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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Melhorar a gestão florestal após incêndios para a Biodiversidade

06.05.11, Planeta Cultural

 

Os incêndios florestais são parte integrante e natural nos ecossistemas mediterrânicos. No entanto, os incêndios implicam fortes impactos económicos, sociais e para a conservação da Biodiversidade. Uma melhor gestão florestal pós-incêndios pode promover a Biodiversidade.

 

Os incêndios florestais nos ecossistemas mediterrânicos são um fenómeno natural mas, nas décadas mais recentes, os padrões dos incêndios têm-se alterado em frequência e expansão, em resultado do abandono de práticas tradicionais de agricultura, aproveitamento de recursos ou pastoreio, com fortes impactos económicos, sociais e para a conservação da biodiversidade.

 

Num estudo realizado em Espanha, por uma equipa da Universidade de Barcelona, procurou-se avaliar a extensão da influência da gestão comum realizada após os incêndios em espécies chave, como o Coelho-bravo. 

 

O estudo foi direccionado para zonas florestais com pouco aproveitamento comercial da produção lenhosa, onde a frequência de incêndios se torna mais frequente. Para estas zonas, as alternativas económicas passam, por exemplo, pelo aproveitamento sustentável dos recursos cinegéticos. A manutenção deste potencial económico requer uma gestão adequada, para a promoção de espécies como o coelho e a perdiz, valiosos recursos cinegéticos e base de alimento de predadores como o Lince-ibérico, a Águia-imperial ou a Águia de Bonelli.

 

Após os incêndios é frequente haver a remoção do material lenhoso que tenha algum interesse comercial, deixando os ramos e outra vegetação queimada no terreno, numa prática direccionada para os benefícios directos mas com impactos para a produtividade florestal e a conservação da Biodiversidade. Os dados evidenciam ainda que esta prática favorece o risco de futuros incêndios.

 

Avaliando a recuperação de populações de coelho-bravo, submetidas a diferentes práticas de gestão pós-incêndios florestais, os investigadores determinaram que as maiores e mais rápidas recuperações ocorrem: cinco anos após os incêndios; nas zonas onde os ramos queimados também são removidos; e nas zonas com maior coberto de vegetação herbácea. Estes resultados podem permitir uma melhor adequação das práticas realizadas após os incêndios promovendo a conservação da biodiversidade ou a promoção dos recursos cinegéticos.

 

 

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