Inspetora da PJ condenada a 17 anos de prisão efectiva (tinha sido absolvida)
Tribunal da Relação de Coimbra condena Ana Saltão pelo homicídio da avó do marido. Advogada da inspetora diz-se "surpreendidíssima".
A inspetora da PJ do Porto, Ana Saltão, foi condenada esta quarta-feira a 17 anos de prisão pelo Tribunal da Relação de Coimbra.
Mónica Quintela, advogada da inspetora, diz que está "surpreendidíssima" com a decisão da Relação de Coimbra e garante que irá "recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça".
O acórdão da desembargadora Olga Maurício determina ainda que Ana Saltão seja imediatamente afastada da Polícia Judiciária, onde trabalhava no departamento de "Inteligence".
Ana Saltão foi condenada a 16 anos de prisão por homicídio qualificado e quatro por peculato. O cúmulo jurídico é de 17 anos de prisão efetiva, que Ana Saltão só cumprirá se o Supremo confirmar a decisão da Relação de Coimbra. Por enquanto fica em liberdade.
A condenação da Relação prende-se com a morte de Filomena Gonçalves, avó do marido da inspetora, assassinada com 13 tiros, em novembro de 2013.
O casal devia uma quantia elevada de dinheiro à idosa assassinada, assunto que havia causado várias discussões na família.
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