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Bolsas em forte alta e juros da dívida em mínimos

Terça-feira, 09.08.16

As principais praças europeias mantiveram esta terça-feira a tendência de ganhos, com o Dax a entrar em "mercado touro". Isto numa sessão em que os juros da dívida renovação mínimos de Janeiro.

 

Os mercados em números
 

PSI-20 subiu 1,47% para 4.772,21 pontos

Stoxx 600 avançou 0,92% para 344,67 pontos

S&P 500 perde 0,25% para 2.186,36 pontos

"Yield 10 anos de Portugal caiu 2,5 pontos base para 2,801%

Euro valoriza 0,22% para 1,1112 dólares

Petróleo desce 0,02% para 45,38 dólares por barril, em Londres

Bolsa alemã em "mercado touro"

As bolsas europeias viveram um dia positivo, com as expectativas em torno dos estímulos dos bancos centrais a darem confiança aos investidores. O Stoxx 600 valorizou 0,92% para 344,67 pontos, com 18 dos 19 sectores do índice a encerrarem no verde. As cotadas do sector automóvel e da indústria química tiveram as maiores valorizações, com ganhos acima de 2%.

 

O índice da bolsa alemã teve um dos melhores desempenhos, valorizando 2,50%. E desde o mínimo de Fevereiro valoriza já 22%, entrando no que tecnicamente se costuma designar como mercado "touro". Cotadas como a Munich Re, a Lufthansa e a Infineon ganharam mais de 4% esta sessão. Nos EUA, o S&P 500 segue em máximos históricos, com o índice que agrega as 500 maiores capitalizações da bolsa americana a valorizar 0,25% para 2.186,36 pontos.

 

"Cada vez que a volatilidade começa a surgir, os responsáveis de política monetáriacomeçam a tentar controlá-la. E os investidores começam a perceber que há uma espécie de protecção", disse Michael Kelly, responsável pela estratégia de multi-activos da PineBridge Investments, citado pela Bloomberg.

 

A bolsa portuguesa acompanhou os ganhos, com o PSI-20 a subir 1,47% para 4.772,21 pontos. Nenhuma cotada perdeu valor, enquanto 13 das 18 empresas do índice avançaram mais de 1%.

 

Taxa a dez anos no valor mais baixo desde Janeiro

 

A taxa das obrigações a dez anos desce pelo segundo dia consecutiva. Esta terça-feira, a descida foi de 2,5 pontos base para 2,801%, o valor mais baixo desde meados de Janeiro. E as quedas não se restringem à dívida nacional. A taxa italiana a dez anos desce 1,5 pontos base para 0,925%, o valor mais baixo desde Março de 2015. Já a "yield" espanhola interrompeu a sequência de descidas, com uma subida de 1,3 pontos base para 1,003%.

 

A tendência de descida das taxas da periferia está a ser explicada pelos analistas pela expectativa de que os bancos centrais reforcem as doses de estímulos para conter as ondas de choque do Brexit na economia. A descida da taxa da dívida portuguesa permitiu reduzir o prémio de risco face à dívida alemã, que é a referência na Zona Euro em 1,34 pontos base para 287,8 pontos.

 

Euribor a seis meses desce

As taxas Euribor tiveram comportamentos distintos esta terça-feira. O indexante a três meses ficou inalterado em -0,298%, segundo dados da Lusa. Está perto do mínimo histórico de -0,299% atingido a 5 de Agosto. Apesar da estabilidade do indexante a três meses, a Euribor a seis meses desceu 0,2 pontos base para -0,187%. Também na taxa a 12 meses houve uma descida. De 0,1 pontos base neste caso, com o indexante a fixar-se em -0,047%.

 

Libra cai pela quinta sessão

A divisa britânica continua a perder valor face ao dólar. Desce 0,26% para 1,3006 dólares, mas chegou a negociar abaixo da fasquia de 1,30 durante a sessão, a primeira vez que isso aconteceu no período de um mês. A libra perde valor há cinco sessões consecutivas e ainda não teve nenhuma sessão positiva desde que o Banco de Inglaterra anunciou uma descida da taxa de juro e um reforço das compras de activos.

Petróleo oscila entre ganhos e perdas

Após a acentuada valorização da última sessão, o petróleo está a oscilar em torno da "linha de água". O Brent, negociado em Londres, desvaloriza 0,02% para 45,38 dólares por barril, ao passo que o WTI, em Nova Iorque, ganha 0,23% para 43,12 dólares. Isto depois de a OPEP ter revelado, na segunda-feira, que haverá uma reunião da organização no próximo mês, numa altura em que continuam as conversações para estabilizar a oferta no mercado.

 

Ouro recupera de duas sessões em queda

O ouro encerrou na segunda-feira no valor mais baixo em quase duas semanas. Isto depois de duas sessões em queda, nas quais perdeu 1,9%. Agora, o metal precioso está a valorizar 0,35% para 1.339,99 dólares por onça. A impulsionar está a perspectiva de que os principais bancos centrais do mundo manterão uma política de juros baixos, apesar de a robusta recuperação dos EUA indicar uma subida dos juros ainda este ano.

 

Destaques do dia

 

Natixis teme nova crise em Portugal. O banco francês enumera uma série de fragilidades da economia portuguesa e diz que o país está vulnerável a um novo choque que provoque uma alta nas taxas de juro da dívida pública.

 

Juros da dívida dos periféricos do euro estão a quebrar mínimos. Os indicadores dos custos de financiamento da Irlanda e de Espanha tocaram hoje em mínimos históricos. Os de Itália estão perto disso. Juros de Portugal também estão a recuar, mas menos. Grécia continua a ser um caso ainda mais à parte.

 

JPMorgan espera ver BCP nos 2,5 cêntimos em 2017. O BCP falhou as previsões do banco americano mas as estimativas de resultados permanecem praticamente inalteradas. O "target" está em 2,5 cêntimos mas a recomendação é "neutral".

 

PSI-20 é o índice com mais acções de cêntimos. Na praça de Lisboa é fácil encontrar acções de cêntimos. O PSI-20 é o índice europeu em que as "penny stocks" têm uma maior proporção, o que pode dar uma imagem de fragilidade da bolsa nacional.

 

Compensa investir em "penny stocks"? Há investidores que tentam aproveitar a volatilidade destes títulos para procurar "jackpots". Mas há muitos cuidados a ter.

 

Investidores correm para a dívida dos EUA à procura de retornos. Com o BCE, o Banco de Inglaterra e o Banco do Japão lançados nas compras de activos, os investidores desesperam na procura por retornos. A divida de empresas dos EUA tem sido uma das soluções, com a detenção por investidores estrangeiros a atingir máximos.

 

OPEP estima valorização do petróleo até final do ano. O cartel agendou uma reunião informal para o próximo mês de Setembro, na Argélia, e espera uma recuperação dos preços do petróleo na segunda metade do ano, já que a queda recente é "temporária".

 

O que vai acontecer amanhã

 

Dados do INE. O Instituto Nacional de Estatística divulgará na quarta-feira as estatísticas do emprego, relativas ao segundo trimestre, bem como o índice de preços no consumidor para Julho. No mesmo dia, revela também o índice de produção, emprego, remunerações e horas trabalhadas na construção e obras públicas, em Junho.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:10


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