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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Maserati regressa a Portugal

27.03.14, Planeta Cultural

 

Depois de vários anos afastada do mercado nacional, a marca de desportivos de luxo Maserati está de regresso a Portugal. O importador oficial é a Tridente Portugal, uma empresa do Grupo F. Pimenta SGPS, que já detém também a importação das marcas  Aston Martin e Lotus, e concessões da Jaguar e da Land Rover.

 

Numa primeira fase, a marca vai contar com dois pontos de venda e pós-venda, um em Lisboa, no Parque das Nações, na mesma área onde hoje se encontra a Jaguar Automóveis Lisboa, e outro no Porto, a Cibercar. O investimento inicial ronda o meio milhão de euros, que vão ser aplicados na preparação dos salões de exposição nas duas cidades, que deverão abrir nos próximos dois meses. As vendas, no entanto, já arrancaram com quatro pedidos firmes em poucos dias.

 

O anúncio do regresso da marca italiana ao nosso país foi feito hoje, quinta-feira, em Lisboa, por Paulo Pimenta, presidente do conselho de administração da F. Pimenta SGPS, que se encontrava acompanhado por Enrique Lorenzana de Rio, director comercial da Maserati Iberia e responsável pelo desenvolvimento da Rede de Concessionários à escala europeia.

 

Segundo Paulo Pimenta, apesar do momento de crise económica que Portugal atravessa, o mercado nacional tem actualmente potencial para alcançar vendas da ordem das 25 unidades/ano, mas com a chegada do utilitário-desportivo (SUV) Levante, no próximo ano, poderá chegar às 80 unidades.

 

O regresso da Maserati insere-se numa vasta estratégia de expansão e reposicionamento da marca a nível global, que tem por objectivo alcançar em 2015 as 50 mil unidades comercializadas. O ano passado foram vendidos 15.300 Maserati, um número que este ano de 2014 deverá subir para os 30.000 veículos.

 

Os EUA continuam a ser o principal mercado para a marca, com as entregas a crescerem 138% em 2013 face ao ano anterior, para 6.900 unidades. A China, o segundo maior mercado, registou a mais elevada percentagem de crescimento, com as entregas a aumentarem 344% para 3.800 unidades. Mesmo na Europa, onde as condições económicas se mantiveram difíceis, as entregas cresceram 133%, para 2.500 unidades, graças ao contributo dado pelos novos modelos. Os resultados também foram bons na região Ásia-Pacífico (não incluindo a China) e no Médio Oriente, onde se registaram aumentos de 52% (1300 veículos) e 81% (750 veículos), respectivamente.

 

Até há poucos anos, com uma única unidade de produção em Modena, a Maserati vendia apenas 6.500 unidades/ano. As vendas aumentaram com a construção de raiz de uma segunda fábrica em Turim (150 veículos/dia), com o aumento do número modelos, a introdução de motorizações a diesel na gama e a passagem de marca superluxo a premium.

 

A gama de modelos da Maserati disponíveis em Portugal compreende os desportivos Quatropporte, Ghilbi GrandTurismo e GranCabrio. Nas motorizações a gasolina V6 e V8, os preços oscilam entre os 90.200 e os 208.200 euros.

 

As versões a Diesel do Ghilbi e do Quatropporte, com 270cv, custam, respectivamente, 85.500 e 117.400 euros.

 

O parque automóvel circulante da Maserati em Portugal ronda as 200 unidades.

 

 


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ISPs podem vir a ser obrigados a bloquear acesso a sites piratas

27.03.14, Planeta Cultural

Os fornecedores de acesso à Internet na Europa podem vir a ser legalmente obrigados a bloquear o acesso dos seus clientes a sites com conteúdos ilegais, segundo o Tribunal Europeu da Justiça

 

A ilação retira-se de um acordão daquele tribunal quanto a um litígio sobre o tema, remetido pelo Supremo Tribunal da Áustria, que considera que um fornecedor de Internet que permita o acesso a conteúdos protegidos disponibilizados publicamente por terceiros "é um intermediário cujos serviços são utilizados para infringir direitos de autor".

O Tribunal de Justiça sublinha, a este respeito, que a diretiva dos direitos de autor não exige que haja uma relação particular entre a pessoa que infringe o direito de autor e o intermediário contra quem pode ser emitido o pedido judicial.

"Também não é necessário provar que os clientes do fornecedor de acesso à Internet consultam, efetivamente, material protegido colocado no sítio Internet do terceiro, porque a diretiva exige que as medidas que os Estados-Membros devem tomar para lhe dar cumprimento tenham por objetivo não só pôr termo às violações de direitos de autor ou de direitos conexos, mas também evitá-las", pode ler-se.  

Reconhece no entanto que neste tipo de situação os direitos de autor entram em conflito com a liberdade da empresa e com a liberdade de informação dos internautas. "Quando vários direitos fundamentais estão em conflito, compete aos Estados-Membros zelar por que seja seguida uma interpretação do direito da União e do seu direito nacional que permita assegurar um justo equilíbrio entre esses direitos  fundamentais aplicáveis". 

No que respeita, mais especificamente, ao direito à liberdade de empresa de um fornecedor de acesso à Internet, o Tribunal entende que a referida injunção não parece afetar a própria essência desse direito, "uma vez que, por um lado, deixa ao seu destinatário a responsabilidade de determinar as medidas concretas a tomar para alcançar o resultado pretendido".

O Tribunal considera, portanto, que os direitos fundamentais em causa não se opõem ao pedido judicial, na dupla condição de as medidas adotadas pelo fornecedor de acesso não privem desnecessariamente os internautas da possibilidade de acederem de forma lícita à informação disponível e tenham como efeito impedir ou pelo menos dificultar o acesso não autorizado aos conteúdos protegidos.

 

 

 


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