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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Google lança mosaico dinâmico com buscas mais populares

24.05.13, Planeta Cultural

 

O Google lançou uma ferramenta ideal para quem sempre quis saber o que pessoas estão a pesquisar. Um novo recurso do Google Trends, o «Hot Searches», mostra de forma dinâmica os temas mais procurados na página.

 

O utilizador tem a opção de visualizar entre uma e 25 das buscas mais activas do globo simultaneamente. É bastante interessante ver como os temas alternam-se, formando praticamente um screen-saver com os temas mais relevantes do momento.

 

Pelo menos por enquanto, porém, não são exibidas as buscas de todo o mundo. Há a opção de escolher entre as pesquisas realizadas por utilizadores da Austrália, Canadá, Hong Kong, Índia, Israel, Japão, Rússia, Singapura, Taiwan, Reino Unido e Estados Unidos. Também é possível mesclar as buscas de todos estes países ao mesmo tempo.

 

Outra mudança no Google Trends é que a empresa agora actualiza o seu ranking com os termos mais pesquisados mensalmente. Antigamente, a empresa reunia apenas as buscas mais populares num ano e divulgava através do seu relatório Zeitgeist.

 

 

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Saiba se tem a mania das limpezas ou algo mais grave

24.05.13, Planeta Cultural

Ter a mania de limpezas é algo muito mais comum do que imaginamos. Caso não se identifique com o quadro, certamente conhece alguém que o apresenta. E ele não será problema se estiver dentro dos limites da normalidade, incapaz de promover prejuízos ou sofrimento ao indivíduo. A preocupação existe quando se caracteriza como uma disfunção psiquiátrica, como o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo).

 

Mas, antes de falar dessa patologia, vale reflectir que a preocupação com a limpeza, mesmo quando considerada exagerada, pode ser apenas uma característica individual como outra qualquer – uma pessoa tem a mania de limpeza como outras têm de coleccionar objectos, de anotar tudo, de guardar papeis.

 

«A mania de limpeza é uma das mais recorrentes por duas razões: biológica e cultural. No primeiro caso, é uma condição necessária à sobrevivência: na história de selecção da espécie, foram escolhidos os que foram capazes de prover um mínimo estado de salubridade a si próprio e à sua prole. No segundo, a explicação é que vivemos numa sociedade que valoriza excessivamente a assepsia», analisa Denis Roberto Zamignani, doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e colaborador da Astoc (Associação Brasileira de Portadores de Síndrome de Tourette Tiques e Transtorno Obsessivo-Compulsivo).

 

Para saber qual o limiar entre o saudável e o patológico, a palavra-chave é equilíbrio. «Tudo o que é excessivo está fora da normalidade, embora a simples presença de obsessões e compulsões não seja suficiente para se fazer o diagnóstico de TOC. A diferença entre um quadro considerado aceitável e outro não é a frequência e gravidade dos sintomas, que traduzem o grau de comprometimento do paciente nas áreas profissional, pessoal e de lazer», considera Leonard F. Verea, médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina de Milão (Itália), especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica.

 

Noutras palavras, nem todo o pensamento repetitivo, preocupação ou ritual pode ser classificado como obsessivo-compulsivo. Denis Zamignani, que também é coordenador do curso de mestrado profissional em Análise do Comportamento Aplicada no Núcleo Paradigma, sugere utilizar três critérios para saber se o cenário é ou não grave: se a «mania» ocupa um tempo considerável do dia; se implica um comprometimento significativo da rotina, levando a dificuldades no trabalho e nas relações sociais; e se traz aflição e angústia ao indivíduo ou aos que convivem com ele.

 

«Uma boa forma de verificar se algo que faz pode ser relacionado com o TOC é perguntar o que aconteceria se não o realizasse. Caso a resposta for 'tenho medo de que algo terrível aconteça', ou 'eu me sinto muito mal', ou 'simplesmente não consigo deixar de fazer ou de pensar', é necessário procurar a opinião de um profissional.»

 

O TOC caracteriza-se por dois tipos de manifestações: as obsessões, quando ideias ou imagens vêm à mente independentemente da vontade; e as compulsões, que são os rituais que o indivíduo se vê obrigado a executar para aliviar ou evitar as obsessões. «Se não executa o acto compulsivo, fica muito ansioso. Como reconhece que os seus pensamentos e atitudes são sem sentido, procura disfarçar tais manifestações e reluta em procurar auxílio médico», ressalta Verea, acrescentando que muitos portadores de TOC apresentam outras disfunções como fobia social, depressão, pânico e alcoolismo.

 

«Tais experiências são, em geral, acompanhadas de muita ansiedade e martírio. A natureza do pensamento obsessivo é quase sempre muito desagradável e sua repetição incessante leva o sujeito à beira da loucura. Sem falar que os ritos são, para quem os assiste, bastante estranhos, gerando vergonha», completa Zamignani.

 

O TOC acomete cerca de 2,5% da população mundial, sendo considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente. «Em geral, ocorre entre os jovens, no final da adolescência, sendo comum começar já na infância. Entre adultos, a incidência é levemente superior em mulheres», informa Verea.

Em relação à personalidade, o psiquiatra diz que, em geral, afecta pessoas extremamente escrupulosas (que não querem provocar problemas), formais e distantes nos relacionamentos, frios afectivamente, às vezes arrogantes. «Costumam ser autoritários quando ocupam postos de liderança e temerosos e tímidos quando não estão nesta posição. Intimamente, são medrosos, embora não admitam. E, ainda, metódicos, perfeccionistas, indecisos e controladores.»

 

Para entender bem, em relação à mania de limpeza, a pessoa tem ideias repetidas (obsessão) de que as suas mãos estão contaminadas por ter tocado em objectos «sujos»; aí, para se sentir melhor, lava as mesmas várias vezes (compulsão).

 

«Pesquisas recentes mostram que o TOC é uma doença do cérebro na qual algumas áreas apresentam um funcionamento excessivo. Sabe-se, também, que o neurotransmissor serotonina está envolvido na formação dos sintomas. Acredita-se, ainda, que os predispostos para a moléstia reagem exageradamente ao estresse. Neste caso, respondem com pensamentos obsessivos, que por sua vez geram mais stresse, criando um círculo vicioso», explica Leonard F. Verea.

 

Importante: há diferentes graus e comprometimentos da doença. Nos graves, a pessoa pode ficar com a vida seriamente afectada. No caso específico da mania de limpeza, é possível que o paciente apresente feridas na pele devido ao excesso de assepsia, inflamação na gengiva por escovar demais os dentes, lesões por esforço repetitivo (LER) porque passou tempo demais a esfregar algum objecto ou móvel de casa.

 

Em relação às causas, Leonard Verea diz que não se sabe ainda os motivos reais do desenvolvimento do TOC, embora seja consenso que pode surgir depois de um acidente grave ou por stresse, por exemplo.

 

Os tratamentos, hoje, envolvem remédio – antidepressivos – e terapia comportamental. «Nos últimos anos, muitas substâncias foram desenvolvidas pela farmacologia de maneira a diminuir o sofrimento do portador, com efeitos colaterais discretos. A terapia, por sua vez, ocupa-se em traçar estratégias capazes de dar conta das várias manifestações envolvidas no transtorno. Há a intenção de abranger o comportamento do paciente como um todo, e não apenas focalizar a intervenção sobre os sintomas obsessivo-compulsivos, para permitir sua reintegração nas actividades quotidianas», considera o psicólogo Denis Roberto Zamignani.

 

Uma das terapias mais eficientes, assegura, é a Exposição com Prevenção de Respostas (EPR), que consiste em um planeamento cuidadoso para que, gradualmente, a pessoa enfrente os estímulos temidos sem realizar a compulsão.

 

 

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Receios de que Fed reduza estímulos penalizam Wall Street

24.05.13, Planeta Cultural
Os principais índices norte-americanos encerraram em ligeira baixa, com os investidores ainda a digerirem o anúncio da Reserva Federal.
 

O presidente do banco central dos EUA, Ben Bernanke, disse anteontem que o ritmo de compra de activos, no âmbito da terceira ronda do programa de estímulos à economia (QE3), poderá começar a ser gradualmente abandonado se as condições económicas melhorarem.

 

Esta possibilidade, que muitos comentadores e analistas consideram prematura, continuou a pesar na tendência de Wall Street, ofuscando assim os bons dados hoje divulgados, que deram conta de um aumento de 3,3% das encomendas de bens duradouros em Abril, depois de uma queda de 5,9% em Março.

 

Recorde-se que o Dow Jones e o S&P 500 estavam a marcar máximos históricos consecutivos antes de iniciarem este movimento baixista.

 

O índice industrial Dow Jones foi o único dos três grandes que conseguiu encerrar em ligeira alta, a subir 0,06% para 15.303,10 pontos.

 

O Standard & Poor’s 500 fechou a ceder 0,06% para 1.649,60 pontos, enquanto o índice tecnológico Nasdaq perdeu 0,01% para se estabelecer nos 3.459,14 pontos.

 

A Sears Holdings afundou depois de a retalhista controlada pelo gestor de fundos de cobertura de risco Edward Lampert ter reportado prejuízos.

 

Também a Gap perdeu terreno, após anunciar estimativas para os lucros que ficaram aquém do esperado pelos analistas.

 

 

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