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7 PECADOS QUE (MUIT)OS PAIS INSISTEM EM COMETER

Sábado, 09.07.16

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Pense nos hábitos negativos dos seus filhos… Será que o mau exemplo vem de si? A psicóloga Vera Lisa Barroso analisa alguns comportamentos, comenta-os e faz recomendações

 

Já ponderou que as suas atitudes podem estar a influenciar negativamente o comportamento dos seus filhos? Escolhemos os sete pecados mais comuns dos pais e pedimos à psicóloga Vera Lisa Barroso, da Oficina da Psicologia, que os comentasse e aconselhasse como corrigir esses mesmos maus hábitos. Lembre-se que os pais são, na generalidade dos casos, os modelos que as crianças seguem e devem comportar-se como tal. Estes são alguns dos erros mais comuns:

 

1. Subornar as crianças para que tenham determinado comportamento

 

«Logo que usamos o termo subornar, sabemos que estamos a falar de um mau princípio na educação de qualquer criança. Desde cedo, devem integrar a divisão de tarefas e ter as suas próprias responsabilidades. O mesmo relativamente às boas atitudes que, na sua essência, estão muito mais relacionadas com o sentido de justiça, igualdade e reciprocidade das relações entre pessoas, do que com o estrito cumprimento de regras e normas sociais», refere Vera Lisa Barroso.

 

«Assim sendo, não estamos a falar de uma aprendizagem que se compre com presentes. Pelo contrário, estamos a falar de importantes valores pessoais que se desenvolvem por modelagem às principais figuras de referência das crianças, ações e diálogos reflexivos entre pais e filhos relativamente às diferentes situações do dia a dia», explica a psicóloga.

 

«O objetivo é criar uma mobilização interna para a escolha de determinadas atitudes e assunção de responsabilidades, em detrimento de uma motivação externa, como o caso dos presentes. O elogio e a felicitação são excelentes formas de valorizar as crianças», acrescenta ainda a especialista.

 

2. Ser inconstante na educação e nos castigos

 

«Imagine que no seu local de trabalho tem uma chefia que, um dia, pede uma coisa, outro dia, outra, um dia, critica e/ou penaliza um trabalho, outro dia, não diz nada ou elogia... Desta forma, é fácil perceber o quão desorganizador este cenário se torna para qualquer pessoa. É fundamental que as crianças cresçam com consistência, percebam que existe coerência entre os adultos, pelo menos, relativamente às regras de base», alerta Vera Lisa Barroso.

 

«A desautorização, crítica ou mudança de postura face às mesmas situações, em momentos diferentes ou com pessoas diferentes, só serve para baralhar as crianças. Os adultos devem fazer escolhas educativas duradouras e sobreviventes aos vários testes que as crianças vão fazendo», elucida ainda a psicóloga.

 

3. Não impor limites

 

«A inexistência destas fronteiras simbólicas impede que as crianças identifiquem qual o espaço de liberdade e segurança no qual podem agir. Seria uma espécie de anarquia, onde se pode fazer tudo, porque não existem regras. Na prática, por muito que os limites sejam contestados, eles existem para proteger as crianças e dar sentido às suas escolhas. Caso contrário, viveriam em confusão, frustração, insegurança e revolta», sublinha Vera Lisa Barroso.

 

4. Trabalhar demasiado para dar tudo aos filhos

 

«Na realidade, pouco serve proporcionar tudo aos filhos se nada puder partilhar com eles. Pouco adianta oferecer todos os brinquedos do mundo se não tiver tempo para brincar com eles, dar-lhes livros se não tiver tempo para ler com eles ou ainda proporcionar-lhes atividades extracurriculares, se não tiver tempo para as acompanhar... A verdade é que a grande maioria das crianças e adolescentes está consciente da ausência dos pais nas suas vidas e sofre com isso», diz a psicóloga.

 

 

5. Sonhar pelos filhos

 

«Acontece muitas vezes, de forma direta ou indireta, a passagem dos sonhos e vontades dos adultos para os seus filhos, como forma de suavizar a frustração de não terem conseguido atingir determinado objetivo. Contudo, aquilo que é considerado o melhor caminho a seguir para os adultos nem sempre é sentido desta maneira pelos filhos e pode transformar-se num fardo pesado a carregar pelos mais pequenos», afirma a especialista.

 

«Saber aceitar as opções do filhos relativamente a projetos futuros, tanto a nível profissional como recreativo, é uma premissa essencial no papel de qualquer pai ou mãe. A melhor forma de acompanhar o desenvolvimento saudável do seu filho passa por ouvir as suas experiências de vida, perceber as suas referências e respeitar aquilo que para ele é importante ou faz sentido no seu percurso», diz Vera Lisa Barroso.

 

6. Usar a televisão como educador

 

«Cada vez mais, assistimos à televisão como a principal companhia das crianças, adolescentes e até famílias, de uma forma geral. Talvez pela falta de tempo, pela falta de paciência, pelo stresse do dia a dia... A verdade é que temos crianças cada vez mais passivas em frente a uma máquina, a dedicar um número de horas elevado a esta atividade, que as impede de experimentar/vivenciar outras atividades», critica a especialista.

 

«Por outro lado, estamos a delegar numa máquina a responsabilidade de educar, correndo o risco de permitirmos o acesso das crianças a conteúdos menos próprios. É fundamental que sejam os pais a controlar a educação das crianças», acrescenta ainda Vera Lisa Barroso.

 

7. Discutir à frente dos filhos

 

«As discussões servem apenas aos elementos que estão a discutir, pelo que, muitas vezes, não só se sujeita as crianças a conflitos de adultos, com questões de adultos (raramente compreendem e na grande maioria das vezes ficam assustadas e/ou preocupadas), como se discute sobre questões que envolvem a própria criança, com todos os perigos e consequências que daí podem advir», adverte a psicóloga.

 

«A criança sentir-se culpada da guerra, perceber que os seus pais são inconstantes e inconsistentes e sentir-se confusa e/ou pressionada a escolher um lado, experimentar as fragilidades do casal e sentir-se angustiada e triste e/ou ainda construir as suas próprias teorias sobre o que está a acontecer e sentir-se sozinha», esclarece ainda Vera Lisa Barroso.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 09:43


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