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Ricciardi: Morais Pires “foi interveniente directo” no esquema da Eurofin

Segunda-feira, 15.12.14

Amílcar Morais Pires foi "interveniente directo em graves operações financeiras que estão a ser objecto de investigação criminal", acusa José Maria Ricciardi, presidente do BES Investimento, numa carta enviada esta segunda-feira, 15 de Dezembro, à comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES. Em causa está o esquema de financiamento do banco e do grupo, através da Eurofin, que o governador do Banco de Portugal considerou "fraudulento".

 

A missiva surge depois de o antigo administrador financeiro do BES ter ido ao Parlamento afirmar que Ricciardi era um dos números dois de Ricardo Salgado, antigo presidente do BES. "Havia pessoas muito importantes a trabalhar no banco", sublinhou Morais Pires, referindo expressamente "o dr. José Maria Ricciardi".

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:33

Ex-chefe de gabinete de Sarkozy encaixou 32,6 milhões na venda de acções do BES

Sábado, 16.08.14
O administrador do Crédit Agricole e do BES, Xavier Musca, vendeu 35,8 milhões de acções no final de Maio, mas só comunicou em Julho
.

Um dos representantes do Crédit Agricole na administração do Banco Espírito Santo (BES) vendeu 35,8 milhões de acções, dois meses antes do colapso do banco português. Xavier Musca, administrador do banco francês, encaixou 32,6 milhões de euros nestas operações, de acordo com os números do comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Estas alienações foram realizadas entre 21 e 26 de Maio, antes da concretização do último aumento de capital do BES mas só foram comunicadas como imputáveis ao gestor francês a 15 de Julho.

 

Xavier Musca era administrador não executivo do BES desde Novembro de 2012, ano em que ingressou no Crédit Agricole com o pelouro da área internacional de retalho e banca comercial, gestão de activos e seguros.

 

Mas no seu curriculum profissional destacam-se os cargos que desempenhou no gabinete do ex-presidente francês, Nikolas Sarkozy. Musca foi director para assuntos económicos do Eliseu e em 2011, tornou-se secretário-geral do gabinete do Presidente Francês (ver perfil). Até ao comunicado de 15 de Julho, o gestor francês não tinha divulgado a compra ou venda de quaisquer acções do Banco Espírito Santo. Aliás, no último relatório do governo da sociedade do BES relativo ao exercício de 2013, Musca não consta da lista de administradores que detinham investimentos em acções ou dívida do banco.

 

COMUNICAÇÃO FALHA PRAZO LEGAL A aparente omissão vai contra o dever de comunicação dos gestores e dirigentes das sociedades cotadas que, segundo o Código de Valores Mobiliários, devem comunicar todas as transacções, compra ou venda, de acções emitidas pela sociedade em causa e cujo valor supere os cinco mil euros desde a última operação reportada. O prazo legal para esta comunicação são cinco dias úteis, mas neste caso passaram quase dois meses entre as transacções e a sua correcta divulgação. O código considera que os dirigentes devem divulgar estas operações porque têm acesso a informação privilegiada e participam nas decisões de gestão e estratégia.

 

Para além de ser administrador do BES, Musca é também administrador de um dos maiores accionistas do banco português, o Crédit Agricole, e da Bespar, sociedade conjunta que controlava a maior fatia de capital do BES. O incumprimento destes deveres de informação constitui uma contra-ordenação e poderá dar origem a um processo.

 

Contactada pelo i, a CMVM não confirma que o caso esteja a ser investigado, mas remete para o comunicado emitido a 4 de Agosto em que o regulador diz estar a analisar o cumprimento de todos os deveres de informação a que estão sujeitas as sociedade emitentes e os seus responsáveis.

 

QUATRO OPERAÇÕES, 0,9% DO CAPITAL Na primeira alienação, as 13 milhões de acções foram vendidas a um preço médio de 0,993 euros por título. Esta operação, que envolveu 0,33% do capital do BES e rendeu quase 13 milhões de euros, foi comunicada a 26 de Maio, mas foi atribuída ao Crédit Agricole. Em Julho, a mesma operação é imputada ao gestor francês. Foram comunicadas mais três operações de venda de acções do BES: a 22 de Maio foram vendidas 6,5 milhões de acções ao preço médio de 0,8779 euros, o que resultou numa receita de 5,7 milhões de euros; a 23 de Maio foram alienadas cerca de 15 milhões de títulos ao preço de 0,8536 euros, rendendo 12,8 milhões de euros e a 26 de Maio foram transaccionados 1,280 milhões de títulos ao preço de 0,87 euros, com encaixe de 1,1 milhões de euros. Mais de metade dos títulos, que representaram cerca de 0,9% do capital do banco, foram alienados fora de mercado. Desde essa data, Xavier Musca não terá mais acções do BES.

 

Estas operações seguem-se ao desfazer da parceria empresarial entre a família Espírito Santo e o Crédit Agricole, através da dissolução da Bespar, sociedade que controlava mais de 35% do capital do BES. O banco francês não foi ao aumento de capital e reduziu a sua participação para 14,6%. Ainda assim é o segundo maior accionista do BES, que agora está reduzido aos activos de pior qualidade.

Na apresentação dos resultados semestrais, esta posição representou um prejuízo de 708 milhões de euros para o Crédit Agricole. O presidente executivo do banco garantiu desconhecer as más práticas no BES. Jean-Paul Chifflet confessou-se "enganado".

 

Xavier Musca - Perfil

 

Licenciado em ciência política, Xavier Musca foi director-geral do Tesouro e da política económica francesa em 2007. Em 2009 foi nomeado director executivo dos assuntos económicos do gabinete do então presidente francês. Em 2011, Musca, especialista no sector financeiro, torna-se no “braço direito” de Nikolas Sarkozy ao assumir o cargo de secretário-geral do gabinete do presidente francês. Com a chegada de Hollande ao Eliseu em 2012, Musca é contratado pelo Crédit Agricole onde assume a área internacional de retalho e banca comercial, gestão de activos e seguros. No Verão de 2012, o seu nome surge envolvido em suspeitas de tráfico de influências. Segundo a queixa de um empresário, Musca terá recomendado à ex-ministra das Finanças, Christine Lagarde, a atribuição de legião de honra francesa a um perito independente que viria a decidir um litígio comercial com uma empresa privada a favor do Estado francês. Em Novembro de 2012, entra na administração do BES com um cargo não executivo.

 

 


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Publicado por Planeta Cultural às 13:16

Ricardo Salgado: "Vou lutar pela honra e dignidade, minha e da minha família"

Quinta-feira, 14.08.14

Num encontro com o Diário Económico, o antigo líder do BES fala da vontade de limpar o seu nome, mas deixa por responder, por motivos legais, as questões mais quentes sobre o banco.


Um mês depois de ter deixado a presidência do Banco Espírito Santo, no dia 13 de Julho, Ricardo Salgado, fala pela primeira vez com um jornalista. É um homem sereno que surge no hall do Hotel Palácio do Estoril. Avisa que só pode falar de si próprio e, mesmo assim, pouco.

 

Este é o homem que liderou a mais prestigiada dinastia financeira em Portugal. O homem que estava ao leme do banco que, com estrondo, faliu. O homem que é suspeito de ter sido responsável por práticas ilegais que ocultaram perdas, perdas que cresceram quase dois mil milhões de euros quando já estava de saída da administração. O homem que foi detido em público, e sobre cuja cabeça pende a responsabilidade - a apurar nos tribunais - de ter gerado milhões de euros de perdas aos accionistas e outros investidores. O homem que, bajulado e temido durante décadas, é agora apontado como um criminoso.


Sobre tudo isto, Ricardo Salgado remete quaisquer declarações para depois de serem conhecidas as conclusões do relatório da auditoria forense às contas do BES, que está a ser feita pela PwC e pelo Banco de Portugal. Mas é visível uma determinação que se traduz na frase: "Vou lutar pela honra e dignidade, minha e da minha família".


A família que, salvo os choques conhecidos com José Maria Ricciardi, sempre o apoiou mas que agora deve nutrir sentimentos bem díspares pelo antigo líder do banco e do grupo Espírito Santo, por força da perda de valor dos activos e do congelamento das contas bancárias. O que, em sua opinião, provocou esta crise e a liquidação do banco é algo de que promete falar no momento em que for possível fazer uma análise serena e objectiva.


Os accionistas que acreditaram em Ricardo Salgado e no Grupo Espírito Santo são, naturalmente, um dos temas abordados, até porque perderam tudo, especialmente os que acorreram ao recente aumento de capital. A resposta fica-lhe atravessada na garganta, fruto de uma prudência também jurídica. Por razões legais, não pode falar, mas dá a entender que essa é uma das principais preocupações que o acompanha. É um homem de compromissos, defende, e, se puder, vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para recuperar essa confiança e esses investimentos. E não se considera responsável pela queda do banco.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 10:26

BES continua cotado mas suspenso de negociação

Segunda-feira, 04.08.14

A CMVM diz que o BES SA vai continuar cotado em bolsa, ainda que se mantenha a suspensão da negociação. O regulador vai ainda investigar a negociação dos títulos no dia 1 de Agosto para saber se não houve violação de regras.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:47

Monte Branco, é uma área que está coberta de neve!

Quinta-feira, 24.07.14

Na minha terra, costuma-se dizer que o Monte Branco é uma área que está coberta de neve!

 

E quem olha para o Monte Branco, fica tão deslumbrado, tão deslumbrado com tanta beleza, que até apetece passar por lá e, como sabemos que tal beleza é difícil de acontecer, pensamos bem e,... lá vamos nós!

 

Lá, dá para esquecer tudo, os problemas com os amigos acabaram, as amizades duplicaram, somos sempre bem tratados por quem nos rodeia!

 

Bem, estar no Monte Branco é algo de fenomenal, mas, como diz o velho ditado, "com o tempo tudo se acaba", depois, lá vem os problemas todos, ou seja:

 

- Os problemas com os amigos voltaram

- As amizades deixaram de existir - os amigos foram-se;

- Como não temos nada para dar, somos ignorados!

 

O problema, é nós não perceber que aquilo derrete-se com facilidade e quem se achar que é muito inteligente, até vai na enxurrada!

 

Que o diga o Sr. Ricardo Salgado!

 

 

 

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 19:23

Presidente angolano assina garantia para apoiar Banco Espírito Santo Angola

Sábado, 19.07.14

O semanário Expresso noticia este sábado que o presidente angolano assinou "pela própria mão" a garantia de 5,7 mil milhões de dólares ao Banco Espírito Santo Angola (BESA) que protege o BES, segundo documentos a que o jornal teve acesso.

 

De acordo com o Expresso, a garantia data de 31 de Dezembro de 2013, não está sujeita a condições e consta de um despacho presidencial interno, de José Eduardo dos Santos, em que "é autorizado o ministro das Finanças a emitir uma Garantia Autónoma" até ao valor de 5,7 mil milhões de dólares norte-americanos (cerca de 4,2 mil milhões de euros) a favor do BESA, "que assume a responsabilidade pelo bom e integral cumprimento das operações de crédito executadas".

 

O Expresso refere ainda que a garantia é atribuída considerando que o BESA detém e gere uma carteira de crédito e operações respeitantes a um conjunto de entidades empresariais angolanas, constituído por micro, pequenas e grandes empresas que "correspondem a operações de significativa importância para a implementação dos objectivos do Plano Nacional de Desenvolvimento de Médio Prazo 2013-2017".

 

A execução da garantia, acrescenta o jornal, é entregue ao Ministério das Finanças, sendo que "as dúvidas e omissões resultantes da interpretação e aplicação deste diploma são resolvidas pelo Presidente da República", noticiando ainda que o despacho foi acompanhado por uma carta oficial do ministro das Finanças, Armando Manuel, ao presidente executivo do BESA, Rui Guerra, em que esclarece que a garantia abrange créditos em dívida e imóveis.

 

A necessidade de um aumento de capital por parte do BES, e no limite a entrada do Estado no capital do banco, está dependente da garantia que o Banco Nacional de Angola deu ao BESA e que tem o aval do Presidente da República.

 

O jornal explica que a exposição directa do BES ao seu banco em Angola atinge os três mil milhões de euros de uma linha de liquidez de curto prazo concedida e que tem sido sucessivamente renovada, mas lembra que ainda é preciso somar as perdas que venham a ocorrer dos 5,7 mil milhões de dólares de créditos em risco e "um forte prejuízo no BESA contagiaria imediatamente as contas do BES", que tem 55,71% do seu capital.

 

A garantia do Estado de Angola assegura que esses créditos serão pagos ao BESA e deverá também cobrir esta linha.

 

Contudo, diz ainda o Expresso, não deverá ser necessário usar o aval se o plano do Banco de Angola e o Banco de Portugal funcionar e que passa por renovar consecutivamente a garantia até a situação financeira melhorar, deixando o BESA de ser a prazo um problema.

 

O BES, segundo o jornal, pode apresentar prejuízos de mil milhões de euros no primeiro semestre e ser obrigado a um reforço de capital de dois mil milhões de euros.

 

 

 

In' Jornal de Negócios

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Publicado por Planeta Cultural às 22:18

CONSELHO DIRETIVO DA CMVM DELIBERA PROIBIÇÃO DE VENDAS A DESCOBERTO DAS AÇÕES DO BES POR MAIS DOIS DIAS ÚTEIS

Sábado, 12.07.14

Extensão da proibição temporária de vendas a descoberto das ações representativas do capital social do Banco Espírito Santo, S.A. (ISIN: PTBES0AM0007), nos termos do número 2 do artigo 23.º do Regulamento (UE) n.º 236/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de março de 2012, relativo às vendas a descoberto e a certos aspetos dos swaps de risco de incumprimento.

 

TENDO EM CONSIDERAÇÃO QUE o parágrafo 2 do art. 23.º do Regulamento (UE) n.º 236/2012 prevê a possibilidade de extensão, por um período não superior a dois dias de negociação, da restrição temporária de vendas a descoberto de instrumentos financeiros em caso de diminuição significativa do respetivo preço em momento posterior à implementação da restrição inicial;

 

TENDO EM CONSIDERAÇÃO QUE o limiar para o exercício do poder referido no parágrafo anterior corresponde a uma diminuição de 5% ou mais no preço das ações em causa, em relação ao preço de fecho do dia de negociação anterior àquele em que a restrição inicial foi implementada;

TENDO EM CONSIDERAÇÃO QUE a diminuição do preço das ações, em relação ao preço de fecho do dia de negociação imediatamente anterior, é de 5,50%; e CONSIDERANDO QUE a flutuação do preço das ações em causa não pode excluir a ocorrência de um fenómeno de especulação com impacto negativo;

 

A CMVM DECIDE:

1. A extensão, por um período adicional de dois dias de negociação, da proibição das vendas a descoberto das ações representativas do capital social do Banco Espírito Santo, S.A. (ISIN: PTBES0AM0007) no Euronext Lisbon, mercado regulamentado gerido pela Euronext Lisbon - Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados S.A., nos termos do art. 23.º do Regulamento (UE) n.º 236/2012, com efeitos a partir das 00h00m de 14 de julho de 2014, até às 23h59m do dia 15 de julho de 2014.

 

A proibição de vendas a descoberto referida no parágrafo anterior não é aplicável à atividade de criação de mercado, tal como definida na al. k) do n.º 1 do art. 2.º do Regulamento (UE) n.º 236/2012, conforme possibilidade conferida pelo n.º 3 do art. 23.º do mesmo Regulamento.

2. A presente decisão é notificada à ESMA e publicada no sítio de internet da CMVM.

 

 

In' CMVM

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Publicado por Planeta Cultural às 15:15

Reviravolta no BES: acionistas negoceiam alternativa para suceder a Salgado

Terça-feira, 01.07.14

Nova reviravolta no BES, apurou o Expresso: a família Espírito Santo está a negociar com outros acionistas uma alternativa para substituir Ricardo Salgado como presidente executivo. Não é uma nova lista, é a mesma - e Morais Pires já não a lidera. Salgado deixa-o cair. A sucessão pode ser apressada para antes de 31 de julho. Com acordo alargado, o Banco de Portugal levantará menos reservas. Joaquim Goes volta a estar em cima da mesa.

 

Amílcar Morais Pires pode ter perdido as hipóteses de ser o próximo presidente executivo do Banco Espírito Santo. O Expresso sabe que a discussão em torno da lista para os novos administradores foi alargada e que estão a decorrer neste momento negociações com mais acionistas para chegar a um consenso. Incluindo os franceses do Crédit Agricole. Ricardo Salgado é assim obrigado a recuar na sua lista inicial e deixa cair o sucessor que quis impor. A família já não decidirá sozinha a sucessão da liderança do banco.

 

Este é o resultado de quase duas semanas de pressões, silêncios e negociações entre Ricardo Salgado, Carlos Costa e demais acionistas do Banco Espírito Santo. A proposta inicialmente apresentada pela Espírito Santo Financial Group, o maior acionista do BES com 25% do seu capital, previa a promoção de Amílcar Morais Pires, mas o silêncio do Banco de Portugal sobre este nome gerou a perceção de que ele não seria aceite. As ações do BES e da ESFG desvalorizaram entretanto a pique, precisamente por causa desta indefinição. A indefinição pode agora ser ultrapassada se ficar claro que há uma nova lista, que ela é aprovada pela maioria dos acionistas e aceite pelo supervisor. E tudo isso pode acontecer mais depressa do que era suposto.

 

Em perspetiva está a apresentação de uma lista que dispense a espera de um mês durante o qual o banco fique em suspenso. O Código das Sociedades Comerciais prevê que, no caso de um presidente executivo anunciar a sua saída e houver um consenso alargado e representativo dos acionistas em relação ao seu substituto, uma substituição temporária pode ser acelerada, mesmo antes de uma assembleia geral definitiva. Isso retiraria a pressão do mercado sobre as ações e acalmaria os próprios clientes.

 

Mas quem? O nome não está ainda fechado mas Joaquim Goes volta a aparecer como candidato. Goes, 47 anos, é já administrador executivo do banco e reúne consenso quer de Salgado, quer de José Maria Ricciardi. Resta saber se reúne também o consenso dos demais acionistas, incluindo o Crédit Agricole, que está muito agastado com a crise entre os Espírito Santo, de quem é aliado há anos. O envolvimento dos acionistas franceses corresponde ao desejo do Banco de Portugal de envolver o maior número possível de acionistas do banco, além da família. A nova solução significará de qualquer forma sempre a saída de Amílcar Morais Pires do corredor da liderança. E assim Ricardo Salgado perde na definição da sua própria sucessão.

 

O nome de Joaquim Goes como possível sucessor de Ricardo Salgado não surgiu nas primeiras listas de candidatos, que foram sendo publicadas desde novembro, quando a zanga entre os primos Ricciardi e Salgado quebrou a paz no Grupo Espírito Santo. Então, as primeiras listas noticiadas incluíam Ricciardi, Ricardo Abecassis Espírito Santo, Bernardo Abecassis e Morais Pires. Os primeiros três foram "vetados" pelo Banco de Portugal por pertencerem à família, o último acabou por ser a primeira escolha de Salgado (que venceu na ESFG o seu primo Ricciardi, que nunca quis Morais Pires), mas caiu agora. Morais Pires tinha do seu lado o perfil profissional e grande respeito nos mercados financeiros, mas tinha contra ser visto como uma "extensão" de Ricardo Salgado, de quem foi braço direito, além de ser arguido num processo judicial e estar a ser investigado noutro.

 

Joaquim Goes era o "outro" braço direito de Ricardo Salgado e o seu nome só começou a circular como potencial sucessor nos últimos três meses. Ao contrário de Morais Pires, Goes não é hostilizado por Ricciardi. Tanto que Joaquim Goes estava nas duas listas: na que Salgado conseguiu fazer avançar; e na que Ricciardi quis propor.

 

In' Expresso.sapo.pt

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Publicado por Planeta Cultural às 21:53

Agência Dagong inicia cobertura do Banco Espírito Santo com rating de “BB”

Terça-feira, 03.12.13

A filial europeia da agência de “rating” chinesa iniciou a cobertura da classificação de crédito do Banco Espírito Santo com a notação de longo prazo “BB”, igual à que atribui à dívida da República Portuguesa.

 

A Dagong Europe iniciou a cobertura da qualidade de crédito da Banco Espírito Santo (BES) com a classificação de longo prazo de “BB”, segundo comunicado enviado pelo para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

O BES iniciou contactos com a Dagong em Julho de 2011, conforme noticiado então pelo Negócios. A agência não tinha reconhecimento do Banco Central Europeu e a intenção dos contactos seria a de promover a internacionalização do banco e ter acesso a financiamento na China.

 

A partir de Junho deste ano, a autoridade europeia para o mercado de capitais (ESMA) autorizou o registo da Dagong Europe em Itália, com efeito a partir de 13 de Junho. Desta forma, as decisões da agência passaram a ser válidas, na Europa, com fins regulativos.

 

A classificação está em linha com a que é atribuída à dívida soberana portuguesa, também no longo prazo, que foi reduzida de “BB+” para “BB” em Setembro último. O “rating” em vigor para o banco e a República “indica que o emitente enfrenta importante incertezas”, lê-se em nota explicativa da agência Dagong, que descrimina a tabela de classificações que vai do “rating” máximo “AAA” até “D” (“default” ou “incumprimento”).

 

Já a classificação de curto prazo é “B” e faz parte de uma escala mais pequena, que vai de “D” a “A” mas tem menos níveis intermédios.

 

O "rating" atribuído ao BES representa uma “razoável capacidade de cumprir as suas obrigações de curto prazo.” Ainda assim, esta classificação contempla a existência de “um nível significativo de características especulativas”, lê-se num documento da agência de notação.

 

 


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Publicado por Planeta Cultural às 22:35

BES confirma proposta para comprar Banco Gallego em Espanha

Sexta-feira, 05.04.13

Banco presidido por Ricardo Salgado apresentou proposta vinculativa para comprar a totalidade do capital social do Banco Gallego, em Espanha.


O BES quer mesmo adquirir o espanhol Banco Gallego. A confirmação da proposta vinculativa foi feita em comunicado através do site oficial da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A proposta do banco liderado por Ricardo Salgado é para ficar com 100% do capital social do banco espanhol.

 

“Esta proposta é apresentada no âmbito do processo competitivo de venda do Banco Gallego e encontra-se sujeita à verificação das condições constantes da proposta”, indica a instituição no comunicado.

 

O BES já tinha apresentado uma proposta preliminar para a compra do Gallego, instituição centrada na região espanhola da Galiza que está a ser leiloada pelo Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária, mecanismo estatal de apoio ao sistema financeiro espanhol.

 

O Gallego foi intervencionado na sequência da crise em Espanha que gerou uma situação líquida negativa de 150 milhões na instituição, que tem activos de 3,5 mil milhões de euros e 150 balcões.

 

Terão ainda feito propostas vinculativas de compra do Gallego o Banco Sabadell e o venezuelano Banesco, que já tinham avançado com ofertas preliminares.

 

Quando foram apresentados os resultados relativos a 2012, Ricardo Salgado já tinha admitido que estava a analisar oportunidades de crescimento na região espanhola da Galiza. Na mesma altura, acrescentou que o Gallego era a “melhor hipótese” para o concretizar.

 

Segundo dados do CaixaBI, o banco espanhol tem uma rede de cerca de 180 balcões, maioritariamente na Galiza (120) e na região de Madrid (30) tendo apresentado resultados líquidos negativos de 18 milhões de euros no primeiro semestre do ano passado.

 

"É nosso entendimento que, a concretizar-se esta operação o potencial investimento será de reduzido montante, portanto pouco significativo em termos da estrutura de capital do banco ou da sua rendibilidade no curto prazo", comenta o analista André Rodrigues, do CaixaBI, numa nota de "research" hoje publicada.

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 20:25


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