Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

Barack Obama escolhe luso-descendente para secretário da Energia

04.03.13, Planeta Cultural

O físico Ernest Moniz, descendente de imigrantes açorianos de São Miguel, foi o nome escolhido para chefiar o Departamento de Energia.

 

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, oficializou hoje a nomeação de três novos responsáveis para as pastas do Orçamento, Protecção Ambiental e Energia, sendo esta última ocupada por um luso-descendente.

 

Estas nomeações ocorrem poucos dias depois da entrada em vigor de cortes automáticos no orçamento do governo federal norte-americano na ordem dos 85 mil milhões de dólares (65 mil milhões de euros).

 

Para a Direcção de Gestão e Orçamento (OMB, sigla em inglês), o chefe de Estado norte-americano nomeou a presidente da Fundação Walmart Sylvia Mathews Burweel, escolhendo para a Agência de Protecção do Ambiente (EPA, sigla em inglês) Gina McCarthy.

 

O físico Ernest Moniz, descendente de imigrantes açorianos de São Miguel, foi o nome escolhido para chefiar o Departamento de Energia. Moniz irá substituir no cargo de secretário da Energia o também cientista Steven Chu, Nobel da Física em 1997.

 

"Estou a anunciar a nomeação de três pessoas de relevo para que nos ajudem a lidar com alguns dos nossos desafios mais importantes (...) espero que o Senado [onde os republicanos detém uma minoria de bloqueio] confirme os seus nomes o mais rápido possível", afirmou Obama, num breve encontro na Casa Branca, que contou com a presença dos três novos responsáveis.

 

Apesar das prioridades energéticas e da luta contra as alterações climáticas da administração Obama, a nomeação de Burwell é talvez a mais mediática.

 

Barack Obama foi obrigado por lei a declarar um rigoroso corte na despesa pública, a fazer ao longo dos sete meses que faltam para o fim do ano orçamental (30 de Setembro), depois de os líderes democratas e republicanos não terem chegado a um acordo de última hora.

 

Os cortes vão afectar a área de Defesa, mas também os serviços públicos nos aeroportos, vigilância nas fronteiras e um amplo conjunto de serviços sociais, nas áreas da educação e assistência.

 

Sylvia Mathews Burweel, actual presidente da Fundação Walmart, organismo que coordena o trabalho filantrópico da rede de distribuição, foi sub-directora do OMB durante a presidência de Bill Clinton.

 

As nomeações hoje divulgadas suscitaram elogios da ala democrata do Congresso norte-americano.

 

Chris Van Hollen, representante democrata do estado do Maryland e elemento do Comité do Orçamento da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso norte-americano), elogiou a escolha de Burwell por considerar que a responsável tem "um amplo conhecimento em questões orçamentais e um reconhecido historial de bom senso para lidar os assuntos sérios que enfrenta a nação norte-americana".

 

Segundo os analistas, das três nomeações, a designação de Gina McCarthy poderá suscitar alguma controvérsia no Senado [câmara alta do Congresso norte-americano], uma vez que a responsável dirigiu o Gabinete de Protecção Ambiental do estado do Massachusetts, dependendo do então governador e ex-candidato presidencial republicano Mitt Romney.

 

 

Se assim o desejar, visite aqui a fonte da informação

Troika exige despedimento de 25.000 funcionários públicos na Grécia até final de 2013

04.03.13, Planeta Cultural

Os chefes da missão da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) exigiram hoje ao Governo grego um plano detalhado sobre a redução de 25.000 empregos no sector público até ao final do ano.

 

De acordo com os media locais, que citaram fontes do ministério da reforma administrativa, esta foi a condição imposta pelos credores internacionais para a concessão da nova parcela do empréstimo negociado com Atenas, avaliada em 2.800 milhões de euros.

 

As mesmas fontes referiam que o ministério pretende tornar estes funcionários públicos numa "reserva laboral", pela qual os trabalhadores são retirados dos seus postos com 60% do salário base, sendo definitivamente despedidos caso não consigam no prazo de um ano colocação num outro organismo do Estado. 

 

Fontes ministeriais adiantaram que até ao momento já foi obtida uma redução de 75.000 postos de trabalho através deste e de outro género de medidas, sem necessidade de despedimentos.

 

Os responsáveis do Governo de coligação esperam ainda que o objectivo em reduzir 150.000 funcionários públicos até ao final de 2015 - medida prevista no segundo memorando firmado por Atenas com a troika - seja cumprido sem novos despedimentos.

 

No entanto, vários tribunais de primeira instância já se pronunciaram a favor de diversos funcionários que processaram o Estado por terem sido enviados para a "reserva laboral" e que acabaram por recuperar os seus postos de trabalho, apesar de o Estado ter recorrido de todas as decisões.

 

Diversos responsáveis do Governo, incluindo o ministro das Finanças Yannis Stournaras, prometeram nos últimos dias que não vão ocorrer mais despedimentos no funcionalismo público, onde também foi aplicada uma drástica redução salarial desde o início do primeiro "programa de resgate", em 2010.

 

 

Se assim o desejar, visite aqui a fonte da informação