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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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S&P: Portugal pode voltar a crescer mais cedo do que o previsto

04.02.13, Planeta Cultural

O crescimento das exportações é a dinâmica fundamental na correcção dos desequilíbrios externos em Portugal, na Irlanda e em Espanha. Se a conjuntura externa não desapontar, a recuperação da economia pode chegar mais cedo, diz a S&P. Grécia é excepção e desemprego a grande preocupação.

 

Os países endividados da periferia da Zona Euro estão a conseguir corrigir os respectivos défices das balanças correntes a um ritmo muito mais rápido do que o previsto, refere a Standard & Poor’s, num relatório hoje divulgado.

 

“Os nossos resultados confirmam que economias europeias da periferia estão a ajustar-se rapidamente em termos externos”. “O mais importante, com a significativa excepção da Grécia, é que são as exportações que estão a liderar este ajustamento, ao mesmo tempo que os custos unitários do trabalho estão a cair para níveis mais competitivos”, resume Frank Gill, analista da S&P, responsável pelo relatório.

 

A Irlanda é quem tem realizados os progressos mais rápidos, devido a uma “redução substancial dos custos unitários do trabalho e a uma histórica forte capacidade de atracção de investimento estrangeiro e de financiamento de empresas”. Mas, ressalta a S&P, “em 2012, Espanha e Portugal reduziram a diferença, sobretudo devido ao crescimento das exportações de bens e de serviços”.

 

No caso de Portugal, o indicador produzido pela S&P para medir a velocidade do ajustamento externo (e que sintetiza, designamente, o comportamento das exportações, importações, custos do trabalho e captação de investimento estrangeiro) mais do que duplicou, passando de 4,4 em 2011 para 8,9 em 2012. A dinâmica das exportações passou a ser dominante, devendo “representar mais de 40% do PIB no final de 2013”.

 

“Para 2013, prevemos que Espanha, Portugal e Irlanda apresentem excedentes claros nas contas correntes, permitindo-lhes apresentar mais cedo do que prevíamos uma recuperação do PIB, assumindo que a procura externa o permita”, refere o relatório.

 

Tal como o Governo e troika, a S&P antecipa uma queda do PIB neste ano de 1%, sendo que o Banco de Portugal prevê uma contracção mais profunda, de 1,9%. Ambos esperam o regresso gradual do crescimento a partir do segundo semestre e uma taxa anual de progressão do PIB positiva em 2014.

 

No reverso da medalha, a S&P chama a atenção para os reflexos negativos na arrecadação fiscal em economias mais assentes nas exportações, uma vez que são a procura interna e as importações, em particular, as componentes em que se integram os bens e serviços sujeitos a mais impostos.

 

O grande alerta vai, porém, para o desemprego. “Na medida em que ganhos de produtividade estão a ocorrer somente por via do aumento do desemprego, o ajustamento macroeconómico pode vir a ser social bem como materialmente insustentável”, adverte a agência de notação financeira.

 

 

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