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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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“O poder revela quem somos”

06.03.10, Planeta Cultural

Um pesquisador americano diz como o poder nos torna mais corruptos, mesquinhos e hipócritas

 

Dizer que o poder corrompe é um antigo chavão. A novidade é que esse velho axioma acaba de ser comprovado cientificamente em um trabalho de pesquisadores da Kellogg School of Management, nos Estados Unidos. Após uma série de testes comportamentais com voluntários, eles demonstraram como o poder costuma, em geral, mudar as pessoas para pior. Em testes, os poderosos não só trapaceavam mais, como se mostravam mais hipócritas ao se desculpar por atitudes que condenavam nos outros. “Os poderosos acreditam que devem ser excluídos de certas regras”, afirma o psicólogo social Adam Galinsky, professor de ética e decisões em gerência da Kellogg School of Management e um dos autores do estudo.

 

 Divulgação QUEM É
Americano de 41 anos, é Ph.D. em psicologia social pela Universidade Princeton

O QUE FAZ
Professor de ética e decisões em gerência da Kellogg School of Management, nos Estados Unidos

O QUE PUBLICOU
Mais de 75 artigos científicos. É coautor do estudo Power increases hypocrisy (O poder aumenta a hipocrisia)

 
 
 
ÉPOCA – O poder corrompe?
 

Adam Galinsky – Sim, corrompe. Basicamente, apesar de o poder deixar as pessoas no centro das atenções, de estarmos todos olhando para as autoridades, os poderosos se sentem psicologicamente invisíveis. E, por causa dessa sensação de invisibilidade, eles se permitem agir de maneiras imorais, ao passo que outras pessoas não agiriam assim por medo de punição. É como se ficassem à vontade para preencher suas mais íntimas necessidades. Uma das comparações de que gosto de fazer é a história do Senhor dos Anéis. No momento que ele põe o anel, fica invisível e age mal. O poder é esse anel.

 

 ÉPOCA – Como o senhor constatou isso?
 

Galinsky – Fizemos vários experimentos. Um deles foi com um jogo de dados. Dividimos os voluntários para a experiência em dois grupos: os muito poderosos e os pouco poderosos. Isolamos os grupos em um cubículo. Dissemos a cada um que eles ganhariam bilhetes para uma loteria conforme os pontos obtidos ao jogar os dados, que poderiam variar de 0 a 100. A média esperada era de 50 pontos. O grupo pouco poderoso anunciou ter obtido um resultado de 59 pontos, enquanto o grupo muito poderoso disse ter obtido 70 pontos. A conclusão é que o grupo pouco poderoso pode ter trapaceado com os dados, mas o muito poderoso trapeceou muito mais para conseguir mais bilhetes de loteria.

 

 ÉPOCA – O senhor diria que a melhor s maneira de testar a identidade moral de um indivíduo é dar poder a ele?
 

Galinsky – Sim, porque o poder não apenas muda a pessoa, mas revela quem ela é de verdade. Podemos afirmar, a partir dessa pesquisa, que a experiência do poder provoca certas mudanças no ser humano – e a maior é torná-lo hipócrita.

 

 ÉPOCA – A pesquisa chega a essa conclusão a partir de questões que envolvem superfaturar despesas de viagem ou ultrapassar o limite de velocidade. Quem faz isso está mais propenso a se tornar corrupto se chegar ao poder?
 

Galinsky – Em média, muitas pessoas, quando investidas de poder, tornam-se mais mesquinhas, afrouxam seus padrões éticos. Você está me fazendo uma pergunta diferente: se as pessoas que agem sem ética provavelmente se corromperiam no poder. “Provavelmente”, é a minha resposta.

"Quando estão fora do poder, as pessoas dizem: ‘Eu nunca agiria
dessa forma’. Mas a verdade é que, no poder, muitos mudam"
 
ÉPOCA – Por que o senhor afirma que os poderosos, quando flagrados, mostram-se pouco arrependidos?
 

Galinsky – Por causa de um processo psicológico mostrado na pesquisa: os poderosos acreditam, de fato, que eles devem ser excluídos de certas regras e padrões aplicados aos demais. Ou então eles apresentam justificativas psicológicas para ter agido como agiram.

 

 ÉPOCA – Executivos e políticos mostram-se incomodados quando o senhor comenta com eles esse tipo de comportamento?
 

Galinsky – Quando estão fora do poder, as pessoas dizem: “Eu nunca agiria dessa forma”. Temos a tendência de acreditar que não temos a mesma vulnerabilidade e que não corremos os mesmos riscos dos outros. Mas a verdade é que, investidos de poder, muitos mudam. Somos suscetíveis. A pesquisa mostra, sistemática e cientificamente, que não só as pessoas agem imoralmente quando podem, como elas se tornam hipócritas. Defendem padrões comportamentais mais rígidos para os outros do que para si mesmas. Foi o caso do governador de Nova York, Eliot Spitzer, que traiu a mulher com uma prostituta. Veio à tona depois que ele, como procurador-geral do Estado, combatia a prostituição. É nesse ponto que os poderosos caem do pedestal e a sociedade se revolta. Se eles apenas agissem mal, seria ruim, mas ainda por cima pregar o contrário do que fazem... A hipocrisia revolta. Vocês, por exemplo, têm um governador preso por obstruir a Justiça (José Roberto Arruda, governador afastado do Distrito Federal). Um governador é alguém que defende leis e comportamentos para a sociedade. Quando um político age assim, é mais revoltante do que executivos de empresas – porque executivos não necessariamente posam de modelo comportamental para os outros.

 

 ÉPOCA – Nessa era de Big Brothers, em que câmeras revelam até gestos das autoridades em lugares onde elas pensam estar protegidas, não é mais difícil agir de forma hipócrita?
 

Galinsky – Não é uma questão de ser vigiado, mas de se sentir conectado à coletividade e obrigado a prestar contas aos outros. Mera vigilância nem sempre é eficaz e tende a dissipar seu efeito com o tempo, porque não é um processo que internaliza no indivíduo essa noção de que ele deve se explicar.

 

 ÉPOCA – No Brasil existem cortes judiciais e celas especiais nos presídios para políticos, pessoas com nível universitário e autoridades. Isso reforça a crença de que os poderosos são pessoas diferentes?
 

Galinsky – Essa é uma questão mais complicada. Se as cortes especiais forem mais lenientes, daí você reforça o problema do tratamento especial. Se esses julgamentos forem mais rápidos e defender altos padrões éticos e legais para os poderosos, podem servir para reforçar que ninguém está acima da lei. É muito fácil para as pessoas que conquistaram certos postos atuar pelo bem delas mesmas, em vez de trabalhar pela coletividade, que as colocou lá. Costumo dizer em minhas aulas que é preciso criar algemas para os honestos: como podemos garantir que ninguém se sinta tentado a trapacear? Por isso eu nunca dou provas para fazer em casa. A tentação para fazer consultas é enorme.

 

 ÉPOCA – A punição é capaz de conter essa tendência humana de agir mal?
 

Galinsky – O melhor caminho é fazer com que os poderosos tenham de prestar contas. O Congresso tem de fiscalizar seus políticos, o governo e dividir o poder com eles. Os processos decisórios têm de ser transparentes. Os políticos têm de estar na vitrine da sociedade, bem visíveis. No mundo dos negócios, os altos executivos também têm de ser monitorados pela diretoria, pelos conselhos. Se a diretoria for uma rede formada por “mais dos mesmos”, ou seja, por indivíduos poderosos com o mesmo padrão comportamental, aí ela não exerce sua função de controlar o presidente, que se sente, por isso, invisível para os demais. Isso resulta em histórias parecidas com as da Enron e da World Com (empresas que faliram em 2001 em meio a graves escândalos de corrupção). O combate à falta de ética e à imoralidade passa pela divisão de poder. O Executivo tem de precisar do Legislativo, porque aí há um equilíbrio quase natural de forças.

 

 ÉPOCA – O senhor ficou surpreso com algum resultado de suas experiências?
 

Galinsky – Não, mas, se num experimento comportamental em que o poder não é uma força real acontece isso, imagine no mundo real, onde as pessoas lidam com o poder de verdade?


Fonte: Época

Papa Bento XVI fará reunião para discutir escândalos sexuais

06.03.10, Planeta Cultural

O presidente da Conferência Episcopal, monsenhor Robert Zollitsch, vai se reunir no dia 12 de março no Vaticano com o Papa para discutir os recentes casos de escândalos sexuais envolvendo a Igreja Católica. O mais recente deles abalou ainda mais a imagem da instituição por envolver Georg Ratzinger, irmão do papa Bento XVI.

Na última sexta-feira, dia 5, a direção do coral dos meninos cantores de Regensburg, na Baviera, foi alvo de acusações de abuso. O bispado da cidade disse que dispõe de “informações sobre vários casos de supostos abusos entre 1958 e 1973". O irmão do Papa dirigiu o coro entre 1964 e 1993, mas declarou que não sabe de nada.

O Vaticano "leva muito a sério qualquer assunto de escândalo sexual de pederastia na Alemanha", assegurou à AFP o padre Ciro Benedettini, vice-diretor da sala de imprensa do Vaticano. Ele se negou a comentar o caso de Regensburg. A conferência episcopal alemã encarregou o bispo de Tréveris, monsenhor Stephan Ackermann, de esclarecer esse escândalo.

Outras denúncias

O escândalo de abusos sexuais nas instituições religiosas da Alemanha eclodiu no final de janeiro no prestigioso colégio jesuíta Canisius, de Berlim. O reitor do colégio admitiu que muitos alunos haviam sido vítimas de abusos sexuais nos anos 1970 e 1980, com participação de dois ex-professores jesuítas.

A revelação fez outros casos virem à tona, como o de Ettal, na Baviera, e já provocou várias demissões eclesiásticas. Na segunda-feira passada, dia 1°, na Holanda, onde a Ordem dos Salesianos de Dom Bosco anunciou a abertura de uma investigação sobre abusos sexuais cometidos por religiosos contra alunos de um colégio interno de Arnhem, leste do país, nos anos 1960.

Na última quinta-feira, dia 4, a Congregação dos Legionários de Cristo do México pediu "perdão" aos supostos filhos de seu fundador, o padre Marcial Maciel. Eles teriam sido vítimas sexuais do religioso mexicano, que morreu aos 87 anos em janeiro de 2008.

Histórico

Até o final do século XX a Igreja Católica, tentando preservar a sua imagem, optava por manter os casos em segredo e mudava os culpados de posto. Os casos de pederastia desgastam a instituição, da qual participam muitos jovens por meio da catequese e dos estabelecimentos de ensino. Além disso, os escândalos custam muito dinheiro, devido ao pagamento de indenizações às vítimas.

O bispo de Ferns, no sudeste da Irlanda, monsenhor Denis Brennan, chegou a pedir ajuda aos fiéis para indenizar as vítimas. Na região de Dublin, vários sacerdotes abusaram sexualmente de centenas de crianças durante décadas sem que seus superiores, que sabiam o que estava acontecendo, os denunciassem.

Nos últimos anos, vários casos de pederastia foram registrados em diversos países, como Estados Unidos, Austrália, Canadá e Áustria. Desde o começo de seu pontificado, o Papa Bento XVI condenou duramente esses comportamentos que geram "vergonha" e assegurou que os culpados "não têm lugar na Igreja".

 

 

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Conheça alternativas aos serviços do Google

06.03.10, Planeta Cultural

Se você está decepcionado com o Google e pretende abandoná-lo, saiba que existem boas alternativas para quase todos os serviços oferecidos por ele. Abaixo, conheça alguns deles.

 

Busca

 

O mecanismo de pesquisa do Google, que parecia imbatível desde a sua inauguração, em 1998, finalmente ganhou um concorrente de peso, no ano passado: o Bing (www.bing.com.br), da Microsoft.

 

O velho Yahoo! (www.yahoo.com.br) e o novo Wolfram Alpha (www.wolframalpha.com), dedicado a cálculos matemáticos e dados tabulados, também ajudam a amenizar a abstinência de Google.

 

E-mail

 

Usuários arrependidos do Gmail podem recorrer aos gratuitos Yahoo! Mail (mail.yahoo.com), que oferece armazenamento ilimitado, e ao Windows Live Hotmail (mail.live.com), da Microsoft, que dá 5 Gbytes expansíveis automaticamente.

 

Documentos

 

Para editar documentos on-line colaborativamente, como no Google Docs, você pode criar uma conta no ZoHo (www.zoho.com), que oferece recursos como edição off-line. Além do básico --editor de textos, de apresentações e de planilhas-- ele inclui ferramentas de chat, fórum de discussões e software de gerenciamento de projetos.

 

Fotos

 

Suas memórias fotográficas armazenadas no Picasa, do Google, podem migrar para o consagrado Flickr (www.flickr.com), do Yahoo!, ou para o Photobucket (www.photobucket.com).

 

Golpe final

 

Se você pretende eliminar para sempre sua conta no Google, verifique antes todos os seus dados armazenados nos serviços da empresa.

 

Para isso, faça login na sua conta e acesse o Painel de Controle do Google (Dashboard; google.com/dashboard).

 

Nessa página, você verá listadas informações como sua quantidade de blogs no Blogger, contatos, mensagens no Gmail, compromissos no Google Agenda, arquivos no Google Docs, vídeos no YouTube, fotos nos álbuns do Picasa e seu histórico de buscas.

 

Para cada um dos itens, há links a partir dos quais se pode gerenciar esses dados.

 

A empresa mantém ainda um site chamado Data Liberation Front (www.dataliberation.org), em que ensina aos usuários como transferir para seu computador documentos do Google Docs e mensagens do Gmail, por exemplo.

 

Depois de ter feito backup das suas informações, você estará pronto para abandonar o Google de uma vez por todas.

 

Vá a www.google.com.br, clique em Configurações e em Configurações da Conta do Google. Ao lado do item Meus Produtos, clique em editar.

 

Na página que surge, você pode remover permanentemente suas contas em serviços como Gmail e Orkut ou apagar a sua conta do Google inteira, clicando em Fechar conta e excluir todos os serviços e todas as informações associadas a ela.

 

 

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Presidente do Google derruba diário virtual de ex-amante

06.03.10, Planeta Cultural

O inferno astral do Google parece se estender à vida pessoal de seus funcionários.

 

Segundo o Valleywag, blog especializado em fofocas do Vale do Silício, o executivo-chefe da empresa, Eric Schmidt, ordenou por meio de seus advogados que o blog de sua ex-amante Kate Bohner fosse retirado do ar. Hospedado no Blogspot, serviço do Google, o Recovery Girl 007 (recoverygirl007.blogspot.com) já não pode mais ser acessado.

 

Phelan M. Ebenhack -28.fev.09/AP

Eric Schmidt ordenou que o blog de sua

ex-amante Kate Bohner fosse retirado do ar

 

Segundo "fontes próximas à situação", nas palavras do Valleywag, Bohner removeu o site depois de ameaças dos advogados de Schmidt.

 

Bohner, que é jornalista e já trabalhou na revista "Forbes" e na emissora CNBC, referia-se a Schmidt em seus posts por meio do apelido Dr. Strangelove, e contou que o executivo havia dado a ela um protótipo do iPhone --na época, Schmidt fazia parte do conselho da Apple.
Além disso, a jornalista relatava a luta para se livrar do vício em cocaína e álcool.

 

"Eric Schmidt pode advogar para tornar a informação "ainda mais aberta e acessível", mas não quando o assunto são suas amantes", ironizou o Valleywag.

 

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Villas-Boas sucede a Carlos Carvalhal

06.03.10, Planeta Cultural

José Eduardo Bettencourt já encontrou o sucessor de Carlos Carvalhal: André Villas-Boas, o atual treinador da Académica, vai orientar os leões na próxima temporada. O negócio está a ser conduzido no maior sigilo mas há acordo para um contrato que deverá ser de uma época, com mais uma de opção.

 

Com esta operação o clube de Alvalade antecipa-se ao FC Porto, que via em Villas-Boas um técnico com capacidade para suceder a Jesualdo Ferreira, com vida muito difícil no Dragão caso não vença Taça de Portugal e Taça da Liga.

 

Vão acompanhar o técnico em Lisboa dois homens que com ele trabalham em Coimbra, José Mário Rocha - treinador-adjunto com responsabilidades na preparação física - e Daniel, um observador muito próximo de Villas-Boas e que poucos conhecem. Os leões deverão incluir na equipa técnica um homem da casa, à semelhança do que aconteceu com Carlos Pereira e Paulo Bento ou José Lima e Carvalhal. Estes detalhes estão, contudo, ainda em discussão.

 

Para finalizar o negócio o Sporting terá ainda de pagar a cláusula indemnizatória do técnico, colocada no contrato quando da primeira investida leonina, logo após a saída de Bento. Mas este é um assunto encerrado para Bettencourt e Costinha - a par de todo o processo -, que não pretendem ver travada a ida do discípulo de Mourinho para Alvalade.

 

No contrato a celebrar entre Villas-Boas e Sporting haverá forte componente de objetivos, estando previsto um prémio de 300 mil euros em caso de conquista da Liga, 100 mil no caso de triunfo na Taça de Portugal e igual valor pela vitória na Taça da Liga. Curiosidade é o aumento de espectadores em Alvalade estar também previsto nos prémios do contrato do técnico, mostrando a preocupação do presidente com um problema que muito tem incomodado os dirigentes leoninos. A contratação só deverá ser assumida no final da época para não perturbar o trabalho de Carvalhal e do jovem técnico em Coimbra.

 

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Internet: Twitter alcançou 10 mil milhões de "tweets"

06.03.10, Planeta Cultural

A rede social Twitter alcançou hoje à meia noite os 10 mil milhões de "tweets", um número que os seus criadores consideravam impensável quando a criaram, revela a agência Europa Press.

 

Esta quantidade de mensagens de 140 palavras foi alcançada três anos depois de o Twitter ter sido disponibilizado on-line.

 

Os números estão disponíveis no GigaTweet, um projeto independente que oferece gráficos atualizados hora a hora.


Fonte: Diário de Notícias

 

Marcelo ainda longe de congresso e candidatura

06.03.10, Planeta Cultural

Santana, Mendes e Jardim apelaram ao ex-líder para avançar e unir o partido

 

No PSD reza-se em voz alta na esperança de que "Cristo" ouça a prece e desça à Terra. Marcelo Rebelo de Sousa, católico, anda descrente, assobia para o lado, e aos amigos vai dizendo que de Mafra quer trinta quilómetros de distância.

 

A uma semana do congresso do PSD, há um por cento de hipóteses de o professor ir a Mafra e avançar para a liderança do partido, garantiram ao DN três ex-colaboradores próximos do social-democrata. Marcelo, concordam, não quer mesmo subir ao ringue e ninguém acredita que os outros atirem a toalha ao chão. Mas há sempre aquele um por cento. O professor é um homem de surpresas e provou isso no passado. Tanto quanto se sabe, não tem nenhum carro a precisar de rodagem, mas, se tiver um congresso a chamar por si, pode bem arranjar transporte ou boleia para fazer os 60 quilómetros que vão de Cascais, a sua casa, até Mafra.

 

O cenário não é irrealista. Os apelos à sua candidatura subiram de tom esta semana, especialmente depois dos frente-a-frente na SIC Notícias e das eleições de delegados para o congresso. Passos Coelho arrasou na contagem Aguiar-Branco e Rangel - os dois saídos da entourage de Ferreira Leite. A ala cavaquista está desiludida e procura uma solução de última hora.

 

Marques Mendes, o respeitado ex-líder do partido e chefe da bancada parlamentar no PSD de Marcelo, disse quinta-feira na TVI24 que não dá apoio a nenhum dos actuais candidatos e considera que Marcelo devia entrar na corrida: "No actual contexto seria o melhor candidato."

 

A ideia foi repetida por Alberto João Jardim. Ao seu estilo, o líder regional da Madeira disse que "seria ouro sobre azul" se Aguiar- -Branco, Paulo Rangel e Passos Coelho desistissem para deixar passar Marcelo. "Não concordo com três candidaturas nem com partido assim dividido e não quero entrar nesta opereta", frisou.

 

A juntar-se a estes, Pedro Santana Lopes. Ontem, empurrou Marcelo para a liderança numa crónica no Sol, intitulada "Não é por acaso que falo em Marcelo", onde escrevia que o País precisa de um upgrade de qualidade e de um candidato que conheça bem.

 

Santana Lopes foi o mentor do congresso extraordinário que antecede em duas semanas as eleições directas, de dia 26. O enfant terrible do PSD será um dos mais escutados no púlpito e avisou que nenhum dos candidatos na corrida "entusiasma".

 

Prova disso mesmo é que muitas das figuras sociais-democratas - a juntar àquelas três - não puseram o seu peso a favor de nenhum dos nomes na corrida. Rui Rio foi tímido a expressar apoio a Aguiar- -Branco. Morais Sarmento, António Capucho, António Borges, Leonor Beleza nem foram tão longe. O DN sabe que muitos destes desiludidos prometeram dar uma palavrinha ao professor durante os próximos dias. O mistério em torno de Marcelo vai continuar. Há dias, disse que não tinha decidido se ia ao congresso ou apoiaria um candidato. Por agora, está em "repouso", "reformado do comentário", sem "planos futuros".

 


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