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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Portugal vai ter 10 cidades com parquímetro no telemóvel em 2014

28.12.13, Planeta Cultural

A maior empresa da península ibérica do sector de estacionamento, a portuguesa Empark, anunciou que vai aumentar de quatro para dez o número de cidades em Portugal onde se poderá utilizar o sistema de parquímetro pessoal no telemóvel.

 

"Até ao final do primeiro semestre de 2014, vamos aumentar de quatro para dez as cidades em Portugal onde se pode usar o parquímetro pessoal no telemóvel", avançou à Lusa o presidente-executivo da Empark, Pedro Mendes Leal, tendo realçado que esta inovação tecnológica se tornou numa realidade devido ao sistema EOS Parlink desenvolvido pela empresa portuguesa.

 

O gestor assinalou à Lusa que, com o EOS Parking, o parqueamento entrou numa "nova era tecnológica", pois o utilizador pode "pagar o estacionamento através de 'smartphone', 'iPhone' ou 'webmobile' sem recurso a moedas e pré-carregamentos e é um sistema pós-pago".

 

As primeiras cidades a aderirem a este sistema foram Gaia, Sesimbra, Portimão e Vila Real, mas o plano é avançar para outras, em particular as capitais de distrito, por forma a criar "um efeito de rede" que permita potenciar o negócio a nível nacional e fora de Portugal, nomeadamente em Espanha.

 

O responsável não quis adiantar à Lusa o nome das cidades que vão passar a contar com este sistema no próximo ano.

 

O primeiro passo para aceder ao EOS Parking é descarregar a aplicação e associar-lhe um cartão de crédito.

 

"A informação fica guardada na Caixa Geral de Depósitos (CGD) e os procedimentos são feitos pela SIBS [empresa que gere o processamento de pagamentos electrónicos], pois a Empark não tem acesso a essa informação", observa o gestor, explicando ainda que a aplicação "é gratuita".

 

O utilizador só terá de pagar pelos estacionamentos (pessoais ou da empresa) realizados através do sistema e, em algumas cidades aderentes, poderá ser acrescida uma taxa de serviço sobre o tarifário regulado de estacionamento, mas o utilizador será previamente informado pela aplicação, caso essa taxa se aplique.

 

No sistema podem ser definidos os dados do utilizador para facturação, sendo também possível consultar o histórico de pagamentos e estacionamentos, entre outras funcionalidades, explicou à Lusa Pedro Mendes Leal.

 

"Uma das grandes novidades do sistema EOS Parking é o de permitir ao utilizador iniciar, prolongar ou interromper o estacionamento do seu veículo, pagando unicamente o tempo utilizado", sublinhou.

 

Pedro Leal referiu ainda que "as cidades têm de cobrar e fazer a gestão do espaço público por forma a facilitar a vida aos cidadãos, pelo que e o EOS Parking é uma solução suficiente forte para ser analisada pelas autarquias".

 

O EOS Parking é também um sistema aberto a outros operadores de pagamento móveis, pois é uma solução integradora e que suporta todos os tipos de matrícula e a mesma matrícula pode estar registada por dois ou mais utilizadores.

 

Em 2016, a Empark espera atingir um milhão de utilizadores e aumentar para 20 a 30 o número de cidades, por apostar num sistema "de escala", esclareceu.

 

O grupo Empark vai fechar 2013 com um volume global de negócios consolidado de 178 milhões de euros, abaixo dos 182 milhões de euros registados em 2012.

 

Um dos próximos passos da Empark é chegar aos clientes empresariais e em termos de mercados externos a aposta foca-se no mercado ibérico, estando a estudar o Brasil e a Itália.

 

A Empark está presente também na Turquia, Reino Unido e em Andorra e gere 500.000 lugares de estacionamento.

 

 

 

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Mosquito Albopictus está a chegar à bacia do Mediterrâneo

28.12.13, Planeta Cultural

As alterações climáticas e o aumento da temperatura média na bacia do mediterrâneo estão a trazer para esta região mosquitos tradicionalmente de zonas tropicais, alguns perigosos transmissores de doenças, como o "mosquito-tigre" (Aedes Albopictus), alertam as autoridades de saúde.

 

Um relatório publicado em Novembro pelo Centro Europeu para a Prevenção e o Controlo das Doenças traça um "mapa de risco" da transmissão de doenças pelo Aedes Albopictus na Europa, lembrando que nos últimos anos foram confirmados centenas de casos de chikungunya em Itália e de dengue na Croácia e em França.

 

Sendo um vector (transmissor) de dengue menos efectivo que o Aedes Aegypti (conhecido como mosquito da dengue), a sua chegada à Europa, devido à globalização do comércio e das viagens, facilitada pelas alterações climáticas, está a ser acompanhada de perto pelas autoridades de saúde.

 

António Tavares, Delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, disse à agência Lusa que, embora ainda não tenha sido detectado em Portugal, há uma grande atenção a este vector, uma vez que foi identificada a sua presença na zona de Barcelona (Espanha).

 

A Rede de Vigilância de Vetores (Revive) tem um papel fundamental na prevenção destas doenças, disse, lembrando os alertas lançados sobre a possibilidade de aparecimento de dengue na Madeira provocado pelo Aedes Aegypti, como veio a acontecer.

 

"Durante mais de cinco anos detectou-se o vector, devido às ligações da Madeira a África e à América do Sul. Basta um doente e torna-se uma cadeia incontrolável", alertou, sublinhando que estas são doenças transmissíveis, ao contrário do que acontece com outras como os enfartes.

 

A gravidade das doenças transmitidas por vectores é tal que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou como tema para o Dia Mundial da Saúde 2014 (07 de Abril) "Pequenas criaturas, grandes ameaças".

 

"É um tema muito actual", disse António Tavares à Lusa, sublinhando que, pela forma de transmissão, rapidamente a doença se transforma em pandemia.

 

"No século XX, a doença que mais matou foi a gripe e não a SIDA, designada como doença do século. As pessoas não estão muito despertas para isto", disse, lembrando que "em África morre uma criança em cada minuto de malária" e que o dengue é a doença que mais tem crescido nos últimos anos (40 por cento da população mundial está em risco).

 

A Revive, criada em 2008, tem permitido melhorar o conhecimento das espécies de vectores existentes em Portugal, esclarecer o seu papel como agentes transmissores de doença e detectar a introdução de espécies invasoras.

 

Além da vigilância durante todo o ano em portos e aeroportos, as equipas da rede fazem recolhas em vários pontos do país, entre Maio e o final de Outubro, sobretudo em zonas húmidas e pantanosas, sabendo que a larva se desenvolve em locais que contenham água (buracos, pedras, bambus, bromélias, latas, pneus).

 

As equipas que andam no terreno recolhem amostras (de mosquitos mas também de carraças) que verificam depois se estão infectadas, permitindo detectar atempadamente qualquer alteração na abundância, na diversidade e papel de vector, de modo a que sejam tomadas medidas.

 

António Tavares sublinhou que às medidas preventivas tomadas pelas autoridades se devem juntar cuidados básicos de prevenção, como o uso de repelentes e de mosquiteiros por parte das populações e recurso à consulta do viajante e a vacinas (contra a febre amarela) quando em viagem para países de maior risco.

 

Por outro lado, alerta para a necessidade de os médicos fazerem a notificação de todos os casos de que tomam conhecimento, lamentando que a obrigatoriedade só exista para a febre-amarela e a malária.

 

 

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