Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

Cimpor recomenda aos accionistas que "não vendam as suas acções a preços de saldo"

03.02.10, Planeta Cultural

O conselho de administração da Cimpor rejeita, por unanimidade, a oferta pública de aquisição (OPA) e aconselha os accionistas a não venderem as suas acções “a preços de saldo”.

Na recomendação aos accionistas, que integra o relatório actualizado do conselho de administração sobre a oportunidade e as condições da oferta da CSN, a cimenteira considera que “o processo da oferta foi estruturado de forma a tentar adquirir o controlo da Cimpor por um preço demasiado baixo”.

Na opinião do conselho, o preço oferecido “subavalia significativamente” a empresa e o prazo da OPA, de três semanas, é “insuficiente e inferior ao verificado noutras ofertas hostis em Portugal”.

A administração da cimenteira chama a atenção que a “CMVM registou a oferta antes de a Cimpor se poder pronunciar sobre os seus termos e condições, em particular sobre a renúncia às condições de lançamento e sobre o período da Oferta”.

E sublinha que “o período da oferta prejudica a discussão e negociação de alternativas no melhor interesse da Cimpor e dos seus accionistas”, além de limitar “a possibilidade de outros interessados apresentarem transacções criadoras de valor para os accionistas”.

A cimenteira reafirma que a OPA “subavalia significativamente” a Cimpor, na medida em que “incorpora um desconto sem precedentes - entre 36% e 52% - face a anteriores ofertas [hostis] na Europa”.

Já relativamente aos múltiplos de transacções comparáveis, diz a Cimpor, a OPA “representa em termos de preço por acção, um desconto de 24% face a múltiplos de transacção de empresas do sector em mercados maduros e um desconto de 32% face a múltiplos de transacção de empresas de cimento em mercados emergentes”.

Para a administração da Cimpor, a oferta da CSN deverá ser ainda considerada “oportunística, uma vez que foi lançada num ciclo desfavorável de resultados no sector e não considera a expectável forte recuperação dos mercados onde a Cimpor opera”, o que “enfatiza que o preço oferecido pela CSN é muito baixo, atendendo ao excelente portfólio de activos da Cimpor e às suas perspectivas de crescimento”, refere.

No entender dos gestores, “a oferta não foi conduzida no melhor interesse dos accionistas da Cimpor”. O conselho de administração chama a atenção que a CSN lançou a OPA “sem as autorizações legalmente exigíveis”, “não efectuou o depósito da contrapartida nem apresentou garantia bancária”, “não explicita cabalmente os termos do financiamento da aquisição” e “não concretizou os seus planos estratégicos para a Cimpor”.

 

Fonte:Jornal de Negócios