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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Exportações na China e emprego nos EUA impulsionam Wall Street

08.08.13, Planeta Cultural
Bolsas norte-americanas põem fim a período de três dias em queda, com os dados económicos divulgados China e nos Estados Unidos a contribuírem para a sessão positiva.
 

As bolsas norte-americanas fecharam em alta, depois de três sessões consecutivas de perdas em que recuaram mais de 1%, com os investidores agradados com os dados económicos divulgados na China e nos Estados Unidos.

 

O Dow Jones somou 0,18% para 15.498,32 pontos e o Nasdaq ganhou 0,41% para 3.669,12 pontos. O S&P500, que em três sessões perdeu 1,1% devido aos receios com a retirada de estímulos por parte da Fed, fechou a ganhar 0,39% para 1.697,48 pontos.

 

As exportações e importações da China superaram as estimativas dos economistas, sugerindo que a economia asiática está a estabilizar, depois do abrandamento verificado no segundo trimestre.

 

Nos Estados Unidos foi divulgado uma subida nos novos pedidos de subsídio de desemprego na semana passada, para 333 mil, em linha com o previsto pelos economistas. A média de quatro semanas, que é menos volátil, desceu para 335 mil.

 

Nas sessões mais recentes, os índices accionistas perderam valor devido aos receios que a Fed comece em breve a retirar os estímulos à economia. Ainda esta quinta-feira o governador da Fed de Dallas, Richard Fisher, disse em entrevista ao Handelsblatt que “se os dados económicos não se deteriorarem significativamente”, a Fed deverá começar a reduzir o programa de compra de títulos de dívida já em Setembro.

 

Contudo, “há que ter em mente que se a Fed reduzir realmente o ritmo das compras [de títulos de dívida], será por boas razões”, comentou à Bloomberg um analista do JPMorgan.

 

Entre as acções que mais impulsionara o Dow Jones, a Microsoft subiu 2,58% e a Caterpillar avançou 1,86%. No Nasdaq destacou-se a Verisign, com um ganho de 7,25%.

 

A Groupon foi a estrela do dia, com um ganho de 21,56%, depois de ter apresentado resultados positivos e um novo CEO.     

 

 

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PSI-20 ganha mais de 2% a beneficiar dos fortes ganhos da banca

08.08.13, Planeta Cultural
A bolsa lisboeta acentuou os ganhos verificados ao longo do dia e terminou a sessão desta quinta-feira a apreciar 2,45%, impulsionada principalmente pelo BES e BCP, que avançaram mais de 4%, e pela Jerónimo Martins. Os analistas acreditam que a tendência positiva se deverá manter.
 

O PSI-20 encerrou a penúltima sessão da semana com uma subida de 2,45% para 5.860,24 pontos, com 19 cotadas em alta e uma inalterada.

 

Na bolsa nacional o destaque vai esta quinta-feira para a banca, o sector que mais impulsionou o avanço do PSI-20. O BES foi a cotada deste sector que mais avançou, com um ganho 6,0% para 0,795 euros, seguido pelo BCP que apreciou 4,21% para 0,099 euros.

 

"Os bancos portugueses estão a seguir a tendência positiva da banca na Europa, após os resultados melhores do que o previsto hoje divulgados pelo Commerzbank, que disparou 14%", disse Paulo Rosa, trader da Go Bulling, no Porto, à agência Reuters.

 

Das cotadas do sector bancário, o Banif foi o único que encerrou em terreno negativo, com uma perda de 8,33% para 0,011 euros.

 

A Jerónimo Martins foi também uma das cotadas que mais impulsionou o índice nacional, ao registar uma subida de 3,44% para 14,74 euros. Destaque ainda para a EDP que apreciou 1,28% para 2,70 euros. Durante a sessão desta quinta-feira a empresa lidera por António Mexia chegou a transaccionar nos 2,706 euros, o que corresponde a um novo máximo desde Maio de 2011.

 

João Queiroz, analista no Banco Carregosa, indica que tem havido uma evolução positiva da banca europeia, nomeadamente expectativas menos negativas quanto às carteiras de crédito e às imparidades. O analista indica que na sessão desta quinta-feira, o BES funcionou como “factor motivacional”, impulsionando o sector da banca. Segundo João Queiroz, houve nos últimos dias um conjunto de comentários positivos do Banco de Portugal e também algumas notas de research, nomeadamente o Goldman Sachs que subiu em 6% o preço-alvo do banco liderado por Ricardo Salgado.

 

A única cotada para além do Banif a encerrar as transacções no vermelho foi a EDP Renováveis, que caiu 0,16% para 3,805 euros.

 

Pedro Lino, analista na Dif Broker, justifica este desempenho positivo do PSI-20 com o regresso de investidores institucionais ao mercado português. Tendo em conta o volume transaccionado esta quinta-feira e também nos últimos dias, o analista considera que o sentimento positivo vai continuar, não só em Portugal como nos países periféricos. “Houve ordens de compra que não foram totalmente satisfeitas e que o deverão ser nos próximos dias”, afirma Pedro Lino.

 

Entre as bolsas europeias a tendência é idêntica, com os principais índices bolsistas a terminarem a sessão desta quinta-feira em terreno positivo. Os índices que mais avançaram foram os do sul da Europa, com a bolsa grega a liderar os ganhos. O ASE/FTSE avançou 3,10% para 324,67 pontos, seguido pelo PSI-20 e pelo MIBTEL, que avançou 1,50% para 17.090,25 pontos. Dos índices dos países do Mediterrâneo, o IBEX foi o que menos avançou, com uma subida de 0,96% para 8.656,40 pontos.

 

As bolsas europeias foram animadas esta quinta-feira pelos dados das exportações chinesas, que aumentaram mais do que o esperado. Também as exportações alemãs cresceram, o que sinaliza uma retoma da economia da zona comunitária, uma vez que as encomendas dos países da Zona Euro representam 69% das relações comerciais externas alemãs.

 

Os dados económicos vindos dos Estados Unidos também animaram a parte da tarde desta penúltima sessão da semana. O Departamento do Trabalho anunciou ao início da tarde que o número de subsídios de desemprego caiu para mínimos de 2007, o que indica que o mercado laboral está a recuperar.

 

“Algumas casas de investimento e analistas que têm considerado que alguns segmentos dos mercados emergentes não estão tão apetecíveis quanto os mercados europeus”, afirma João Queiroz, explicando o desempenho positivo dos mercados periféricos. Segundo o analista do Banco Carregosa, a recuperação de algumas economias europeias pode ser mais atraente para alguns investidores do que as economias emergentes.

 

O analista indica ainda que estes resultados positivos podem perdurar por mais algum tempo. “Enquanto as bolsas dos Estados Unidos andarem próximo dos máximos e atendendo a que não haja um discurso negativo na Europa, há a possibilidade de os mercados periféricos darem um desempenho mais construtivo e positivo”, refere.  

 

 

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