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ACTRIZ E APRESENTADORA DA RTP2 DENUNCIA RACISMO EM PORTUGAL

Domingo, 20.10.13

Cláudia Semedo é atriz há uma década que lamenta que a sua cor negra a impeça de ter oportunidade de poder entrar em mais projetos de ficção.

A atriz lamenta que nem a considerem para um 'casting'. 'Por ter ascendência africana tenho de trabalhar mais', sublinha Cláudia Semedo, citada pelo 'Diário de Notícias'.

'Sinto que por ser mulher e ter ascendência africana tenho de trabalhar muito mais', diz Cláudia Semedo que admite que já se sentiu discriminada e de uma forma muito clara.

'Obviamente que sinto muito claramente que na ficção portuguesa não se contemplam as diferenças que o país tem. E o nosso país é um caldeirão, temos africanos, chineses, brasileiros... há muitos papéis sem cor que são escritos naturalmente para pessoas caucasianas e eu não estou com palas nos olhos, vejo isso', desabafa.

A também apresentadora do programa Nós, RTP2, sabe que não pode fazer todos os papéis por causa do tom da sua pele, mas assegura que não há igualdade de oportunidades para todos. 'Eu sei que não posso ser filha de um Nicolau Breyner e de uma Lia Gama, mas há uma série de papéis que posso fazer e sinto que nem me consideram para casting porque não encaixo no estereotipo de Portugal. Sinto que nem sequer se pensa nisso', acusa.

Cláudia Semedo regressa aos palcos dia 25 de Outubro com a peça Paredes Meias, no teatro Amélia ReY Colaço, Lisboa. 'É muito bom voltar', diz.

Em 2011, a cantora Rihanna, que actuou no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, escreveu na rede social Twitter que foi alvo de comentários racistas no hotel onde esteve hospedada.

A estrela da Ilha de Barbados escreveu no Twitter que encontrou 'o cabrão mais racista de sempre'.

Segundo a cantora, o homem disse as 'coisas mais loucas sobre as mulheres negras'. 'Chamou-nos cadelas, prostitutas e afirmou que nós não deveríamos estar hospedadas nos mesmos hotéis que os brancos', acrescentou.

Perante estes insultos, Rihanna revelou que não se conteve e reagiu. 'Como é óbvio, a negra que há em mim saltou cá para fora, falei com sotaque dos Barbados e tudo', escreveu, com um toque de humor, revelador do modo como lidou com o caso.

No fim, a cantora acrescentou que veio a descobrir que o gerente do hotel português também era negro.

Apesar do incidente, Rihanna diz não ter guardado qualquer tipo de rancor a Portugal.

Em Setembro passado, 17 Estados membros, incluindo Portugal, propuseram a criação de um pacto pela diversidade e contra o racismo a assinar por todos os países da União Europeia e pela Comissão Europeia e a vigorar entre 2014 e 2020.

A proposta de elaboração do pacto consta da Declaração contra o Racismo assinada por Portugal, Grã-Bretanha, Bélgica, França, Suécia, Itália, Grécia, Irlanda, Bulgária, Croácia, Lituânia, Polónia, Roménia, Malta, Letónia, Chipre e Áustria, em Roma, a capital italiana, segundo a imprensa lusa.

A iniciativa partiu da ministra do Interior belga, Jolle Milquet, como forma de repudiar todas as formas de racismo e discriminação, mas em particular de mostrar uma posição firme contra as agressões de que tem sido alvo a ministra da Integração italiana, Cécile Kyenge, de origem congolesa (RDCongo).

A Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) de Portugal, Rosário Farmhouse, declarou à Lusa que depois de ter conhecimento do que se estava a passar com a ministra italiana, a ministra belga convidou todos os Estados membros da União Europeia para se juntarem numa ação conjunta.

A Declaração de Roma surge 'não só para mostrar solidariedade para com a ministra italiana, mas também para mostrar indignação em relação ao que se tem estado a passar' e, ao mesmo tempo, assumir um 'compromisso de luta no combate ao racismo e à xenofobia', disse A Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural de Portugal.

A Declaração contra o racismo não só lembra momentos históricos europeus e mundiais, como o Holocausto, a Convenção Europeia dos Direitos Humanos ou o discurso de Martin Luther King, como aproveita para defender que agora, mais do que nunca, é necessário desafiar a intolerância e o extremismo onde quer que eles ocorram.

Nesse sentido, adiantou Farmhouse, ficou o compromisso de se construir um pacto para os anos 2014-2020 com medidas concretas de combate ao racismo e à xenofobia.

'Vai haver uma reunião em Janeiro onde serão detalhados os próximos passos, mas há esta vontade de haver um compromisso assumido por todos os Estados membros para alertar para esta temática', adiantou.

Segundo Farmhouse, este pacto será como que um compromisso de todos e cada país para que não deixem cair no esquecimento e tragam para primeiro plano as medidas tanto de prevenção como de penalização que já existam contra este fenómeno.

Já no que diz respeito ao que se passa especificamente em Portugal, a Alta Comissária apontou que em matéria de prevenção o país tem feito 'um caminho bastante grande', mas no respeitante à penalização dos atos xenófobos falta ainda uma alteração legislativa 'que possa permitir que a Lei de Combate à Discriminação Racial possa ser mais eficaz'.

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Publicado por Planeta Cultural às 13:46


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