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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Sindicatos defendem formação especializada para professores avaliadores

01.06.09, Planeta Cultural

A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) defendeu hoje que os professores avaliadores devem ter «formação especializada adequada», salientando que o processo de avaliação docente deve «assentar no pressuposto do reconhecimento dos avaliadores pelos avaliados».

«Todo o processo de avaliação deve assentar no pressuposto do reconhecimento dos avaliadores pelos avaliados, o que só pode conseguir-se através da observação do princípio de que para o exercício dos cargos de coordenação e de supervisão pedagógica são exigíveis preferencialmente formações especializadas adequadas», refere a FNE, num comunicado divulgado esta tarde.

A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação reagia a uma notícia do Diário de Notícias segundo a qual o Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, um órgão consultivo do Ministério da Educação (ME), defende que os docentes avaliadores devem fazer uma nova formação de médio ou longo prazo ao nível do ensino superior.

Comentando as conclusões dos conselheiros daquele órgão do ME, que sublinham que os avaliadores se sentem pouco preparados e sem muita capacidade para avaliar os colegas, a Federação considera que «quem foi preparado para avaliar alunos não está, só por isso, preparado para avaliar colegas».

Para a FNE, a «avaliação formativa do desempenho docente não pode ser uma actividade episódica, pontual e descontinuada», porque são «mais importantes as actividades de reformulação que venham a ocorrer do que a simples constatação do desempenho num dado momento».

No documento, a FNE salienta também a importância de os avaliadores serem entendidos «não só como classificadores mas, principalmente, como cooperantes no desenvolvimento do avaliado», para assim se poderem «potenciar mudanças de comportamentos e práticas».

Segundo a FNE, os professores avaliadores devem «sempre diligenciar para que todas as decisões sobre o processo de avaliação sejam tomadas de forma partilhada e acordada com o avaliado».

Por sua vez, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, reconheceu hoje a necessidade de prosseguir e reforçar a formação dos professores avaliadores, reconhecendo-lhes, contudo, «capacidades e competências» para aplicar o modelo de avaliação nas escolas.

«O que eu recuso é que se passe atestados de incompetência aos professores e que se diga que os professores não tem as capacidades, nem as competências para fazer aquilo que é naturalmente o seu trabalho. Isso, eu recuso, o que não significa que não tenhamos sempre necessidade de fazer um esforço de formação contínua», sublinhou a ministra à margem da apresentação da Biblioteca de Livros Digitais, no Porto.

«O Conselho Científico para a Avaliação dos Professores está a trabalhar, como está o Ministério da Educação. Vamos aguardar tranquilamente os resultados do trabalho do conselho consultivo, como de outros estudos pedidos, designadamente à OCDE», acrescentou Maria de Lurdes Rodrigues.

Fonte: Lusa / SOL