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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Ministério Público analisa denúncia contra novo canal para bebês da Fox

02.10.10, Planeta Cultural

O novo canal da Fox na TV paga, o Baby TV, está enfrentando problemas no Ministério Público paulista. A ONG Instituto Alana, que trabalha em questões como os direitos da criança e do consumidor, enviou nesta semana uma denúncia contra a emissora, que é destinada a bebês de zero a três anos.

 


Canal é alvo de protestos no Ministério Público



Em entrevista à coluna Outro Canal, Isabella Henriques, coordenadora do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, explicou a manifestação judicial feita pela ONG. “O problema está no fato de o canal vender a ideia de que beneficia bebês. Não há consenso científico quanto a isso, e muitas pesquisas apontam que menores de dois anos não devem ser expostos à televisão”, afirma.


A situação se arrasta há alguns meses. Em fevereiro, quando a programação do Baby TV ainda era transmitida nas manhãs do Fox Life, o Instituto Alana enviou representação ao Ministério Público, na qual questionava a forma pela qual a programação era divulgada. “Os pais devem ser informados, no canal, de pesquisas que dizem que TV não faz bem a bebê”, defende Isabella.


Procurada, a assessoria da Fox preferiu não se manifestar sobre o assunto. O Baby TV está disponível em algumas operadoras de TV paga, como a OI TV. A Fox negocia com outras prestadoras do serviço a distribuição de seu sinal.

 

 

Para visitar a fonte da informação, click aqui

Alunos surdos sem apoio por erro em concurso

02.10.10, Planeta Cultural

Dezenas de técnicos especializados foram excluídos da colocação

 

Alunos surdos sem apoio por erro em concurso

Cerca de cem alunos surdos das escolas de referência em Porto e Gaia estão sem apoio de intérpretes nas aulas, assim como de formadores e terapeutas da fala. Os técnicos estão a ser excluídos, às dezenas, da colocação por mudanças no concurso sem aviso prévio.

 

O concurso abriu a 13 de Setembro e ainda não há técnicos especialistas em educação de surdos a trabalhar. Isso faz com que as crianças e adolescentes com aquela deficiência, do jardim de infância até ao 12º ano, estejam nas aulas ou na escola sem perceber o professor e outras pessoas que não falam linguagem gestual. Ou então, no caso das crianças do pré-escolar, que não estejam  a ser devidamente acompanhadas.

 

Em todos os ciclos de ensino, não está a haver aulas de Linguagem Gestual Portuguesa, que consta do horário, nem terapia da fala. E os professores também se queixam das dificuldades de ensinar alunos surdos sem intérprete. O problema é que a exclusão de candidatos ocorreu em massa e só no Porto.

 

Até ao momento, os técnicos calculam que dezenas de candidatos tenham sido excluídos por ter sido entendido que prestaram “falsas declarações” sobre o  tempo de serviço. Em escolas de outras localidades, como Braga ou Santa Maria da Feira, a colocação está a decorrer sem problemas, referem.

 

“A escola alterou a interpretação sem avisar os candidatos”, relatou Catarina Magalhães, intérprete, excluída do concurso deste ano.

 

O erro aconteceu na resposta sobre a indicação do tempo de serviço, que foi pedido em anos. Os candidatos, como habitualmente, escreveram o número de anos lectivos que trabalharam, por ser essa a regra dos concursos anteriores. Mas, segundo lhe explicou o agrupamento quando os excluiu, deviam ter colocado o número de anos de trabalho, contados ao mês.

 

A situação coincidiu com a centralização do concurso para as escolas do Porto no Agrupamento de Escolas Eugénio de Andrade, em Paranhos. Ontem à tarde, vários daqueles profissionais, alunos surdos, professores, pais e até estudantes universitários que beneficiaram daquele apoio participaram num protesto diante da escola EB2/3 de Paranhos. Todos os técnicos que os acompanharam no passado ficaram, este ano, excluídos do concurso.

 

Dos 35 que trabalhavam nos seis agrupamentos de referência para estudantes surdos, apenas três ficaram colocados, em Paranhos. O JN tentou, ontem e anteontem, falar com a directora do Agrupamento responsável pelo concurso, sem êxito, tendo sido explicado que não se encontrava na escola e que só voltará segunda-feira.

 

Os mais de 30 técnicos especialistas contrataram apoio jurídico para contestar a exclusão. Apontam várias irregularidades à selecção, acusando o Agrupamento de Paranhos de ignorar os critérios definidos pelo Ministério da Educação, como a valorização da continuidade pedagógica.

 

A Direcção Regional de Educação do Norte, através do seu porta-voz, disse ao JN que “o concurso é da escola e ela tem autonomia para o fazer”. “A informação que temos da escola é de que foram detectadas ilegalidades no concurso e por isso candidatos foram excluídos”, referiu.

 

 

In' JN

Sondagem: PSD à frente do PS mas maioria quer OE aprovado

02.10.10, Planeta Cultural

O PSD obteve 35% das intenções de voto, mais dois pontos do que o PS, numa sondagem da Eurosondagem publicada este sábado pelo semanário Expresso. A pesquisa revela ainda que, apesar da maioria dos inquiridos discordar do pacote de austeridade, quase três quintos defende que o PSD viabilize o Orçamento de Estado para 2011.


Na sondagem, realizada quinta-feira, 60,4% dos inquiridos afirmam que já esperavam as medidas apresentadas, enquanto um terço considera que estas não eram necessárias.

 

A maioria dos inquiridos (55,8%) discorda do pacote de medidas aprovado em Conselho de Ministros, ao passo que 35,1% concordam.

 

Apesar de haver uma maioria que desaprova as medidas, são quase três quintos (59,8%) os que acham que o PSD deve viabilizar o Orçamento de Estado para o próximo ano.

 

No que respeita à intenção de voto, o PSD surge em primeiro lugar, com 35% das preferências, dois pontos à frente do PS. Em terceiro lugar surge a CDU, depois o Bloco de Esquerda e, em último, o CDS-PP.

 

A sondagem foi feita com base em 525 entrevistas. O erro máximo da amostra é de 4,28% para um grau de probabilidade de 95%.

 

 

In' DD