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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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E se a doença de Parkinson puder ser 'cheirada'?

24.10.15, Planeta Cultural

Um grupo de cientistas britânicos vai investigar a hipótese de a pele dos doentes com Parkinson, nos estádios iniciais da doença, emitir um odor subtil mas único-

 

Os investigadores britânicos acreditam que a doença pode provocar uma alteração ao nível de uma substância oleosa da pele dos doentes, resultando num odor único e subtil. A confirmar-se, a descoberta poderá permitir milhares de diagnósticos precoces.

 

Estima-se que 7,5 milhões de pessoas em todo o mundo sofram de Parkinson, uma doença degenerativa sem cura nem teste diagnóstico definitivo, que provoca prosseguimente a perda de capacidades como andar, falar e mesmo dormir.

 

Em Portugal, um estudo inédito, de 2014, revelou existirem perto de 13 mil pessoas com Parkinson, a segunda doença neurodegenerativa com maior prevalência no país.

 

A ideia de avançar para uma invstigação surgiu depois de uma pessoa com um olfato bem mais apurado do que o "normal" conseguiu identificar pessoas com Parkinson apenas cheirando as suas t-shirts.

 

Perdita Barran e a sua equipa no Instituto de Biotecnologia da Universidade de Manchester vão usar tecnologia de espectrometria de massa para analisar amostras de pele de pessoas de doentes e não doentes.

 

"A amostra da superfície da pele fornecerá uma fonte rica em metabólitos que podemos extrair para distinguir pacientes saudáveis de pacientes em fases precoces de Parkinson," espera Barran.

 

 

 

Fusão Atlântico-Millennium confere maior solidez ao sistema financeiro”

24.10.15, Planeta Cultural
Os accionistas dos Bancos Atlântico e Millennium Angola decidiram reforçar a parceria estratégica já existente, com a fusão das duas instituições, criando, deste modo, o Banco Millennium Atlântico. Para o economista Lopes Paulo essa fusão trará vantagens para o sistema financeiro nacional, conferindo maior solidez, estabilidade e menos risco de falência. 
 
"O Banco Millennium tem sido um dos bancos mais interventivos em termos de financiamentos de projectos empresariais. Com a fusão poderá aumentar esta capacidade, dado o aumento do capital”Lopes Paulo realçou que havendo uma redução significativa da poupança familiar e empresarial alguns bancos terão as suas actividades mais reduzidas. Recordou que as estatísticas publicadas pelos bancos, relativamente ao número de clientes, define a sua grandeza, quer na quantidade dos clientes quer no valor dos depósitos, e, em Angola o que se constata é que a maior parte dos bancos partilham os mesmos clientes. “Os clientes do BFA são os mesmos do BIC, por exemplo”, disse.
 
Deste modo o especialista prevê, perante a actual situação financeira do país, que algumas instituições bancárias venham a perder clientes, e, consequentemente, transformem-se em casas de câmbios, ou acabem por encerrar as portas.
Lembrou o ocorrido nos Estados Unidos e nalguns países europeus onde alguns bancos encerraram e precisaram de uma intervenção do Estado.
 
No caso de Angola, referiu-se ao caso BESA, que no ano passado precisou de uma intervenção do Estado. Com o Estado a não poder estar disponível, no momento, para qualquer intervenção financeira numa instituição bancária e com as famílias a depositarem cada vez menos as suas poupanças nos bancos, Lopes Paulo referiu-se a fusão entre os bancos, como a melhor opção neste período.
 
Para o Presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC) a fusão representa maturidade, sabem onde querem chegar. Para o sistema financeiro, disse representar mais-valia, por haver recursos que se juntam como financeiros e capital humano. Amílcar Silva referiu prever bons resultados nesta parceria. “O BPA está mais virado para o corporate e o Millennium é mais virado para o retalho com um elevado número de agências”.
 
Segundo Amílcar Silva geralmente uma fusão é feita tendo em conta a necessidade dos bancos em crescer. “Para crescer é preciso capital e a crise não liberta capitais”, referiu.O Presidente da ABANC acrescentou que o nosso sistema bancário é bastante concentrado com a existência de apenas cinco bancos no topo, que detêm um fatia muito grande cerca de 70% e que os restantes 20 bancos têm que conviver com os restantes 30% do mercado.
 
Nova instituição financeira, maior liquidez
 
Os bancos Privado Atlântico e Millennium Angola acordaram recentemente a fusão das duas instituições criando o Banco Millennium Atlântico com uma quota de mercado de cerca de 10%.Segundo dados a que o SE teve acesso, a nova instituição financeira congrega os actuais accionistas dos dois bancos e abre o capital ao público através de um IPO (Oferta Pública Inicial de Acções) de 33% do capital. O banco terá como presidente o angolano Carlos Silva, que é vice presidente do Conselho de Administração do BCP.
 
O Millennium Atlântico terá assim um dos maiores níveis de fundos próprios do sistema financeiro angolano, com um valor superior a 800 milhões de dólares. Com mais de dois mil funcionários, 150 sucursais em todo o país e mais de 500 clientes. “A nova instituição cria sinergias e ganhos de escala, que permitem disponibilizar uma oferta ainda mais direccionada para os desafios e necessidades das famílias, onde se inclui o forte compromisso no crescimento da inclusão bancária, através da sua rede nacional e através de soluções tecnológicas de banca digital”, lê-se no comunicado a que o SE teve acesso.
 
O Millennium Atlântico posiciona- se como o líder no Programa Angola Investe, com uma quota de 30%, e é, de acordo com a informação, o segundo maior banco privado em Angola no volume de crédito às famílias e às empresas.O Millennium Bank (BMA) foi criado no final da década passada e tem quotas de mercado de 4% no crédito e 3% nos depósitos. Estas quotas de mercado conferem ao BMA o estatuto de sexto maior banco angolano no crédito e oitavo maior nos depósitos.
 
O Millennium Bank Angola é controlado em 50,1% pelo BCP e o banco português vai, agora, ficar com 20% da nova entidade mas vai nomear 5 dos 15 administradores.
Já o Atlântico é, informa o BCP, o quinto maior banco em Angola em ambos os segmentos. Foi fundado em 2006 por Carlos Silva, que saiu, na altura, do BESA. Carlos Silva foi, aliás, um dos fundadores dessa instituição e quando saiu, em 2005, era administrador executivo. Saiu em 2005, portanto, para fundar o Banco Privado Atlântico, que aposta nos segmentos de clientes empresariais e banca privada em Angola.
 
O memorando de entendimento entre bancos prevê para o novo banco um Conselho de Administração constituído por 15 membros, dos quais 5 nomeados pelo Millennium bcp, bem como uma Comissão Executiva de 7 membros, incluindo 2 indicados pelo Millennium bcp. O Millennium bcp indicará ainda um dos vice-presidentes do Conselho de Administração, o qual presidirá à Comissão de Riscos ou à Comissão de Auditoria, bem como um dos vice-presidentes da Comissão Executiva”.
 
O Banco Atlântico é o 5º maior em Angola em termos de crédito e de depósitos, com quotas de mercado de 7% e 6%, respectivamente.O activo do Atlântico atingiu 449 mil milhões de Kwanzas em 30 de Junho de 2015, com crédito sobre clientes de 241 mil milhões de Kwanzas e depósitos de 353 mil milhões de Kwanzas.
 
 
 

Moody’s dá nota de investimento especulativo à dívida de Angola

24.10.15, Planeta Cultural
A agência de notação financeira Moody's emitiu hoje uma nota provisória Ba2, abaixo da recomendação de investimento, à emissão de até 1,5 mil milhões de dólares de títulos de dívida pública em moeda estrangeira que Angola vai lançar.
"A Moody's emitiu hoje um 'rating' provisório de longo prazo à futura emissão de dívida ('eurobond') que vai ser lançada pelo Governo de Angola, em linha com o 'rating' de Ba2 do país", lê-se numa nota divulgada aos investidores.
 
O 'rating' provisório "está baseado no esboço de prospecto preliminar datado de 19 de Outubro", acrescenta a agência, notando que uma nota de avaliação definitiva só será emitida "depois de recepção da documentação final".Na explicação da atribuição deste 'rating', que fica abaixo da recomendação de investimento que é dada também à dívida soberana de Angola, a Moody's argumenta que "o 'rating' provisório está alinhado com o 'rating' do emissor, que por sua vez reflecte a capacidade institucional limitada do país e a sua vulnerabilidade à volatilidade dos preços do petróleo, mas que é apoiada por uma perspectiva de crescimento robusto a médio prazo".
 
Na explicação sobre o que levou à atribuição deste 'rating', a Moody's anuncia uma ligeira revisão em baixa da previsão de crescimento da economia angolana, de 4,1% para 4% este ano, e uma aceleração para 4,7% no próximo ano.
 
"Angola está a lidar com um choque petrolífero na sua economia dependente do petróleo", diz a Moody's, notando que o país "está mais bem preparado do que estava em 2009, e as suas respostas políticas foram mais rápidas e abrangentes num esforço para prevenir as almofadas orçamentais de que dispõe e preveniu uma perda de competitividade".
 
Ainda assim, "a posição externa deteriorou-se significativamente, e a posição fiscal e as perspectivas de crescimento pioraram a curto prazo, o que está reflectido na Perspectiva de Evolução Negativa do 'rating' do emissor".
 
As autoridades do Ministério das Finanças vão começar na segunda-feira as reuniões nos Estados Unidos e na Europa para o lançamento da primeira emissão de 'eurobonds', até 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros).
 
De acordo com a agência Bloomberg, as reuniões começam na segunda-feira, num 'road-show' que está a ser preparado pelo Deutsche Bank, Goldman Sachs e pelo Bank of China, com o objectivo de angariar até 1,5 mil milhões de dólares nos mercados internacionais.
 
Na quinta-feira, a Lusa já tinha noticiado que Angola avançou na bolsa de Londres com uma operação inédita de emissão de títulos de dívida soberana no mercado financeiro internacional, em moeda estrangeira, para captar até 1,5 mil milhões de dólares.
 
De acordo com informação divulgada pelo Ministério das Finanças, esta operação, na forma de ’eurobonds' - uma emissão de títulos de dívida pública em moeda diferente daquela usada no país do emissor -, surge ao abrigo da política de gestão de finanças públicas do executivo angolano, no âmbito do "programa de desenvolvimento económico e financeiro de longo prazo".
 
A mesma informação, a que a Lusa teve acesso, justifica que esta operação "coroa os esforços iniciados em 2011”, quando o recurso às fontes de financiamento tradicionais, como bilateral, comercial e linhas de crédito, "mostrava já alguma concentração", algo que “não é recomendável” do ponto de vista da gestão dos riscos e dos custos associados.