Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

Revista "The "Economist" sugere que Bruxelas ofereça ajuda financeira a Portugal

19.11.10, Planeta Cultural

A revista britânica "The Economist" sugeriu hoje que a União Europeia ofereça ajuda financeira a Portugal, recebendo em troca um compromisso de redução do défice orçamental por parte do Governo português.

 

Num artigo entitulado 'Salvando o euro', a revista "The Economist" escreve, de acordo com a Lusa, que Bruxelas devia oferecer ajuda financeira não só à Irlanda, mas também a Portugal para acalmar os mercados.

"Os fundos de resgate europeus deviam ser usados para estabilizar os bancos irlandeses, insistindo apenas, em troca, em certas metas orçamentais. Um acordo destes deve satisfazer os parceiros irlandeses da zona euro, que querem que a incerteza acabe, e o Banco Central Europeu, perante o qual os bancos irlandeses se tornaram demasiado dependentes relativamente ao financiamento. Seria sensato oferecer um acordo semelhante a Portugal. Os bancos [portugueses] dependem do apoio do BCE, e [o país] também está na mira dos mercados de dívida", escreve a revista.

Num artigo de opinião onde defende a necessidade de fazer reformas que fomentem o crescimento económico, a revista escreve que "a verdadeira questão para a Europa é saber se quer uma lenta sucessão de Grécias e Irlandas, ou se está preparada para ir além dos resgates dos governos e focar-se no crescimento" das economias.

Os problemas da zona euro, escreve a revista britânica [cujo país não faz parte dos 16 países que adoptaram a moeda única], não deverão acabar com a moeda única.

"Os verdadeiros problemas [da zona euro] são a ausência de um plano credível para lidar com os países errantes, como a Alemanha reconheceu, as desigualdades estruturais entre a Alemanha e os países menos competitivos do sul e, principalmente, as miseráveis perspetivas de crescimento para estes mais pobres e mais fracos países, [uma situação] agravada pela contenção orçamental", escreve a revista.

"Negada a possibilidade de desvalorização [da moeda], os países com um crescimento lento, como Portugal e agora a Espanha, deviam procurar reformas estruturais que reduzam os custos laborais, aumentem o empreendedorismo, estimulem a concorrência e recuperem competitividade", conclui o artigo.

 

Fonte: Jornal de Negócios

Fotografias inéditas de Amália ilustram caixa com 100 gravações remasterizadas

19.11.10, Planeta Cultural

 

Fotografias inéditas de Amália Rodrigues ilustram uma nova edição discográfica da fadista que inclui cem temas recuperados, restaurados e remasterizadas em alta definição em áudio, a lançar no mercado na segunda-feira pela SevenMuses.

 

Referindo-se ao tratamento dado às gravações, o editor discográfico responsável, Samuel Lopes, afirmou que "foi feito em alta definição, tendo-se autonomizado a voz e conseguido ultrapassar alguns problemas técnicos inerentes ao contexto das gravações, particularmente a distorção".

"A voz de Amália surge nesta gravações no esplendor que se afirmou no mundo como uma das grandes cantoras do século XX", acrescentou.

O músico Peter Machado fotografou Amália Rodrigues "nos últimos 20 anos de carreira, tanto em espetáculos, como em casa, sendo usadas nesta edição apenas fotografias de cena", disse à Lusa Samuel Lopes.

A edição arruma-se numa caixa com quatro CD: "Fado", "Fado e Canção", "Cinema e Teatro", "Olympia e Espanhol", cada CD reúne 25 temas, na maioria gravados na década de 1950.

Para o editor "é um período de viragem em que a fadista começa a procurar outros autores sem nunca descurar os poetas populares com que iniciou carreira, como Linhares Barbosa ou Carlos Conde".

 

Data de finais de 1950 o início da parceria com o poeta David Mourão-Ferreira de quem nesta seleção canta "Libertação".

O primeiro CD inclui entre outros, "Ave Maria Fadista", "Quando os outros te batem beijo-te eu", "Fado da Adiça", "Menina Lisboa", "Não digas mal dele" ou "Fado das tamanquinhas".

No CD "Fado e canção", além de fados como "Conta errada", poderá escutar-se Amália com sotaque brasileiro no tema "Trepa no coqueiro" ou "Saudade de Itapuã", bem como a "Marcha da Mouraria" ou ainda "Grão de arroz".

Tendo-se estreado no teatro de revista cerca de um ano depois de ter começado a cantar no Retiro da Severa, a fadista granjeou êxitos nos palcos como "Boa Nova", e também no cinema, onde fez sucesso com temas como "Não sei porque te foste embora", ambos incluídos no respetivo CD.

O quarto CD regista uma das atuações de Amália no Olympia, em 1957, e ainda vários temas que a fadista gravou em espanhol como "La cama de piedra", "Gritenme piedras del campo" ou a ranchera "Fallaste corazón".

Amália Rodrigues iniciou carreira em 1939 no Retiro da Severa, em Lisboa e atuou em vários pontos do globo, de Timor-Leste a Moscovo, do Brasil a Israel, de França aos Estados Unidos. Arrebatou vários prémios, entre eles três MIDEM, uma Medalha Vermeil de Paris, um Clown de ouro.

A fadista morreu, em 1999, na sua residência em Lisboa, sendo a primeira mulher a ser sepultada no Panteão Nacional.

 

 

Visite aqui a fonte da informação

Obama agradece presença no Afeganistão e aponta reforço do comércio com Portugal

19.11.10, Planeta Cultural

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, agradeceu hoje os serviços que os soldados portugueses têm prestado no Afeganistão e defendeu um reforço do comércio e investimentos norte-americanos com Portugal. 

 

"Estou muito agradecido pelos serviços que os soldados portugueses têm prestado no Afeganistão", disse Barack Obama numa declaração conjunta com o primeiro-ministro, José Sócrates, na residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento.

O Chefe de Estado norte-americano aludiu aos "novos desafios para o século XXI" que a NATO enfrenta, "numa altura em que Portugal terá assento no conselho de segurança das Nações Unidas".

O presidente dos Estados Unidos defendeu o "reforço do comércio e investimento" entre os Estados Unidos e Portugal, assim como o reforço da colaboração nas áreas da ciência e tecnologia.

"Existem grandes oportunidades para ambos os países na área das energias renováveis", afirmou Barack Obama, sublinhando o papel de Portugal neste setor.

"Existem novas oportunidades de colaboração e de presença de empresas americanas. Este é um exemplo de como Portugal e os Estados Unidos podem colaborar ao nível da energia", acrescentou.

O presidente norte-americano enalteceu que "Portugal e os Estados Unidos têm sido parceiros há mais de 200 anos e aliados há mais de 60 anos".

Barack Obama referiu-se aos luso-descendentes, provenientes dos Açores, Madeira e do Continente, "membros muito importantes" da comunidade norte-americana.

O presidente dos Estados Unidos aludiu ao "grande interesse" despertado pela relação da sua família com Portugal, devido ao cão de água português que foi oferecido às suas filhas.

"O nosso cão é o membro mais popular da Casa Branca", afirmou.

Elogio à liderança política de Sócrates

Noutra passagem da sua intervenção, Barack Obama elogiou a liderança política do primeiro-ministro, José Sócrates, e as "medidas vigorosas" tomadas pelo Governo português para enfrentar os "desafios" colocados pelos mercados financeiros.

Perante os jornalistas, o chefe de Estado norte americano começou por salientar que o mundo e Portugal atravessam "tempos difíceis".

"Mas, senhor primeiro-ministro, a sua determinação para fortalecer a economia e para organizar esta cimeira mostra a sua liderança e a liderança de Portugal", declarou Obama, dirigindo-se ao chefe do executivo português.

Na sua intervenção, o presidente dos Estados Unidos referiu-se indiretamente à atual situação económica e financeira de Portugal no contexto internacional.

"Obviamente, Portugal está a enfrentar desafios colocados pelos mercados financeiros. Penso que é importante saber que o primeiro-ministro português se comprometeu com um pacote vigoroso de medidas económicas", frisou Obama.

No entanto, o presidente dos Estados Unidos deixou uma mensagem de otimismo em relação ao futuro da economia mundial, tendo apelado a uma cooperação entre os diferentes países.

"Nós (Estados Unidos) vamos trabalhar com toda a Europa, assim como com Portugal, no apoio a estes esforços. Quero sublinhar o quanto aprecio algum do trabalho que Portugal está a fazer a este respeito", acrescentou.

 

 

Visite aqui a fonte da informação