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BCP regressa aos lucros com 70,4 milhões de euros no primeiro trimestre

Desde o primeiro trimestre de 2012 que o Banco Comercial Português não apresentava um trimestre positivo. Conseguiu-o nos primeiros três meses de 2015. O banco liderado por Nuno Amado alcançou um lucro consolidado. E não foi só a actividade internacional a contribuir – as operações em Portugal também somaram um resultado positivo.

 

O BCP registou um lucro de 70,4 milhões de euros nos três meses até Março, que comparam com prejuízos de 40,7 milhões de euros no mesmo período do ano anteroir. A estimativa média do CaixaBI e do BESI apontava para lucros de 44,3 milhões de euros, superada pelos resultados divulgados em comunicado através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta segunda-feira, 4 de Maio. 

 

Portugal conseguiu representar bons números para o BCP: um lucro de 14,8 milhões de euros. Nos três primeiros meses de 2014, havia sido um prejuízo de 88,2 milhões. A actividade internacional foi, contudo, aquela que mais contribuiu para o resultado do primeiro trimestre de 2015: 54,9 milhões.

 

Há dois factores decisivos para os resultados do banco liderado por Nuno Amado: a melhoria da margem financeira e a venda de dívida pública.

 

No campo da margem financeira (diferença entre o que o banco ganha nos créditos e o que perde nos depósitos), o BCP somou 328,4 milhões de euros, mais 38,9% do que no período homólogo. O menor custo da taxa dos depósitos a prazo deu um impulso, tal como deu o reembolso antecipado da ajuda estatal, concretizado no ano passado, que representou um menor peso para a instituição financeira.

 

Por outro lado, o banco também ganhou com operações financeiras, rubrica que disparou 78,8%, passando de 111,9 milhões para 200,1 milhões de euros, "beneficiando do desempenho da actividade em Portugal, na sequência do aproveitamento das oportunidades de mercado para a realização de mais-valias na alienação de dívida pública portuguesa". 

 

Assim, o produto bancário (que representa o volume obtido somando a margem financeira, as comissões líquidas – que ganharam 3,2% –, e ainda resultados de operações financeiras) chegou aos 688,4 milhões, mais 33,9% do que em igual período do ano passado.

 

 

Custos descem com corte de colaboradores

 

Do lado dos custos operacionais, o banco reportou uma quebra de 2,5% para os 276,6 milhões de euros, mais acentuada nos encargos com pessoal, que deslizaram mais de 4%. A redução salarial temporária dos colaboradores ajudou esse deslize, tal como a próproa redução de pessoal.

 

De acordo com os números divulgados, o BCP contava com 7.676 trabalhadores em Portugal no final de Março de 2015, menos 748 funcionários do que em Março de 2014. Um corte de 119 face ao final do ano. Os funcionários estão distribuídos por 695 sucursais, o mesmo número com que tinha terminado 2014 mas 7,1% abaixo das abertas em Março de 2014.

 

Assim, a diferença entre produto bancário e resultados operacionais resulta em 411,8 milhões de euros, mais 78,5% que no período homólogo. Uma rubrica que abriu margem para que o banco aumentasse as imparidades de crédito (o dinheiro colocado de lado para eventuais incumprimentos futuros). O banco registou um aumento de 7,2% para os 205,6 milhões nas imparidades, o que pesou no resultado operacional.

 

Assim, depois de imparidades e de impostos, o banco conseguiu o referido lucro de 70,4 milhões de euros.

 

Crédito desce, depósitos sobem

 

Em termos de balanço, o BCP apresentou um crédito total a clientes (bruto) de 58.102 milhões de euros, menos 3% que em Março de 2014. Ainda assim, como sublinha o banco, houve uma melhoria face ao final de Dezembro. A evolução continua negativa em Portugal.

 

Para a comparação homóloga (a queda total de 3%) contribuíram as empresas, com uma quebra de 5,9%, já que até houve uma subida da oferta de crédito a particulares, nomeadamente os empréstimos ao "consumo e outros".

 

O crédito vencido há mais de 90 dias representava 7,2% do crédito total em Março de 2015 (igual a Março de 2014), com um grau de cobertura de 85,8% (melhor que os 80,4% registados um ano antes).

 

Os depósitos somaram 3,7% para os 50.759 milhões de euros.

 

O rácio de Common Equity Tier 1 (com base na implementação transitória dos regulamentos), que compara os activos face aos riscos associados, situou-se em 11,8%, abaixo dos 12% do final de Dezembro de 2014. 

 

 

In' Jornal de Negócios

 

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