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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Vírus de telemóvel tira foto a cada dois segundos e cria imagem 3D

03.10.12, Planeta Cultural

Um vírus para telemóveis desenvolvido por investigadores de uma universidade tira fotos secretas, sem conhecimento do dono, a cada dois segundos e envia-as para um servidor remoto, que monta uma imagem 3D do lugar onde ele está.

O vírus permite que uma pessoa possa ter um retrato detalhado do lugar onde o dono do telemóvel se encontra.

A tecnologia faz parte de um projecto da universidade americana de Indiana e do Naval Surface Warfare Center, órgão de pesquisa ligado à Marinha dos Estados Unidos.

O objectivo dos criadores do vírus PlaceRaider é mostrar que a tecnologia de «robô visual» já está ao alcance do mercado móvel, demonstrando um dos perigos aos quais os utilizadores estão expostos.

O PlaceRaider pode infectar telefones com sistema Android 2.3 ou superior. Ele fica escondido noutra aplicação para o telemóvel e é instalado automaticamente sem o conhecimento do dono do aparelho.

O vírus utiliza diversos dispositivos de smartphones, como a câmara de fotos e o sistema de localização.

«Através do uso completamente oportunista da câmara de telefone e outros censores, o PaceRaider reconstrói modelos tridimensionais de ambientes», afirma um estudo publicado pelos pesquisadores.

A imagem 3D permite que a pessoa que controla o vírus possa navegar pelo ambiente criado, em busca de dados comprometedores do dono do aparelho.

Os investigadores fizeram um teste com 20 estudantes voluntários, que instalaram o vírus nos seus telemóveis. Nenhum deles conseguiu perceber quando o vírus estava a registar imagens detalhadas dos ambientes onde se encontravam.

Os autores dizem que qualquer especialista em tecnologia com «recursos modestos» poderia criar uma aplicação «cavalo de Tróia» semelhante ao desenvolvido no laboratório de Indiana. No entanto, sublinham que não há nenhum indício de que algo semelhante tenha sido tentado.

Para especialistas ouvidos pela BBC, os utilizadores de smartphones não têm motivo especial para se preocupar com os resultados da pesquisa realizada nos Estados Unidos.

 

 

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