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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Quercus preocupada com efeitos do turismo sobre espécies no Tejo Internacional

09.05.13, Planeta Cultural

A associação ambientalista Quercus manifestou-se hoje preocupada com a promoção do turismo no Parque Natural do Tejo/Tajo Internacional, alertando que as actividades humanas podem afectar espécies em vias de extinção como a águia imperial e a cegonha negra.

 

"O turismo pode ser um vector de favorecimento da zona, mas não podemos matar a galinha dos ovos de ouro", referiu o dirigente da Quercus Samuel Infante, à margem da apresentação, em Lisboa, do Tejo Internacional como destino turístico.

 

A área, com 25 mil hectares e abrangendo a região de Cáceres, Alto Alentejo e Beira Interior, tem "maior riqueza natural do lado português, e por isso as condicionantes são maiores", referiu o ambientalista.

 

O representante da Quercus apontou grandes discrepâncias na gestão do parque internacional entre Portugal e Espanha.

 

Do lado espanhol, o orçamento "deve ser cem vezes superior" ao do Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas, disse, acrescentando que "há muitos anos que Espanha percebeu que os parques naturais e as áreas protegidas são um factor de desenvolvimento".

 

Em Espanha, "há sinalética, há percursos, há investimento na fiscalização, há projectos de desenvolvimento, há apoios comunitários", enumerou, exemplificando que do lado português há apenas dois vigilantes, não há barco para a fiscalização e há poucas infra-estruturas, como um centro de interpretação, "muito bem equipado, que está fechado aos fins de semana".

 

Para Samuel Infante, "faz todo o sentido que haja uma articulação conjunta" sobre o parque internacional.

 

Na sessão de apresentação, o presidente da província de Cáceres, Laureano León Rodríguez, reconheceu a diferença nos níveis de desenvolvimento entre os dois lados da fronteira, mas estimou que Portugal vai recuperar o atraso, após a publicação em Diário da República, ocorrida hoje, do acordo de cooperação entre os dois países relativo à constituição do Parque Internacional do Tejo-Tajo.

 

"A partir de agora temos o reconhecimento do espaço natural protegido" do lado de Portugal, algo que já acontecia em Espanha, indicou o governante.

Na zona portuguesa, "há que dinamizar através de planos turísticos", referiu.

 

Laureano León Rodríguez acrescentou que "já há algum tempo se trabalha na zona espanhola" -- onde são oferecidas aos visitantes 27 experiências turísticas --, mas considerou que agora vai "haver um avanço substancial" no lado português.

 

 

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