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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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«Sinto-me um bode expiatório do Apito Dourado»

31.10.09, Planeta Cultural

É assim que Ana Salgado reage ao facto de o MP ter pedido a sua condenação por alegada difamação.

 

«Sinto-me um bode expiatório do Apito Dourado que fracassou». É assim que Ana Salgado reage ao facto do Ministério Público (MP) ter pedido a sua condenação por alegadamente ter difamado a procuradora Maria José Morgado, noticia a Lusa.

 

«Tem de haver um culpado e estou a ser eu», declarou a irmã de Carolina Salgado, no final da sessão desta sexta-feira do julgamento a decorrer no Tribunal de São João Novo no qual Ana Salgado é acusada de difamação à procuradora-geral adjunta Maria José Morgado.

A irmã da ex-companheira de Pinto da Costa também é acusada de difamação do ex-inspector da Polícia Judiciária (PJ) Sérgio Bagulho depois de alegadamente ter dado um depoimento em Junho de 2007 no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto.

 

Na altura, Ana Salgado terá acusado os dois membros da Equipa de Coordenação do Processo «Apito Dourado» (ECPAD) de combinarem depoimentos com Carolina Salgado e de intervirem no livro «Eu, Carolina», juntamente com Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica.

 

O procurador do Ministério Público salientou, nas alegações finais, que a arguida não conseguiu provar a verdade dos depoimentos. «Não basta afirmar, é preciso provar que o que se afirma é verdade», disse.

 

«Chegamos à conclusão que se por um lado a arguida não conseguiu provar o que disse, por outro lado a prova produzida (pelo depoimento de testemunhas) vai no sentido contrário ao que aquela havia proferido nas declarações (ao DIAP)», afirmou.

 

O MP alegou também que Maria José Morgado «dirigia uma equipa formada pelo próprio procurador-geral da República». «Não se concebe que a magistrada pudesse ter comportamentos menos correctos», declarou.

 

Já quanto a Sérgio Bagulho, o procurador do MP lembrou que este se «limitou a fazer o que lhe era determinado» pela procuradora, mas sempre «com isenção».

De acordo com o Ministério Público, «ficou demonstrado que a equipa (ECPAD) nunca poderia ter tido qualquer influência» no livro «Eu, Carolina» porque «nem sequer estava constituída» na altura em que este foi editado. O livro foi editado em Dezembro 2006.

 

Advogada de Sérgio Bagulho pede condenação

 

A advogada do inspector Sérgio Bagulho também pediu a condenação de Ana Salgado. Por outro lado, a defesa de Ana Salgado pediu a sua absolvição nos dois crimes de difamação de que está acusada. A defesa alegou que as declarações da arguida sobre Maria José Morgado «não são susceptíveis de a ofender».

 

A leitura do acórdão ficou marcada para 13 de Novembro pelas 15:00 na terceira vara do Tribunal de São João Novo.

 

Fonte: TVI 24