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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Proprietário da Livraria Lello admite cobrar entradas

31.03.13, Planeta Cultural



O proprietário da Livraria Lello admitiu hoje a possibilidade de vir a cobrar entrada aos milhares de visitantes para "pagar o desgaste" do espaço, contribuindo já com dois euros os turistas organizados em grupos, recebendo um marcador de livros.

 

O jornalista Filipe Santos Costa conta que tentou ir à Livraria Lello e que lhe quiseram cobrar um bilhete à entrada de dois euros, denunciando que a cobrança lhe parece "manifestamente ilegal" já que "o estabelecimento não tem à entrada a reserva do direito de admissão e não exibe qualquer licença para cobrar bilhetes".


Em declarações à agência Lusa à porta da Livraria Lello, Antero Braga garantiu que pessoas sozinhas não pagam para entrar, sendo o pagamento de dois euros apenas para grupos de turistas organizados, que "recebem um marcador como recordação da empresa, ao preço de custo deles".


O proprietário disse ser "muito provável" que um dia passe a estender o pagamento ao público em geral porque "a cultura não pode ser sinónimo de pobreza".


"Antes uma casa que cobra à entrada que uma casa fechada, o que não é o caso. É um estudo que tem que se pensar porque alguém tem que pagar o desgaste desta casa", explicou.


Contactado pela agência Lusa, Filipe Santos Costa garante não ser "verdade que só cobra a grupos organizados" porque lhe tentaram cobrar quando estava apenas acompanhado pela mulher e pelo filho", como relata no blogue Elevador da Bica.


Antero Braga salientou ainda que esta é uma "empresa privada e pública", explicando que a centenária Lello tem "um desgaste enorme em prol da cultura e divulgação da cultura portuguesa", recordando que "é a mais bela livraria de raiz do mundo e a terceira melhor do mundo".


"Esta livraria não se pode dar ao luxo de substituir o senhor Estado em termos de divulgação dos autores, da cultura portuguesa. Eu não ganho nada porque ninguém dá nada a esta casa e eu sou um dos proprietários", garantiu.


Segundo o responsável, "mais de duas mil pessoas por dia passam aqui na livraria", afirmando que "ninguém vai pagar aquilo" que está a fazer.


"Se não fosse esta casa, a Prólogo -- antiga Lello -- provavelmente a minha querida amiga não me estaria a fazer esta pergunta", lamentou.


Para Antero Braga "cultura é o que faz os pobres mais ricos e portanto os agentes culturais não têm que pagar" mas sim "trabalhar de forma a manter a cultura viva para que o seu país, a sua economia, possa ser diferente".

 

 

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Freddie Mercury levou a princesa Diana disfarçada de homem a bar gay

31.03.13, Planeta Cultural



Freddie Mercury disfarçou a princesa Diana de homem e levou-a a um bar gay de Londres, no Reino Unido, lembra a atriz Cleo Rocos num artigo publicado este domingo no "Sunday Times".

 

No livro publicado pela atriz, "The Power of Positive Drinking" ("O poder da bebida positiva", título baseado num tema de Lou Reed), Cleo Rocos recorda que, na década de 80, ela, Freddie Mercury e o ator Kenny Everett vestiram a princesa Diana com um casaco militar, um gorro e óculos de sol para uma noite no Royal Vauxhall Tavern, no Sul de Londres.

 

"Quando entramos, pensamos que a princesa Diana podia ser reconhecida a qualquer momento. Mas as pessoas simplesmente ignoraram-na. Ela parecia ter desaparecido. E ela adoroou", afirma Cleo Rocos. Ela "parecia um lindo rapaz", acrescenta.

 

A presença de Mercury, Everett e Rocos desviou a atenção dos presentes e Diana pôde pedir bebidas sem ser reconhecida.

 

Recorde-se que Diana, ex-mulher do príncipe Carlos e alvo favorito dos paparazzi, morreu num acidente de carro em Paris, em 1997, precisamente quando estava sendo perseguida por fotógrafos.

 

Freddie Mercury, apreciado pelo público dos Queen, morreu com sida em 1991, aos 45 anos.

 

 

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