Presidentes da Zon negam negociações para fusão da Sonaecom
responsáveis da ZON, Proença de Carvalho e Rodrigo Costa, adiantaram hoje à Lusa que não existem conversações sobre uma possível fusão entre a ZON e a Sonaecom.
"Não existem conversações sobre uma possível fusão entre a ZON e a Sonaecom", afirmaram Rodrigo Costa, presidente da comissão executiva da ZON, e Daniel Proença de Carvalho, presidente do conselho de administração da empresa, numa tomada de posição conjunta enviada por escrito à Lusa.
Rodrigo Costa e Proença de Carvalho reiteram "que a equipa de gestão e o conselho de administração da ZON não estão em negociações, nem directas nem indirectas, com vista a uma operação de fusão nem de outro tipo com a Sonaecom".
Os dois gestores referiram ainda que "ciclicamente aparecem notícias sobre a possibilidade de uma fusão com outras empresas, mas esse cenário não faz parte dos planos de crescimento da ZON a curto e médio prazo".
Ambos reforçam que "o foco da gestão está 100% concentrado na execução do plano estratégico, em especial no crescimento do 'triple play' e na melhoria constante do serviço e na inovação de serviços que disponibiliza aos seus mais de 1,6 milhões de clientes em Portugal".
Os mesmos responsáveis, respondendo a questões enviadas pela Lusa, disseram ainda que "a ZON tem um plano de desenvolvimento estratégico aprovado pelos seus accionistas, e nesse plano não está prevista qualquer fusão com a Sonaecom".
O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em declarações à Lusa, negou hoje que o banco estatal tenha "mantido quaisquer conversações nos últimos meses" sobre uma possível fusão entre a ZON e a Sonaecom.
Faria de Oliveira acrescentou ainda que não fazia sentido "alimentar especulações" sobre esta matéria porque, no que diz respeito à CGD, não existe qualquer contacto para uma possível negociação de uma fusão entre as duas operadoras de telecomunicações.
Proença de Carvalho e Rodrigo Costa sublinharam ter "um compromisso com o mercado", acrescentando que "o plano estratégico da ZON é conhecido pelos seus investidores e aposta no seu crescimento doméstico orgânico e na expansão internacional".
Segundo os dois responsáveis, a estratégia de expansão internacional e crescimento orgânico "tem produzido um crescimento sustentado das receitas e rentabilidade da empresa nos últimos seis trimestres".
Acrescentam ainda que "a ZON está neste momento a fazer uma mudança estrutural na sua rede de fibra e cabo, estando hoje à frente dos seus concorrentes ao disponibilizar 100 Mb de velocidade de acesso à internet a um milhão de utilizadores e, até ao final do ano, a cerca de 3 milhões de casas".
As acções da Sonaecom e da ZON valorizaram 8 por cento e 2,3 por cento, respectivamente, desde que o presidente-executivo da Sonae, Paulo Azevedo, afirmou acreditar que a fusão entre as duas operadoras se iria concretizar.
As acções da Sonaecom, que na quinta-feira fecharam a valer 1,96 euros, atingiram hoje o valor mais alto desde o início do ano, chegando aos 2,137 euros e terminando a sessão a valer 2,115 euros, a liderar os ganhos os PSI 20.
As acções da operadora liderada por Ângelo Paupério mais do que duplicaram o valor desde o início do ano, registando uma valorização de 111 por cento.
Fonte: Jornal de Negócios