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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Merkel é favorita a um segundo mandato na Alemanha

26.09.09, Planeta Cultural
Cerca de 62 milhões de alemães vão votar no domingo em eleições legislativas que devem ser marcadas pela vitória da atual chanceler, a conservadora Angela Merkel.

 

Com a reeleição de Merkel dada como certa pelas pesquisas, a votação deve servir principalmente para definir o próximo parceiro de coalizão da chanceler, que será o Partido Social Democrata (SPD), com o qual governa há quatro anos, ou os liberais do FDP.

 

Todas as pesquisas apontam para a reeleição de Angela Merkel, uma filha de pastor de 55 anos que cresceu na ex-República Democrática da Alemanha (RDA) e que goza de imensa popularidade na primeira economia europeia.

 

As coalizões possíveis serão definidas pelos resultados obtidos por cada partido. As Uniões Cristãs (CDU/CSU) de Merkel dizem que querem governar com os liberais do FDP.

Os conservadores já tinham esse desejo em 2005, mas como ganharam as eleições por uma margem muito estreita acabaram sendo obrigadas a se aliar com o SPD, um cenário que pode se repetir este ano.

 

Segundo as últimas pesquisas, a CDU/CSU reúne 35% das intenções de voto, o SPD 25%, o FDP 13% e o Partido Verde, parceiro potencial do SPD, 11%.

 

A "grande coalizão" que dirige a Alemanha desde 2005 é a principal responsável pela falta de intensidade da campanha eleitoral, já que, além de não terem nenhum carisma político, Angela Merkel e seu adversário social-democrata Frank-Walter Steinmeier governam juntos e compartilham, portanto, a responsabilidade do balanço.

Steinmeier, 53 anos, é vice-chanceler e ministro das Relações Exteriores.

 

Durante os debates parlamentares sobre a crise que mergulhou a Alemanha em sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial, os comentaristas utilizaram várias vezes a palavra "Steinmerkel" ao se referirem a discursos dos dois dirigentes. O único debate entre os dois transmitido pela TV foi tão morno que um dos apresentadores chegou a chamá-los de "velho casal em harmonia".

 

Merkel não esqueceu que era a grande favorita das eleições de 2005 antes de perder muitos votos por causa de suas posições liberais. Desta vez, os conservadores não fizeram nenhuma promessa de campanha.

 

Na verdade, as propostas dos dois maiores partidos não são tão diferentes, tanto no âmbito econômico como no da política externa.

 

Conservadores e social-democratas se opõem sobre a instauração de um salário mínimo para todos e principalmente sobre o nuclear: o SPD prega a aplicação da lei que prevê o fechamento das centrais a partir de 2020, enquanto a CDU quer ampliar este prazo.

A principal missão do futuro chanceler será voltar ao equilíbrio orçamentário sem afetar a recuperação econômica.

 

O desemprego já é superior a 8% e ainda deve aumentar, pois vem sendo contido por uma série de medidas para evitar as demissões, que vão expirar dentro de alguns meses.

No entanto, se as pesquisas se confirmarem, Merkel terá o prazer de receber os principais chefes de Estado e de governo para a comemoração do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, ao qual deve sua carreira política.

 

O maior ausente será o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que estará na Ásia. Em julho, no tom da brincadeira, Obama disse a Merkel: "Você já ganhou. Não sei porque se preocupa tanto!".

 

 

 

Fonte: Terra

Papa deu graças pelo derrube dos "regimes opressivos" na Europa do Leste

26.09.09, Planeta Cultural
O papa Bento XVI deu hoje graças pela «libertação» dos países da Europa do Leste de «regimes opressivos» da época comunista, num discurso pronunciado ao chegar à República Checa para uma visita de três dias.
 

«Uno-me a vós e aos vossos vizinhos dando graças pela vossa liberação destes regimes opressivos», declarou o papa ao descer no aeroporto de Praga. 
 
«Se a queda do Muro de Berlim marcou um momento decisivo na história mundial, ainda o foi mais para os países da Europa Central e do Leste, permitindo-lhes ocupar o lugar que lhes compete no concerto das nações de forma soberana», acrescentou o chefe da Igreja católica.
 
Bento XVI realiza a segunda viagem a um país da Europa do Leste e a única deslocação na região neste ano, que assinala o vigésimo aniversário da queda do comunismo na Europa do Leste.
  
O papa chegou hoje a Praga, onde inicia uma visita pastoral de três dias à República Checa, que constitui a sua décima terceira viagem desde que foi escolhido para presidir à Igreja católica em 2005.
 
O avião de Bento XVI, um Airbus 320 da companhia italiana Alitalia, aterrou às 11:25 (09:25 em Lisboa) no aeroporto internacional de Praga-Ruzyne, proveniente do aeroporto de Ciampino (Roma) às 09:50 (07:50 em Lisboa). 
  
Bento XVI foi recebido à porta do avião pelo anfitrião e Presidente do país, Vaclav Klaus, e pela primeira-dama, Livia Klausova, bem como pelo arcebispo de Praga, cardeal Miloslav Vlk, e por Jan Graubner, presidente da Conferência Episcopal checa e arcebispo de Olomouc.

 

Fonte: TSF