Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]






Comentários recentes

  • Triptofano!

    Realmente no Porão qualquer excitação ficaria auto...

  • Veegam

    Como obter Stellar Lumens gratis!https://steemit.c...

  • Firmino

    deus vê a quem a gente faz bem e depois no fim lev...

  • Planeta Cultural

    O ser humano consegue bem de longe ser pior que os...

  • Maribel Maia

    É com muita pena que leio notícias dessas!





Angola já não é “escravo” de Portigas"

Terça-feira, 27.10.15
O general e dirigente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) Bento dos Santos 'Kangamba' acusou Portugal de ingerência nos assuntos angolanos, avisando que Lisboa não tem "consciência jurídica e política".  

 Bento dos Santos 'Kangamba' falava à Lusa à margem de uma visita de campo, em Luanda, sobre o caso dos 15 ativistas detidos desde junho e o apoio público e mobilização portuguesa. 

"Se eu fosse português pensava 20 ou 30 vezes antes de falar sobre um estrangeiro. Primeiro tenho que arrumar a minha casa e depois falar sobre os outros. Portugal é um grande país, tem grandes políticos, mas neste momento está em debandada, não tem consciência jurídica e política para se defender nem defender os angolanos. Há necessidade de haver calma que a Justiça será feita", apontou o dirigente do MPLA, aludindo à crise económica e indefinição governativa em Lisboa. 

Em causa está o apoio de vários setores da vida portuguesa à situação destes 15 ativistas detidos, incluindo o 'rapper' angolano Luaty Beirão, de 33 anos e também com nacionalidade portuguesa, que cumpre  o 36.º dia em greve de fome exigindo aguardar julgamento em liberdade. 

Em Portugal sucedem-se vigílias e manifestações de apoio aos ativistas detidos, invocando sempre a situação de Luaty Beirão, inclusive com protestos junto à embaixada de Angola em Lisboa apelando à libertação dos 15 elementos. 

O também secretário do comité provincial de Luanda do MPLA para a Área Periférica e Rural acusa Portugal de continuar a ingerir-se nos assuntos angolanos, 40 anos depois da independência. 

"As pessoas são as mesmas, tirando duas figurinhas bonitinhas que estão a aparecer aí no Bloco de Esquerda. Mas as pessoas que foram contra Angola são as mesmas [agora]. Eles acham que Angola até hoje é escravo, que nós somos escravos de Portugal (...) não podemos ser ouvidos e que Portugal é que manda, que Portugal é que diz e que Portugal é que faz. Os portugueses têm que saber que Angola é um Estado soberano", apontou 'Kangamba'. 

Na origem do caso está uma acusação, já formalizada, de atos preparatórios para uma rebelião e para um atentado contra o Presidente angolano, contra os 15 detidos em prisão preventiva e mais duas jovens em liberdade provisória, cujo início do julgamento está já agendado para 16 de novembro, num tribunal de Luanda. 

"As estruturas da Justiça [angolana] funcionam. Deixem que a Justiça faça o seu julgamento e o resto vamos ver. O que não se admite é o que os portugueses estão a fazer. Estão a acudir a um que tem a mesma cor e os outros que têm cor de carvão ninguém está-lhes a acudir. Isso é feio e é uma coisa que aqui em Angola já não se vive", disse ainda o general angolano. 

'Kangamba' referia-se em concreto aos apelos à libertação de Luaty Beirão, luso-angolano, que devido ao estado de saúde foi transferido há duas semanas para uma clínica privada, sob detenção. 

"Vocês estão a falar do Luaty Beirão, mas estão a esquecer-se que Angola também tem muita gente presa, pessoas com nome até. Generais que estão acusados em crimes, à espera que a Justiça decida e ninguém sai para se manifestar", criticou.

Reafirmando que o tempo é para "deixar a Justiça trabalhar", o dirigente do MPLA apelou a Portugal para "acompanhar os angolanos como irmãos", ao mesmo tempo que rejeita as acusações de ingerência política neste processo. 

"Isto não tem nada a ver com o Presidente da República, não tem nada a ver com nenhum partido. Isso tem a ver com a Justiça. A justiça é autónoma", atirou, garantindo que em Angola "há democracia e liberdade". 


Num aparente endurecimento, nos últimos dias, das relações entre o poder politico em Angola e Portugal, com sucessivas críticas, o general vai mais longe, acusando alguns setores portugueses de "falarem à toa". 

"Todos aqueles que estão falar em Portugal têm uma faca no coração, que eu e outras pessoas é que ficamos com as coisas dos pais desses senhores [com a independência de Angola]. É claro que fomos nós", rematou.

 

 

Se desejar visitar a fonte da informação, clique aqui


 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Publicado por Planeta Cultural às 19:31


Pesquisar

 



Contacto

planetacultural@sapo.pt

Comunicado aos nossos leitores

1- Planeta Cultural é um Blog que tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular nas páginas da Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de Comunicação Social, que nem sempre será viável citar ou referenciar. Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo, o favor de me contactar via e-mail (constante no meu perfil público), na sequência de que procederei à sua imediata remoção.

2 - Os comentários expressos neste "Blog", vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste sítio, "Blog", pelo que, publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo. Reserva-me também o direito de eliminar qualquer comentário que possa considerar difamatório, ofensivo, calunioso ou prejudicial a terceiros, bem como textos de carácter promocional que também poderão ser excluídos.

Atenciosamente;

---------------------------------R. C.
-------------Administrador do Planeta Cultural