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Gripe A: médicos «obrigados» a passar atestados sem ver doentes

22.10.09, Planeta Cultural

Situação é «ilegal». SIM que sugere que os doentes justifiquem as suas próprias faltas.

 

O Sindicato Independente dos Médicos denuncia que os clínicos estão a ser «obrigados» a passar atestados médicos a doentes com gripe A, ou seus familiares, sem os observarem clinicamente, o que é «ilegal».

 

Carlos Arroz, secretário-geral do SIM, afirma, em declarações à Lusa, que a situação é «grave», pois os doentes ou familiares são encaminhados para as suas residências, o que os obriga a faltarem à escola ou ao trabalho.

 

Por outro lado, é exigido aos doentes ou familiares de pacientes com gripe A uma justificação das faltas à escola ou ao trabalho o que os leva a deslocarem-se ao centro de saúde para obterem esse documento.

 

A consequência imediata da obrigatoriedade do atestado é o «assoberbamento» dos médicos de família, que «já têm trabalho burocrático a mais», critica Carlos Arroz.

Para o médico a situação mais grave é a dos atestados: «Os clínicos têm de passar um atestado médico a alguém que não observaram clinicamente», relata.

 

«Esta situação é gravíssima e altamente ilegal», acusa Carlos Arroz, para quem nada disto se passaria se o Governo não desconfiasse dos portugueses.

 

«O Governo parte do princípio que os portugueses mentem muito», afirma o secretário-geral do SIM, defendendo a possibilidade de os doentes que faltam ao trabalho por causa da gripe A ou de os encarregados de crianças infectadas que tenham de se ausentar da escola poderem justificar estas ausências através de um documento assinado com compromisso de honra.

 

«Para situações excepcionais, medidas excepcionais», aconselha, acrescentando: «Se estamos a proibir médicos de ir a congressos e de férias, também é necessário que haja da parte burocrática uma simplificação de processos.»

 

Carlos Arroz alerta que «não é possível existirem circulares que dizem para as crianças ficarem em casa e depois os pais terem de ir ao centro de saúde buscar um documento para estas poderem voltar à escola».

 

O SIM defende que, numa situação excepcional de pandemia de gripe, «o próprio doente possa validar a sua falta e a dos seus filhos, como encarregado de educação».

 

Outra solução que o sindicato vê com bons olhos é a possibilidade de a Linha de Saúde 24 enviar um fax à entidade patronal a justificar a ausência por doença da pessoa com gripe A.

 

O SIM lamenta que esta questão esteja a ser analisada pelo Governo «há quatro meses» sem que ainda se tenha encontrado uma solução ideal.

 

«Tem de haver medidas para quando a gripe atacar a sério e provocar um real absentismo», avisa.

O gabinete da ministra da Saúde não quer comentar as declarações do SIM.

 

 

Fonte: TVI 24 

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