Investigadores portugueses descobrem células que sinalizam doenças autoimunes

Planeta Cultural, 13.08.17

Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) de Lisboa descobriram um novo tipo de células reguladoras do sangue humano, as células T reguladoras foliculares, que funcionam como indicadores de doenças autoimunes.

 

As células, segundo a investigação, são formadas sempre que existe produção de anticorpos. Aumentam transitoriamente após uma vacina mas estão sempre em grande quantidade em pessoas com síndrome de Sjögren, uma doença crónica inflamatória autoimune.

 

Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunitário em vez de proteger o corpo humano de agressões exteriores, produz anticorpos para atacar e destruir órgãos e estruturas que fazem naturalmente parte do organismo.

 

A equipa de investigadores, liderada por Luís Graça, descobriu que as células T reguladoras foliculares são um marcador de respostas imunitárias mas não são um indicador direto da capacidade de produção de anticorpos, como se explica nos resultados da investigação hoje publicados na revista Science Immunology.

 

Em declarações à Lusa, Luís Graça explicou que o trabalho permitiu identificar uma diferença entre as células T reguladoras foliculares que estão no sangue e as que estão em determinados tecidos, no sangue são imaturas e não cumprem a função de regulação e nos tecidos estão completamente formadas.

 

Leia mais aqui

Saiba como baixar o colesterol

Planeta Cultural, 12.12.16

Calcula-se que cerca de 70% dos portugueses tenha colesterol acima dos níveis recomendados. Os especialistas dizem que mudar a dieta alimentar é a primeira regra para quem precisa de baixar o colesterol. Conheça os alimentos que deve passar a incluir nas suas refeições para um organismo saudável e em equilíbrio.

 

1. Aveia

Apesar de ser um cereal pouco característico da dieta mediterrânica, tem sido cada vez mais incluído na alimentação dos portugueses, não só pelo seu sabor, mas também pelo seu elevado interesse nutricional. Podemos encontrar aveia em flocos, farelo ou em farinha. Contém proteínas, hidratos de carbono complexos, vitaminas B e E, potássio, fósforo e magnésio. Além destas propriedades, é rica em fibras solúveis, que são benéficas para o bom funcionamento intestinal e inibem a absorção de parte da gordura e colesterol intrínseco dos alimentos. Contém ainda lecitina e avenosterol, substâncias que são conhecidas por auxiliar na redução do colesterol.

 

2. Cevada

A cevada também é rica em fibra solúvel, fornece betaglucanos, eficazes para reduzir o colesterol LDL, o prejudicial. Os efeitos hipocolesterolemiantes dos betaglucanos foram comprovados em diversas investigações. A cevada também contém tocotrienol, uma forma de vitamina E, com potente efeito antioxidante, que se encontra nas cascas de alguns cereais inteiros (como a cevada, aveia e arroz), por isso é importante que se ingira os cereais na sua forma integral, em vez de refinados.

 

3. Leguminosas

As leguminosas como as lentilhas, grão, ervilhas, feijão, favas ou soja contêm substâncias fitoquímicas com acção demonstrada na redução do colesterol e na prevenção de aterosclerose, impedindo a formação das placas de ateroma nos vasos sanguíneos e prevenindo doenças cardiovasculares. A lecitina que contêm é capaz de aumentar o transporte de colesterol sanguíneo e o seu metabolismo, assim evitando que se acumule nas paredes arteriais. As saponinas diminuem a absorção do colesterol no trato digestivo, pelo que o seu aporte também é benéfico. Além disso, as leguminosas têm fibra e isoflavonas com efeitos positivos demonstrados nas dislipidemias – termo usado para designar todas as anomalias quantitativas ou qualitativas dos lípidos (gorduras) no sangue.

 

4. Beringela e courgette

Estes vegetais têm um efeito hipocolesterolemiante, em parte devido à fibra presente em grande maioria na casca, pelo que não convém eliminá-la da dieta. Contêm minerais e compostos fitoquímicos, que ajudam a reduzir o colesterol na corrente sanguínea.

 

 

 

 

Girafas estão a caminhar para a extinção

Planeta Cultural, 08.12.16

image.jpg

 

A população de girafas caiu perto de 40% em trinta anos e esta passou a ser uma espécie "vulnerável" na classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), anunciou a organização na quarta-feira.

 

Houve uma "diminuição dramática" na população mundial de girafas, entre 36 e 40 por cento, entre 1985 e 2015, segundo um relatório da IUCN publicado na quarta-feira, no âmbito da Conferência das Partes do Convénio Sobre Diversidade Biológica (COP13), que decorre no México.

 

Em 2015 havia 97.562 girafas no mundo, segundo o mesmo documento.

 

As girafas vivem na África meridional e oriental e há também populações isoladas mais pequenas na África ocidental e central.

 

Entre as causas para a diminuição do número de animais está, segundo a IUCN, o aumento da presença humana nos seus habitats, a caça ilegal, a expansão da agricultura e da atividade mineira, entre outras.

 

Julian Fennessy, da IUCN, disse que as girafas são presenças habituais em safáris, meios de comunicação social ou jardins zoológicos e, por isso, não há consciência da sua "extinção silenciosa".

 

A IUCN foi fundada em 1948 e integra 1.300 organizações e cerca de 16 mil peritos.

 

O relatório de quarta-feira destaca ainda os perigos que enfrentam as aves devido à agricultura não sustentável, ao corte de árvores, a espécies invasoras ou ao comércio ilegal.

 

Segundo a IUCN, há "muitas espécies" de aves a caminhar para a extinção, incluindo algumas das mais populares no mundo. É o caso do papagaio Psittacus erithacus, conhecido por reproduzir palavras e que em certas zonas de África perdeu 99% da população.

 

Comer chocolate faz bem à inteligência e potencia o cérebro

Planeta Cultural, 22.02.16

Uma nova investigação científica conclui que o consumo de chocolate está relacionado com melhores funções cognitivas ao nível do espaço, trabalho e memória.

chocolate.jpg

 

Há mais uma boa razão para comer chocolate. Uma investigação publicada no jornal Appetite indica que o consumo de chocolate apresenta vários benefícios para o cérebro, independentemente dos hábitos alimentares.

 

Os investigadores estudaram dados recolhidos durante uma investigação anterior em que os habitantes da cidade de Syracuse, no estado de Nova Iorque, foram avaliados em relação aos fatores de risco alimentares para as doenças cardiovasculares. Ao mesmo tempo, a amostra era sujeita a uma bateria de testes para medir as funções cognitivas.

 

"Um maior consumo de chocolate está associado a uma melhor performance ao nível da memória espacial e visual assim como organizacional, memória de trabalho e raciocínio abstrato", comentam os cientistas ao jornal britânico The Telegraph, com base nos resultados da investigação.

 

 

 

Cientistas portugueses descobrem que há órgãos que envelhecem mais cedo do que outros

Planeta Cultural, 23.01.16

Cientistas portugueses descobriram, numa experiência com peixes-zebra, que há órgãos como o intestino que envelhecem mais cedo, devido ao ritmo acelerado dos "relógios moleculares" das células, que leva ao aparecimento de lesões.

 

O trabalho, conduzido por investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), foi publicado na revista PLOS Genetics.

 

Os "relógios moleculares" das células são os telómeros, as pontas dos cromossomas que asseguram que não há perda de qualquer material genético durante a divisão celular num tecido ou órgão como o intestino, o músculo, o sangue ou os rins.

 

Acontece que, com o avançar da idade, os telómeros, estruturas protetoras do genoma (código genético), vão encurtando, em resposta às contínuas divisões de células, expondo, assim, o genoma a danos.

 

Para manterem um tamanho normal, as extremidades dos cromossomas teriam de ser alongadas pela enzima telomerase. Só que a maioria das células do corpo "desliga esta enzima" no momento em que uma pessoa nasce, esclarece o IGC em comunicado.

 

 

 

Chocolate é o melhor remédio para a tosse

Planeta Cultural, 10.01.16

mw-860.jpg

 

Garganta irritada pede mel e limão. Não desconfiávamos é que chocolate ainda é melhor tosse.

 

O Professor Alyn Morice, chefe de estudos cardiovasculares e respiratórios na Universidade de Hull, e membro fundador da Sociedade Internacional do Estudo da Tosse, acha que o chocolate poderá ser um melhor calmante para a tosse que o mel ou o limão

 

A explicação está na textura, Morice descobriu que os medicamentos para a tosse que contêm chocolate são mais pegajosos e têm mais viscose que os medicamentos comuns, formando uma camada que protege as terminações nervosas na garganta, consequentemente controlando a vontade de tossir.

 

Morice levou a cabo o estudo ROCOCO, que será publicado ainda este ano, e envolveu a participação de 163 pacientes.

 

Mas este não o primeiro estudo que relaciona o cacau com a tosse. Investigadores na Imperial College em Londres descobriram que a teobromina, um alcalóide presente no cacau, é mais eficaz a acabar com a vontade de tossir que a codeína, presente nos medicamentos standard para a tosse.

 

Esta nova experiência mostrou que o chocolate reduzia não só a frequência da tosse como as interrupções durante o sono. Muitos pacientes terminaram o tratamento mais cedo porque a sua tosse desapareceu.

 

Beber chocolate quente, por exemplo, não terá o mesmo efeito, já que o cacau não tem contacto suficiente com a garganta para formar a camada protetora. Comer um quadradinho de chocolate devagar poderá ajudar, mas não garante que a sua tosse desaparecerá.

 

Para Morice o chocolate é um ingrediente essencial, mas não isolado. O efeito calmante é também assegurado por outros ingredientes como difenidramina, levomentol e cloreto de amónio que têm a capacidade de entrar em contacto com terminações nervosas sensibilizando-as o máximo tempo possível.

 

 

Se desejar visitar a fonte da informação, clique aqui

Várias peças de carne de vaca inspecionada pela associação Deco não tinha qualquer referência à sua origem no rótulo, colocando em causa a saúde do consumidor

Planeta Cultural, 21.12.15

Quase metade das 288 peças de carne de vaca inspecionadas pela associação Deco não tinham qualquer referência à sua origem no rótulo, colocando em causa a segurança e saúde do consumidor.

 

Segundo um estudo divulgado esta segunda-feira pela associação de defesa dos consumidores Deco, dois terços da carne de vaca inspecionada apresentava falhas na rotulagem: 44% da carne os talhos de rua ou supermercados não tinha referência à origem e, em 24% das situações, a rotulagem tinha falhas ou omissões, como o local de desmancha.

 

A Deco inspecionou este ano 729 peças de carne, 288 das quais de vaca, visando encontrar a indicação da sua origem no rótulo, tal como obrigatório por lei, desde 2000. Nesta análise incluíram-se visitas a 126 talhos e supermercados feitas em junho de 2015.

 

A associação de defesa do consumidor assume que deu especial enfoque à carne de vaca, uma vez que a lei que obriga a conhecer a sua origem tem já 15 anos, datando de 2000, altura do escândalo da BSE ou “doença das vacas loucas”.

 

Desde abril deste ano que as exigências quanto à origem foram alargadas à carne de suíno, ovino, caprino e aves de capoeira.

 

Em 60% de todas as peças de carne analisadas, a rotulagem estava de acordo com a lei, mas em 28% dos casos não havia referência à origem e, nas restantes 12%, havia outro tipo de falhas nos rótulos.

 

“Este nosso estudo sobre rotulagem da carne revela que ainda existem muitas falhas”, sintetiza a Deco num artigo intitulado “A origem desconhecida da carne”.

 

“O regime comunitário de rotulagem obrigatória continua a não ser totalmente cumprido. Os talhos, tanto de rua como de hipermercado, têm de melhorar a rotulagem da carne, indicando as menções obrigatórias, para se saber detalhadamente todo o percurso”, refere a associação de defesa do consumidor.

 

Sem as informações do rótulo, “o sistema de rastreabilidade cai por terra”, tornando-se impossível chegar à origem da carne e atuar quando surgem irregularidades que ponham em causa a segurança dos consumidores.

 

 


Se desejar visitar a fonte da informação, clique aqui

Como as baratas podem ajudar a salvar vidas humanas

Planeta Cultural, 05.11.15

O inseto tem despertado o interesse de cientistas para pesquisas relacionadas a antibióticos, robôs e para membros perdidos

 

Em Havana, a barata cubana, inseto nativo de cor verde, é tida como um bicho de estimação e até aparece em histórias folclóricas. Entre as 4,5 mil espécies de baratas conhecidas no mundo, apenas quatro são consideradas pragas. A maioria delas não vive perto de residências de humanos e têm um papel ecológico importante comendo matéria morta ou em deterioração.

 

 
Algumas espécies têm cores vivas e desenhos. Outras são criaturas sociais e tomam decisões coletivas. Existem baratas que formam pares e criam os filhos juntas, já outras são sozinhas.

 

Elas podem emitir silvos, cantar e fazer sons percussivos para atrair um parceiro, além de sobreviverem às condições mais difíceis, como com pouca comida durante meses. Uma espécie, a Eublaberus posticus , pode sobreviver por um ano consumindo apenas água.

 

A mais pesada delas, a barata rinoceronte, vive no subterrâneo e chega a pesar 35 gramas, mede 8 centímetros e vive na Austrália. Uma das menores é uma praga encontrada na Europa e na América do Norte, a barata alemã, com apenas pouco mais de um centímetro.

 

Uma das curiosidades é que a borra de café é usada com frequência como isca em armadilhas para estes insetos.

 

Inspiração

 

Os cientistas têm nas baratas uma fonte de inspiração. Em 1999, essas criaturas inspiraram Robert Full, professor na Universidade da Califórnia, em Berkeley, a criar um robô de seis pernas que se movia mais rápido e facilmente do que qualquer outro.

 

Em sua palestra em 2014, na conferência TED, Full explicou como as patas elásticas, a forma corporal arredondada e os exoesqueletos flexíveis - feitos a partir de tubos conectados e placas - permitem que estes robôs se movimentem em terrenos mais complexos.

 

As patas das baratas também estão dando ideias a cientistas dedicados a criar a próxima geração de próteses de perna para humanos - a mecânica que dá elasticidade para as patas dos insetos é a base para a capacidade de uma prótese de mão mecânica de conseguir agarrar.

 

O objetivo, segundo Robert D Howe, do Laboratório de Biorrobótica de Harvard, é produzir uma mão que "deslize pelos objetos até envolvê-los, como uma mão humana levantando uma xícara de café".

 

E há também a barata robótica: uma fusão de uma barata viva e um minicomputador, cirurgicamente preso às suas costas. A partir de mensagens desse minicomputador, a barata pode ser direcionada para lugares aos quais os humanos dificilmente teriam acesso, como prédios que desabaram ou canos de esgoto arrebentados. Ali as baratas podem coletar dados.

 

"Na primeira vez que vi essas baratas fiquei de cabelo em pé", disse Hong Liang, pesquisadora-chefe do projeto na Universidade A&M do Texas. "Mas acabei ficando com algumas delas em meu escritório, como bichos de estimação por um tempo. Na verdade elas são criaturas belas. Elas se limpam constantemente."

 

Leia mais aqui

 

Comunicado aos nossos leitores

1- Planeta Cultural é um Blog que tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular nas páginas da Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de Comunicação Social, que nem sempre será viável citar ou referenciar. Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo, o favor de me contactar via e-mail (constante no meu perfil público), na sequência de que procederei à sua imediata remoção.

2 - Os comentários expressos neste "Blog", vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste sítio, "Blog", pelo que, publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo. Reserva-me também o direito de eliminar qualquer comentário que possa considerar difamatório, ofensivo, calunioso ou prejudicial a terceiros, bem como textos de carácter promocional que também poderão ser excluídos.

Atenciosamente;

---------------------------------R. C.
-------------Administrador do Planeta Cultural