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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Faial: Descoberta fonte hidrotermal a 500 metros profundidade

22.07.10, Planeta Cultural

Cientistas do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores descobriram há cerca de uma semana uma nova fonte hidrotermal de pequena profundidade, apenas 500 metros da costa da ilha do Faial.


A descoberta foi feita ocasionalmente por um mergulhador do DOP, que detectou uma zona de libertação de gases entre 30 e 40 metros de profundidade, a sul da Ponta da Espalamaca, um morro sobranceiro à cidade da Horta, no Faial.

 

Pedro Afonso, biólogo do DOP, salientou que esta pequena fonte hidrotermal fica situada ao longo da crista submarina que liga o morro da Espalamaca aos ilhéus da Madalena, situados junto à vizinha ilha do Pico, a menos de cinco milhas de distância.

 

“Este pequeno campo hidrotermal situa-se no início dessa crista, entre 30 e 40 metros de profundidade, e foi recentemente descoberto”, afirmou o investigador, acrescentando que os cientistas da Universidade dos Açores estão agora a tentar “caracterizá-lo”.

 

Para já, ainda se desconhece que tipo de gases estão a ser libertados naquela zona, que só esta semana foi fotografada e filmada na sua totalidade, embora as características dos vapores e das bolhas de água visíveis a olho nu indiquem que se possa tratar de dióxido de carbono.

 

Para tentar descobrir mais pormenores sobre esta recente descoberta, os investigadores do DOP aproveitaram a realização na Horta de um seminário sobre aplicações científicas de tecnologia marinha, que reúne cerca de 30 estudantes de doutoramento em representação de 13 institutos europeus e canadianos.

 

No quadro deste encontro, integrado no programa 'Marie Curie Research Training Network FREEsubNET', será utilizado para o estudo das fontes hidrotermais, neste caso de baixa profundidade, um veículo não tripulado, controlado à distância, mas sem 'cordão umbilical', criado por investigadores da Universidade de Girona, em Espanha.

 

O DOP tem tido um papel preponderante em matéria de investigação das fontes hidrotermais de grande profundidade situadas ao largo das ilhas dos Açores, depois de os cientistas terem descoberto que havia muitos seres vivos que conseguiam sobreviver em zonas de grande libertações de gases tóxicos.

 

No caso da fonte hidrotermal de baixa profundidade agora descoberta, os cientistas já encontraram várias batérias no local, mas ainda não tiveram oportunidade de as estudar aprofundadamente para determinar se há alguma “especificidade biológica associada”.

 

 

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Infarmed suspende comercialização de dois lotes de Trifene

22.07.10, Planeta Cultural

A autoridade nacional do medicamento (Infarmed) mandou hoje suspender a comercialização de dois lotes do anti-inflamatório Trifene 200 miligramas por ter detetado que «o tempo de dispersão dos comprimidos» não está de acordo com a especificação.


Em comunicado, publicado no site oficial, o Infarmed informa que o laboratório Medinfar - Produtos Farmacêuticos irá proceder à recolha voluntária dos lotes número 9033, com a validade 01/2012, e número 9447, com a validade 07/2012.

 

A recolha deve-se ao facto do «tempo de dispersão dos comprimidos do medicamento (Trifene 200 mg - 20 comprimidos dispersíveis) não se encontrar conforme com a especificação», refere a circular informativa emitida pelo Infarmed, que «ordena a suspensão imediata da comercialização dos referidos lotes de medicamento».

 

 

Fonte: Diário Digital

Novo Estatuto do Aluno prevê serviço comunitário

22.07.10, Planeta Cultural

A revisão do Estatuto do Aluno, aprovada hoje, quinta-feira, no Parlamento, abre a porta ao cumprimento de serviço comunitário pelos alunos. O princípio consta do texto, mas os deputados optaram por remeter para as escolas os termos de aplicação da medida.

 

Em caso de suspensão do aluno – que pode ir de dois a dez dias úteis – caberá ao director decidir não só a sanção como os termos do cumprimento do “plano de actividades pedagógicas” e, ouvidos os pais, a escola poderá “estabelecer eventuais parcerias ou celebrar protocolos com entidades públicas ou privadas”.

 

“A realização de trabalho comunitário a favor da escola ou a favor de instituições de solidariedade social” constava de uma alínea da proposta de revisão do Estatuto do Aluno (EA) entregue pelo PSD.

 

Bancadas, como a do CDS, explicou ao JN José Manuel Rodrigues, consideraram que o cumprimento do serviço comunitário fora de escola “era ir longe de mais” e optaram por remeter a decisão para o regulamento interno dos estabelecimentos.

 

A forma como os alunos vão reparar os danos causados no património da escola ou dos membros da comunidade educativa (docentes ou funcionários) também será decidida pelo director, de acordo com o regulamento interno do estabelecimento.

 

A Associação Nacional de Dirigentes Escolares recebeu com agrado as duas medidas. “São razoáveis” e o “poder de decisão” dado às escolas pelos deputados reforça a “autonomia” dos estabelecimentos defendida pela ANDE, sublinhou ao JN Pedro Araújo.

 

Já para José Manuel Rodrigues, o mais relevante da revisão é a redução dos prazos referentes à instauração de um processo disciplinar.

 

Procedimento que, de acordo com o Estatuto em vigor, pode chegar às três semanas e, com o novo, passará a ter de estar concluído em seis dias úteis.

 

A proposta do CDS correspondeu “à principal queixa feita pelos docentes” ao partido e, para o deputado, reforçará efectivamente a “autoridade dos professores”.

 

Com o novo Estatuto regressa o chumbo por faltas e acabam as provas de recuperação.

 

O diploma foi aprovado com os votos do PS e CDS, que acordaram o documento na especialidade; e os votos contra das restantes bancadas.

 

 

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Salazar é o "melhor investidor sem ganhos"

22.07.10, Planeta Cultural

A Bloomberg está hoje a elogiar a "astúcia" de Salazar enquanto investidor. É que o "falecido ditador português" foi responsável pela "maior reserva de ouro da Europa".

 

Elogio ou não, Salazar recebe o título de “melhor investidor sem ganhos”, já que foi o responsável pela aquisição de 695 toneladas de ouro em 24 anos. E tudo com receitas de exportações como volfrâmio e atum enlatado.

Como o ouro valorizou 26% no ano passado e este é o décimo ano de valorizações consecutivas, a decisão do antigo ditador deixa o país com um activo cada vez mais valioso, diz a Bloomberg. Mas também um de que não pôde beneficiar nas situações de maior aperto por que já passou.

João Lima da Bloomberg explica assim, que Salazar poderia ser lembrado como “o melhor investidor português”, se as regras do Banco de Portugal (BdP) “permitissem ao país beneficiar do seu negócio mais astuto: A maior reserva de ouro da Europa”, face à dimensão da sua economia.

É que o ouro do país é gerido pelo BdP, cuja lei diz que os ganhos de alienação de activos têm de ser colocados numa reserva e pagam dividendos em função dos resultados com juros e activos.
Assim, as reservas de ouro que equivalem a 6,8% do PIB português, não impedem a Standard & Poor’s de atribuir a segunda pior classificação de crédito da Zona Euro a Portugal. Terão sido mais úteis após a revolução de 1974, quando o país chegou a ser um dos mais pobres da Europa Ocidental. É que nesse período, o BdP podia criar moeda. Hoje, como não pode, a Moody’s “não olha” para as reservas de ouro, quando avalia a qualidade de crédito da republica.

“Com a subida do preço do ouro têm bons ganhos em balanço, mas não os podem realizar”, disse o estratega do Commerzbank, David Schnautz à Bloomberg. “É um pára-choques para um cenário extremo”, acrescentou.

 

O Banco de Portugal vendeu ouro entre 2003 e 2006, ao abrigo de um acordo com outros bancos centrais europeus, que limita as vendas de ouro, segundo disse o BdP.

As suas reservas são hoje de 382,5 toneladas de ouro, que estão avaliadas em 14,7 mil milhões de dólares ou 6,8% do PIB. Já as reservas da Alemanha são de 4,2% do PIB, as de Itália equivalem a 4,8% e as da Grécia são iguais a 1,4%. “As reservas de Portugal são muito antigas”, disse o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, António de Sousa, à Bloomberg. “Além do valor simbólico muitas vezes atribuído ao ouro, é um activo como qualquer outro. É uma questão de gestão de carteira”.

 

 

 

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