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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Cotadas vão a Londres seduzir investidores

19.05.09, Planeta Cultural

Londres é hoje palco de 75 reuniões entre representantes de 15 cotadas portuguesas do PSI-20 e investidores institucionais. O objectivo: seduzir os estrangeiros a entrarem ou reforçarem as suas posições no capital das empresas nacionais.

A Portugal Telecom, o BPI, Portucel, Sonae SGPS e Sonaecom são as grandes ausentes do evento organizado pelo Millennnium Investment Banking em associação com a Euronext Lisbon.
Ao que o Negócios apurou, a operadora de telecomunicações está prestes a iniciar a sua própria apresentação junto dos investidores, na sequência da apresentação dos resultados relativos ao primeiro trimestre. Dificuldades de agenda explicam também a ausência da "holding" de Belmiro de Azevedo.

 

Fonte: Jornal de Negócios

Estado foi ineficaz no lançamento de parcerias público privadas da saúde

19.05.09, Planeta Cultural

O Tribunal de Contas considera que o Estado foi ineficaz no lançamento do programa de parcerias público privadas da saúde, tendo criado falsas expectativas ao sector privado e obrigado o mesmo a incorrer em custos excessivos.

 

De acordo com as conclusões de uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas às derrapagens do programa de parcerias público privadas da saúde, dos 10 hospitais inicialmente previstos neste regime, apenas o hospital de Cascais se encontra em construção.

 

Entre as várias criticas apontadas, o Tribunal de Contas sublinha o facto de o Estado ter optado por um modelo de parceria complexo e sem paralelo a nível internacional e por, apesar de não ter experiência nesta matéria, não ter avançado primeiro com um projecto-piloto.

 

«No essencial, pode concluir-se que nenhum dos objectivos de contratação inicialmente definidos foi, até agora, atingido, o que conduz, neste domínio das PPP Saúde, a que se possa concluir por ineficácia, por parte do Estado» , refere o relatório.

 

O tribunal tutelado por Guilherme d'Oliveira Martins recomenda, por isso, ao Estado que realize um diagnóstico antes de lançar parcerias público privadas no âmbito da Administração Pública e que avance preferencialmente com a implementação de projectos-piloto.

 

Aconselha também o Estado a testar no terreno as capacidades de gestão das entidades públicas e a não criar falsas expectativas ao sector privado, que «acarretem custos desnecessários e porventura irrecuperáveis».

 

A primeira vaga de hospitais em parcerias público privadas foi anunciada em 2001 pelo ministro da Saúde, Correia de Campos, no governo de António Guterres, e incluía os hospitais de Loures, Cascais, Braga, Vila Franca de Xira e Sintra.

 

Em 2002, o governo de Durão Barroso, cujo ministro da Saúde era Luis Filipe Pereira, lançou a segunda vaga das parcerias público privadas da saúde com mais cinco hospitais de substituição: Algarve, Évora, Guarda, Póvoa do Varzim/vila do Conde e Vila Nova de Gaia.

 

O Tribunal de Contas refere que, sete anos depois da criação da Estrutura de Missão Parcerias Saúde, e cinco anos depois de ter sido lançado o primeiro concurso, ainda não existe «qualquer processo de contratação completo».

 

O tribunal considerou que a fase de avaliação das propostas foi a que deu origem aos maiores atrasos, durando entre 13 a 23 meses, contra um objectivo inicial de cinco meses.

A fase da negociação final foi também responsável por «extensos atrasos», que no caso do hospital de Cascais se prolongou por 17 meses, contra os três inicialmente previstos.

 

«Dos 10 [concursos] inicialmente previstos, não existia nenhum projecto definitivamente contratado até à data de encerramento dos trabalhos da auditoria [16 Outubro de 2008], o que representa uma eficácia profundamente negativa» , refere o relatório do Tribunal de Contas.

 

Passados sete anos após o anúncio dos concursos, apenas o novo hospital de Cascais está próximo de estar concluído, refere o órgão fiscalizador.

 

 

In' Lusa / SOL