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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Violência doméstica. 40 mulheres morreram este ano

27.10.15, Planeta Cultural

De acordo com o Expresso, este ano já morreram 40 mulheres portuguesas por violência doméstica, valor que supera as médias registadas em 2013 e 2014, no Relatório Anual da Segurança Interna.

Isto não devia acontecer e logo com estes números exorbitantes!

 

Todos sabemos que existem locais próprios que ajudam as pessoas que são vitimas de violência doméstica, se é o seu caso, ligue grátis para 116 006, dias úrteis das 09H00 às 19H00

 

Confira aqui a Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vitima

 

GAV ALBUFEIRA
Urbanização Habijovem, Loja CH, Bloco C
Quinta da Palmeira
8200-001 Albufeira
telf 289 585 770 | fax 289 588 634
apav.albufeira@apav.pt
Segundas, Terças e Quintas: 9H30-12H30
Quartas e Sextas: 13H30-16H00
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GAV BRAGA
Rua S. Vítor, 11
4710-439 BRAGA
tel 253 610 091 | fax 253 610 920
apav.braga@apav.pt
Dias úteis: 14H00-18H00
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UAVMD - Unidade de Apoio à Vítima Migrante e de Discriminação dos Açores
Rua do Mercado, 57
9500-326 PONTA DELGADA
tel 296 285 399 | fax 296 304 799
apav.pontadelgada@apav.pt
Dias úteis: 9H00-12H00 / 13H00-17H30 (+1 hora que no continente)
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Inventores angolanos podem repetir proeza da 66ª edição da IENA

27.10.15, Planeta Cultural

Depois de conquistarem dez medalhas numa edição, serem eleitos para o palco de invenções especiais e verem a bandeira nacional entre as 12 da página oficial da Feira de Idéias, Invenções e Novos Produtos (IENA), os representantes angolanos à 67ª edição da referida feira podem voltar a brindar o país com medalhas.

 

Tendo em conta os projecto a serem apresentados na feira de 2015, a decorrer de 29 de Outubro a 01 de Novembro, o país pode esperar dos seus representantes proeza igual à IENA2014, que teve lugar em Nuremberga, Alemanha, onde cinco projectos foram escolhidos para o palco reservado às "Invenções especiais interessantes".

Todos os anos, a organização escolhe países com uma reputação no evento para apresentar projectos considerados especiais, Angola que participa desde 2009, mereceu esta escolha na edição de 2014.

Os cinco temas apresentados pelos angolanos tinham sido escolhidos num universo de mais de 700 expositores que representam 32 países de todos os continentes.

Nesta mesma edição foi oficialmente apresentada a bandeira de Angola entre as 12 da página oficial do evento e, de acordo com o coordenador da comitiva angolana, Gabriel Luís Miguel, a exposição da bandeira de Angola, ao lado da dos EUA, China, Malásia, Índia, Alemanha, Suíça, Eslovénia, Coreia do Sul, Irão, Reino Unido e Turquia, resultou das participações regulares e com sucesso do país no evento.

Este sucesso, acrescentou o responsável na ocasião, deve-se às antecâmaras que o Ministério da Ciência e Tecnologia (MINCT) vem realizando em todas as províncias do país para captar os melhores trabalhos ligados à criação e à inovação.

O grande feito nesta ano foi a meta nunca antes alcançada, a conquista de dez medalhas numa única edição, das quais duas de ouro, cinco de prata e três de bronze.

As medalhas de ouro foram conquistadas pelo Centro de Informação de Medicamentos e Toxicologia  (CIMETOX) da Faculdade de Medicina da Universidade Lueji A'Nkonde, com o projecto de produção do primeiro soro antiofídico e a empresa de sistemas informáticos SISTEC com a sua estação de voto electrónica.

As medalhas de prata foram conquistadas pelos inventores free-lancers Inácio Simão e Manuel Henriques Bongo com a mala para carregar telemóveis e outros dispositivos electrónicos e a cadeira de rodas movida por painel solar, respectivamente.

As outras medalhas de prata foram ganhas por Alberto Wapota, com o projecto E-tchoto ou Ondjango electrónico, pelo inventor Valeriano Marcelino, com o projecto sobre sistema de controlo de iluminação pública e o inventor Rouget Fundora, com o jogo tradicional Kiela em formato computarizado.

Já as medalhas de bronze foram ganhas pelos inventores Marcolino Cangajo, Lufialuiso Sampaio Velho, com projectos como a passadeira electrónica e sistema de emergências médicas. Já a Universidade Agostinho Neto (UAN) foi medalhada na categoria de Universidades.

Nesta 66ª edição, o país esteve representado com 17 projectos concorrentes, dos quais 16 da área da Mecatrónica e um da Toxicologia. Angola participava pela sexta vez na feira de IENA, espaço onde tem conquistado um total de 38  medalhas, dentre as quais seis de ouro, quinze de prata e dezassete de bronze.

Para a edição 67ª Angola se fará representar com 10 inventores e 19 projectos, nomeadamente, “o aparelho para evitar derrame de petróleo nos oceanos”, “Vortex One”, “Bicicleta Multifuncional”, “dispositivo multifuncional para deficientes físicos, visuais e doentes”, “De lixo ao luxo”, “Veículo Nahary” e “Sistema Integrado de Emergências Médicas de Angola (SIEMA)”.

 

Angola já não é “escravo” de Portigas"

27.10.15, Planeta Cultural
O general e dirigente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) Bento dos Santos 'Kangamba' acusou Portugal de ingerência nos assuntos angolanos, avisando que Lisboa não tem "consciência jurídica e política".  

 Bento dos Santos 'Kangamba' falava à Lusa à margem de uma visita de campo, em Luanda, sobre o caso dos 15 ativistas detidos desde junho e o apoio público e mobilização portuguesa. 

"Se eu fosse português pensava 20 ou 30 vezes antes de falar sobre um estrangeiro. Primeiro tenho que arrumar a minha casa e depois falar sobre os outros. Portugal é um grande país, tem grandes políticos, mas neste momento está em debandada, não tem consciência jurídica e política para se defender nem defender os angolanos. Há necessidade de haver calma que a Justiça será feita", apontou o dirigente do MPLA, aludindo à crise económica e indefinição governativa em Lisboa. 

Em causa está o apoio de vários setores da vida portuguesa à situação destes 15 ativistas detidos, incluindo o 'rapper' angolano Luaty Beirão, de 33 anos e também com nacionalidade portuguesa, que cumpre  o 36.º dia em greve de fome exigindo aguardar julgamento em liberdade. 

Em Portugal sucedem-se vigílias e manifestações de apoio aos ativistas detidos, invocando sempre a situação de Luaty Beirão, inclusive com protestos junto à embaixada de Angola em Lisboa apelando à libertação dos 15 elementos. 

O também secretário do comité provincial de Luanda do MPLA para a Área Periférica e Rural acusa Portugal de continuar a ingerir-se nos assuntos angolanos, 40 anos depois da independência. 

"As pessoas são as mesmas, tirando duas figurinhas bonitinhas que estão a aparecer aí no Bloco de Esquerda. Mas as pessoas que foram contra Angola são as mesmas [agora]. Eles acham que Angola até hoje é escravo, que nós somos escravos de Portugal (...) não podemos ser ouvidos e que Portugal é que manda, que Portugal é que diz e que Portugal é que faz. Os portugueses têm que saber que Angola é um Estado soberano", apontou 'Kangamba'. 

Na origem do caso está uma acusação, já formalizada, de atos preparatórios para uma rebelião e para um atentado contra o Presidente angolano, contra os 15 detidos em prisão preventiva e mais duas jovens em liberdade provisória, cujo início do julgamento está já agendado para 16 de novembro, num tribunal de Luanda. 

"As estruturas da Justiça [angolana] funcionam. Deixem que a Justiça faça o seu julgamento e o resto vamos ver. O que não se admite é o que os portugueses estão a fazer. Estão a acudir a um que tem a mesma cor e os outros que têm cor de carvão ninguém está-lhes a acudir. Isso é feio e é uma coisa que aqui em Angola já não se vive", disse ainda o general angolano. 

'Kangamba' referia-se em concreto aos apelos à libertação de Luaty Beirão, luso-angolano, que devido ao estado de saúde foi transferido há duas semanas para uma clínica privada, sob detenção. 

"Vocês estão a falar do Luaty Beirão, mas estão a esquecer-se que Angola também tem muita gente presa, pessoas com nome até. Generais que estão acusados em crimes, à espera que a Justiça decida e ninguém sai para se manifestar", criticou.

Reafirmando que o tempo é para "deixar a Justiça trabalhar", o dirigente do MPLA apelou a Portugal para "acompanhar os angolanos como irmãos", ao mesmo tempo que rejeita as acusações de ingerência política neste processo. 

"Isto não tem nada a ver com o Presidente da República, não tem nada a ver com nenhum partido. Isso tem a ver com a Justiça. A justiça é autónoma", atirou, garantindo que em Angola "há democracia e liberdade".