Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

BCP regressa aos lucros com 70,4 milhões de euros no primeiro trimestre

04.05.15, Planeta Cultural

Desde o primeiro trimestre de 2012 que o Banco Comercial Português não apresentava um trimestre positivo. Conseguiu-o nos primeiros três meses de 2015. O banco liderado por Nuno Amado alcançou um lucro consolidado. E não foi só a actividade internacional a contribuir – as operações em Portugal também somaram um resultado positivo.

 

O BCP registou um lucro de 70,4 milhões de euros nos três meses até Março, que comparam com prejuízos de 40,7 milhões de euros no mesmo período do ano anteroir. A estimativa média do CaixaBI e do BESI apontava para lucros de 44,3 milhões de euros, superada pelos resultados divulgados em comunicado através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta segunda-feira, 4 de Maio. 

 

Portugal conseguiu representar bons números para o BCP: um lucro de 14,8 milhões de euros. Nos três primeiros meses de 2014, havia sido um prejuízo de 88,2 milhões. A actividade internacional foi, contudo, aquela que mais contribuiu para o resultado do primeiro trimestre de 2015: 54,9 milhões.

 

Há dois factores decisivos para os resultados do banco liderado por Nuno Amado: a melhoria da margem financeira e a venda de dívida pública.

 

No campo da margem financeira (diferença entre o que o banco ganha nos créditos e o que perde nos depósitos), o BCP somou 328,4 milhões de euros, mais 38,9% do que no período homólogo. O menor custo da taxa dos depósitos a prazo deu um impulso, tal como deu o reembolso antecipado da ajuda estatal, concretizado no ano passado, que representou um menor peso para a instituição financeira.

 

Por outro lado, o banco também ganhou com operações financeiras, rubrica que disparou 78,8%, passando de 111,9 milhões para 200,1 milhões de euros, "beneficiando do desempenho da actividade em Portugal, na sequência do aproveitamento das oportunidades de mercado para a realização de mais-valias na alienação de dívida pública portuguesa". 

 

Assim, o produto bancário (que representa o volume obtido somando a margem financeira, as comissões líquidas – que ganharam 3,2% –, e ainda resultados de operações financeiras) chegou aos 688,4 milhões, mais 33,9% do que em igual período do ano passado.