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Elefantes têm mesmo boa memória?

Domingo, 14.06.15

Elefantes.jpg

Eles são os maiores mamíferos terrestres que existem no nosso planeta, chegando a pesar sete toneladas. Não é à toa que são lembrados sempre que alguém quer enfatizar que algo é grande. Mas não é (só) por isso que, quando queremos dizer que uma pessoa não se esquece de nada, usamos a expressão  "memória de elefante".

 

Esses enormes animais são gregários e cada grupo de até cerca de 100 indivíduos é liderado por uma fêmea mais velha, a "matriarca". Elas são duronas e chegam a expulsar os jovens machos que atingem a maioridade sexual e deixam de respeitar a hierarquia.

 

Sem ajuda do "macho-alfa", a matriarca tem de arcar com muitas responsabilidades: "A fêmea que lidera o grupo tem como uma de suas obrigações memorizar os locais onde existe água nos tempos de seca e alimento, para garantir o bem-estar do grupo", conta a bióloga Flávia Taconi, da Fundação Parque Zoológico de São Paulo. É daí, segundo ela, que nasceu a expressão famosa sobre a memória desses animais.

 

Estudos sugerem que essa e outras informações são passadas para os outros membros do grupo por meio de infrassom, ou seja, ondas sonoras com frequência inferior a 20 hertz e, portanto, inaudíveis para os seres humanos.

 

"Essa habilidade de memorização espacial foi moldada ao longo do tempo pelas experiências de vida dos indivíduos, adaptando-se às condições ambientais para sobrevivência e perpetuação da espécie", continua a bióloga.

 

"Os elefantes acumulam e retêm o conhecimento social e ecológico , e eles se lembram por décadas dos aromas e das vozes de indivíduos de outras rotas migratórias, de lugares especiais e de habilidades apreendidas", ensina um artigo enviado a pedido do UOL por Petter Granli, da ONG ElephantVoices, voltada para a conservação desses animais.

 

O texto cita o exemplo de uma integrante da ONG chamada Joyce Poole, que, em meados de 1980, estabeleceu uma relação de "amizade" com um jovem elefante macho chamado Vladimir. Ao estacionar o carro, ele vinha até a janela do veículo e permitia que ela tocasse seu tronco e suas presas. Eles fizeram isso diversas vezes ao longo de cinco anos. Por uma série de razões, ambos ficaram sem se encontrar por 12 anos. Depois desse período, Poole reencontrou o animal, mas ficou na dúvida se aquele macho envelhecido era mesmo Vladimir. Já o elefante não teve dúvidas de que se tratava da "amiga": foi logo até o carro e se esfregou para que ela abrisse a janela e lhe tocasse.

 

Inteligência

 

Se a boa memória é algo que as pessoas comumente associam aos elefantes, quem entende desses animais não hesita, também, em destacar sua inteligência. A ElephantVoices reitera que esses mamíferos são capazes de usar e até de fabricar ferramentas - usando as protuberâncias na ponta da tromba de forma parecida com a que os primatas usam o polegar e os dedos para manipular objetos.

 

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Publicado por Planeta Cultural às 13:29

Angola e Moçambique prometem acabar com tráfico ilegal de rinoceronte, tigre e elefante

Sábado, 15.02.14

 

Um grupo de países, entre os quais Angola e Moçambique, acordaram hoje em Londres tomar medidas práticas para tentar acabar com o tráfico ilegal de chifres de rinoceronte, partes do tigre e presas de elefante.

A declaração que resultou da Convenção para o Comércio Internacional de Espécies em Perigo de Fauna e Flora Selvagem reitera a atual proibição de comércio de marfim de elefante, o repúdio de produtos de espécies amaçadas de extinção e legislar para que a caça e tráfico de animais selvagens sejam considerados crimes graves.

Estima-se que o tráfico ilegal daqueles produtos gerem proveitos aos criminosos no valor de 19 mil milhões de dólares (14 mil milhões de euros) todos os anos, além dos prejuízos que provoca em termos de atividade económica de países em desenvolvimento.

Os cerca de 40 países presentes pretendem também reforçar a coordenação entre fronteiras, apoiar as redes regionais de proteção da vida selvagem e estudar as relações entre crimes relacionados com animais selvagens com a corrupção e o terrorismo.

A Conferência durou dois dias e acolheu a presença dos príncipes Carlos, William e Harry, herdeiros da coroa britânica, bem como representantes de países como Botsuana, Chade, Gabão, Etiópia, Indonésia, Tanzânia, Vietname, EUA e Rússia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, considerou a atual situação uma "crise sem precedentes" que ultrapassa a questão ambiental.

"Esta é agora uma indústria criminal global, que se comparada ao tráfico de drogas, armas e pessoas. Contribui para a corrupção e insegurança, prejudica os esforços para combater a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável, principalmente nos países africanos", disse.

O Botsuana anunciou a intenção de organizar, no próximo ano, uma conferência para analisar o progresso dos compromissos feitos em Londres.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 14:26


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