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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Acções da Apple descem mais de 4% após serem apontados defeitos ao iPhone4

13.07.10, Planeta Cultural

A recusa por parte da revista especializada Consumer Reports em recomendar a nova jóia da Apple, o iPhone 4, provocou uma descida superior a 4% nas acções da empresa americana, presidida por Steve Jobs.

 

As acções da Apple deslizam 3,06% para 249,40 dólares (198,20 euros), tendo chegado a cair um máximo de 4,22% para 246,43 dólares.

Durante o dia de ontem a revista Consumer Reports revelou que o novo iPhone tem um defeito de fabrico no “hardware” e que, como tal, não recomenda a compra do mesmo, ao contrário do que tinha feito em relação às três últimas versões. “O problema, ao que parece, é um defeito de ‘design’, e é significativo”, revelou Mike Gikas, editor-chefe da Consumer Reports para as componentes electrónicas, citado pela Bloomberg.

A revista da especialidade defende que, apesar de ser o melhor “smartphone” no mercado, não lhe atribui mais de 76 pontos em 100 possíveis, devido a um problema considerado grave de captação de rede. O problema, ao que parece, está não no “software” mas no “hardware”, uma vez que o simples facto de se segurar o telefone com a mão esquerda faz com que a captação de rede diminua drasticamente.

Quando o utilizador segura o telefone com a mão esquerda “o sinal enfraquece significativamente e pode provocar a perda de conexão se estiver numa zona com uma cobertura débil. Por estes problemas, não podemos recomendar o iPhone 4”, defendeu a revista no seu relatório.

A Apple defendeu-se, dizendo que o problema não era da captação de rede mas apenas do mostrador no ecrã cujo nível de captação que mostrava não correspondia à efectiva captação do telefone.

Havendo ou não um problema real, o que é facto é que a polémica à volta do novo telefone da Apple está a ter efeitos na cotação da empresa em bolsa, chegando durante o dia de hoje a uma desvalorização de mais de 4%.

 

 

 

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Arqueólogos revelam segredos de práticas sexuais antigas

13.07.10, Planeta Cultural

Um grupo de arqueólogos mexicanos publicou uma série de ensaios sobre as práticas sexuais das civilizações pré-colombianas do México e da América Central, revelando segredos que permaneceram ocultos por quase 500 anos.


Os documentos apontam para práticas que escandalizaram os espanhóis, que chegaram à região no século XVI.

 

O conceito de sexualidade dos habitantes originais das Américas era muito diferente do europeu, que tinha uma visão moral e religiosa sobre o tema. Nas culturas mesoamericanas (como eram conhecidas as civilizações indígenas da região que vai do centro do México à América Central), o sexo era um elemento de ordem social, explica Enrique Vale, editor da revista Arqueologia Mexicana, que publicou os ensaios.

 

«A sexualidade ia além da função reprodutiva, era vista como uma maneira de assegurar a marcha do mundo», disse Vale à BBC.

 

Durante centenas de anos, as práticas sexuais das civilizações mesoamericanas foram praticamente ocultadas, e mesmo na época moderna o tema foi abordado sob um ponto de vista moral.

 

Em 1926, por exemplo, o antropólogo Ramón Mena reuniu uma mostra de esculturas fálicas e outros objectos das civilizações pré-colombianas que faziam referência à sexualidade.

 

A colecção, no entanto, nunca foi aberta ao público e permaneceu escondida durante várias décadas num salão secreto do antigo Museu Nacional de Antropologia na Cidade do México.

 

Muitas peças eram falsas, mas as que tiveram a sua legitimidade confirmada foram distribuídas depois em mostras das diferentes culturas pré-colombianas.

 

Os ensaios publicados na revista Arqueologia Mexicana revelam, por exemplo, que a homossexualidade era uma prática comum na civilização maia.

 

Este era um elemento a mais na formação dos jovens, explicam os antropólogos Stephen Houston e Karl Taube no ensaio «A sexualidade entre os antigos maias».

 

«As relações entre pessoas do mesmo sexo eram próprias do tempo dos ritos de passagem, em que um menino se transformava num homem», explicam.

 

A homossexualidade está presente em quase todas as culturas pré-colombianas, mas foi abordada de maneiras diferentes pelas diferentes civilizações.

 

Por exemplo, entre os astecas, que dominavam a região central do que é hoje o México, as relações entre pessoas do mesmo sexo não eram bem vistas.

 

Este elemento reflectia-se também nas divindades pré-colombianas, muitas das quais tinham, em maior ou menor escala, aspectos femininos e masculinos, explica o historiador Guilhem Olivier no seu ensaio «Entre o pecado nefando e a integração. A homossexualidade no México antigo».

Em algumas culturas, a masturbação era um tema vinculado à fertilização da terra.

 

Os maias, como outras civilizações mesoamericanas, praticavam a masturbação como uma maneira de fecundar a terra, que em algumas civilizações era considerada um símbolo feminino.

 

«Há indícios de que os maias tinham objectos sexuais de madeira, usados como consolos e descritos pudicamente num relatório arqueológico como uma efígie fálica», afirmam.

 

A atitude frente à masturbação é uma das práticas que torna mais evidente a diferença entre as culturas pré-colombiana e espanhola, diz Vela.

 

Há ainda outro elemento: em algumas culturas mesoamericanas, o erotismo não era um elemento central na sexualidade, mas era visto como uma forma de ordenar o planeta, que tem um lado feminino e um lado masculino, assim como existia o em cima e o em baixo, afirma o editor.

 

Em termos gerais, as transgressões sexuais eram castigadas com severidade nas culturas mesoamericanas.

 

O adultério, por exemplo, era castigado com a morte em algumas civilizações, e noutras, como a dos astecas, permitia ao marido traído arrancar à dentada o nariz dos adúlteros.

 

Os purepechas tinham outro castigo: no caso dos adúlteros terem assassinado o marido, o amante era queimado vivo enquanto água com sal era atirada sobre ele até à sua morte.

 

O adultério era castigado por uma forte razão: em algumas culturas, acreditava-se que a prática causava desequilíbrio para a comunidade e o cosmos, destacam Miriam López e Jaime Echeverría no seu ensaio «Transgressões sexuais no México antigo».

 

A presença do transgressor provocava desgraças, como a perda de colheitas ou a morte de crianças, e em alguns casos chegava-se a acreditar que poderia provocar o fim de uma época.

 

Como exemplo, citam que o líder asteca Moctezuma destruiu um local de prostituição, porque acreditava que as transgressões públicas das prostitutas teriam feito com que os deuses permitissem que os espanhóis chegassem e impusessem o seu domínio.

 

 

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Sociedade Portuguesa de Matemática preocupada

13.07.10, Planeta Cultural

A Sociedade Portuguesa de Matemática vê com preocupação os resultados dos exames do 9.º ano à disciplina, em que quase metade dos alunos obteve negativa, considerando que a prova ainda não está no grau de exigência desejável.

 

"Ficamos bastante preocupados, porque continuamos a achar que o nível da prova do 9.º ano ainda não está no grau de exigência que consideramos aceitável ao fim de nove anos de estudos obrigatórios e mesmo assim temos cerca de 50% dos alunos a reprovar na prova", disse o presidente eleito da SPM, Miguel Abreu.

 

A SPM havia, no entanto, considerado em parecer ao enunciado da prova que o grau de complexidade este ano foi ligeiramente superior a 2009 e espera agora que não se facilite no próximo ano para melhorar as classificações.

 

"Estes resultados mostram uma descida na percentagem de aprovações que está de acordo com essa nossa avaliação do enunciado, assumindo que a preparação dos alunos de um ano para outro não terá sofrido grande alteração", constatou.

 

"Isto é naturalmente preocupante, mas infelizmente não nos surpreende muito porque, como temos vindo a alertar, a maneira como está a ser feito o ensino da Matemática (no básico e secundário) não é a mais adequada", declarou.

 

 

 

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