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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Cinema português de volta ao interior do país

25.06.14, Planeta Cultural

O ciclo Cinema Português em Movimento vai voltar a percorrer no verão as aldeias e vilas do interior do país para «levar a cultura às populações mais isoladas», afirmou o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.

 

A 2.ª edição do Cinema Português em Movimento, organizado pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) entre 04 de julho e 07 de setembro, foi apresentada, esta quarta-feira, nas instalações do organismo, em Lisboa, onde foram assinados os protocolos com os municípios das localidades abrangidas pelo projeto.

Este ano, a iniciativa engloba onze autarquias: Alfândega da Fé, Aljezur, Arganil, Arronches, Borga, Idanha-a-Nova, Mêda, Oleiros, Penamacor, Sabugal e Vila Real de Santo António.

Durante o verão, quarenta localidades destes onze municípios no interior do país vão receber sessões de cinema com «dez filmes nacionais e uma curta-metragem alusiva aos 40 anos do 25 de Abril», exibidas ao ar livre e gratuitas.

A programação inclui películas como «Amália ¿ O Filme», «Aquele Querido Mês de Agosto», «Fados» ou «A Bela e o Paparazzo».

O secretário de Estado da Cultura referiu que o facto de a iniciativa abranger uma população não muito alargada ¿ há casos de localidades com menos de 500 habitantes - não deve impedir a sua realização.

O mapa da distribuição cinematográfica acompanha a distribuição geográfica da população, sendo que «as dinâmicas populacionais levaram ao longo das décadas a uma concentração da população na faixa litoral, originando uma ausência de ocupação cultural do interior do país», afirmou Jorge Barreto Xavier.

Segundo a presidente do ICA, Filomena Serras Pereira, o projeto visa «divulgar os filmes nacionais» e «favorecer o acesso dos cidadãos à cultura cinematográfica portuguesa».

No ano passado o projeto conseguiu «um total de 4.435 espetadores», em que 54,9% tinha entre 25 e 65 anos, 25,6% mais de 65 anos e 19,5% menos de 25 anos.

Nesta segunda edição, o ICA pretende «superar o número de espectadores da primeira», tendo investido no projeto cerca de vinte mil euros, referiu.

 

 

In' TVI24

BCP encerra com ganho de 13,5% em dia de troca frenética de acções

25.06.14, Planeta Cultural

Foi um início bem carregado no vermelho. Mas o verde foi a cor de praticamente toda a sessão. Incluindo no final, também ele um verde bem tingido. Assim decorreu a sessão desta quarta-feira do Banco Comercial Português.

 

Os títulos terminaram o dia 25 de Junho com uma valorização de 13,56% para os 18 cêntimos. Chegaram a ganhar 17,5%, quando tocaram nos 18,62 cêntimos. Recuperaram das três quedas expressivas da última sessão e puxaram pelo índice de referência nacional, o PSI-20, que somou 0,96%.

 

Os analistas antecipavam uma pressão negativa inicial sobre a negociação das acções do BCP depois de relevados os pormenores sobre o aumento de capital de 2.250 milhões de euros que o banco vai fazer. Mas esse movimento negativo só ocorreu mesmo no início. As acções arrancaram com uma quebra de 9% para a cotação mais baixa desde Dezembro de 2013, depois de levantada a suspensão decretada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mas pelas 8h20 logo inverteram.

 

Apesar da subida expressiva da sessão, o BCP não conseguiu compensar as quebras que viveu ao longo do último mês, desde que, a 14 de Maio, saiu a primeira notícia a dar conta da preparação de um aumento de capital. Estava a 20,3 cêntimos a 13 de Maio.

 

Volume máximo em quase dois anos

 

Na sessão desta quarta-feira, houve uma pressão compradora. Foram negociados 617 milhões de títulos da instituição financeira sob o comando de Nuno Amado, o que mais do que triplica a média de 163 mil acções transaccionadas por sessão nos últimos seis meses.

 

Por comparação, na sessão de terça-feira (ainda que com menos duas horas de transacção) foram negociadas 128 milhões de acções. Não trocavam de mãos tantas acções do BCP num único dia como o de 25 de Junho desde Agosto de 2012, há já praticamente dois anos.

 

Olhar para o futuro positivo

 

Os analistas, embora referindo que o aumento de capital de 2.250 milhões é num montante superior ao estimado, consideram que a operação é positiva no médio e longo prazo. "Dor no curto prazo". "Ganho no longo prazo", anota o BPI Equity Research. "Apesar de esperarmos uma reacção inicial negativa, acreditamos que a acção continue atractiva", assinalam os especialistas da casa de investimento do BPI. "Para lá da reacção inicial [negativa], a nossa leitura da operação é mais equilibrada", aponta, por sua vez, o BESI.

 

Praticamente todos os especialistas referiram que era preciso olhar para lá da reacção inicial, que antecipavam que fosse negativa. Até porque está em causa a utilização de mais de 80% do dinheiro arrecadado (1.850 milhões) para reembolsar a ajuda estatal (embora alguns estimassem que o aumento de capital fosse suficiente para pagar todo o valor injectado em 2012).

 

"Em termos fundamentais, mantemos uma visão positiva de médio e longo prazo para o banco. Continuamos a percepcionar o BCP como uma história de reestruturação ligada à recuperação da economia portuguesa, complementada com as operações em Angola, Moçambique e na Polónia", comenta a unidade de investimento da Caixa Geral de Depósitos.

 

A cotação de fecho de ontem foi de 9,9 cêntimos se ajustarmos ao aumento de capital (cada acção irá dar um direito de subscrição das novas acções e cada quatro direitos permitirão subscrever sete novas acções). A subscrição dos novos títulos será feita por 6,5 cêntimos. Ou seja, em causa está um desconto de 34% face ao preço teórico de 9,9 cêntimos.

 

 

In' Jornal de Negócios