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CMVM volta a proibir "short selling" sobre as acções do BES

10.07.14, Planeta Cultural

O regulador voltou a proibir, temporariamente, a venda a descoberto das acções do Banco Espírito Santo. Esta medida tem efeitos durante todo o dia de sexta-feira, 11 de Junho.

 

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) divulgou um comunicado a proibir a venda a descoberto de acções do BES durante esta sexta-feira, depois dos títulos terem sido suspensos da negociação numa altura em que perdiam mais de 17%.

A CMVM decidiu proibir quaisquer "vendas a descoberto das acções representativas do capital social do BES, nos termos do art. 23º do Regulamento (UE) nº 236/2012, com efeitos a partir das 00h00 de 11 de Julho de 2014, até às 23h59 do mesmo dia".

As operações de "short-selling" permitem aos investidores apostar na queda das cotações. A venda de acções dos bancos a descoberto, sem garantia da posse dos títulos junto do intermediário financeiro no momento da ordem (o chamado "naked short selling"), é proibido desde 2008.

O Regulamento (UE) nº. 236/2012 prevê a possibilidade de restringir temporariamente a venda a descoberto de instrumentos financeiros em caso de diminuição significativa do respectivo preço, que corresponde a uma diminuição de 10% ou mais na cotação.

Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que o regulador proíbe o "short-selling" sobre as acções do BES. A 30 de Junho, na sequência de fortes desvalorizações, a CMVM proibiu as vendas a descoberta sobre as acções do BES e do ESFG.

Esta quinta-feira, 10 de Julho, perto das 12h30, o regulador do mercado decidiu suspender as acções do BES, altura em que estas perdiam mais de 17%, até que o banco divulgue informação relevante, algo que até agora ainda não aconteceu.

As acções do banco chegaram a cair 18,7% para o valor mais baixo desde Julho de 2013. Com este desempenho, o banco vê a sua capitalização bolsista "encolher" em 1,37 mil milhões de euros desde o início desta semana.

Cerca de três horas antes, a ESFG tinha decidido suspender a negociação das acções "devido às dificuldades revelantes" que estão a ser detectadas "no seu maior accionista", o Espírito Santo Internacional.

Esta decisão não evitou que na primeira hora de negociação as acções chegassem a cair mais de 16% para 1,09 euros, o que corresponde a um novo mínimo histórico.

 

 

In' Jornal de Negócios