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Descoberta de um possível novo tratamento contra o parasita Plasmodium falciparum

27.09.12, Planeta Cultural

Uma equipa de investigadores franceses e britânicos descobriu um possível novo tratamento contra o parasita Plasmodium falciparum, a espécie mais virulenta e a principal responsável pelas mortes por malária, foi hoje divulgado.

"Os investigadores do Instituto Pasteur e do Centre National dela Recherche Scientifique(CNRS, França), em colaboração com o Imperial College de Londres, sintetizaram dois compostos capazes de travar rapidamente e de maneira irreversível o crescimento do Plasmodium falciparum durante todas as fases do seu ciclo de vida", indicou um comunicado das duas instituições.

O Plasmodium falciparum é um dos parasitas transmitidos pelas picadas de mosquitos que provocam a malária em humanos e um dos mais virulentos. Este parasita é o principal responsável pelas mortes por malária, doença que mata anualmente centenas de milhares de pessoas em todo o mundo.

As duas moléculas sintetizadas, BIX-01294 e TM2-115, "conseguiram, rapidamente e de forma irreversível, matar o parasita", sublinhou a mesma nota informativa.

Os investigadores constataram, após 12 horas de incubação, que o composto BIX-01294 "provocava o desaparecimento total do Plasmodium falciparum", explicaram as instituições.

Em outro ensaio, com recurso a ratos, os investigadores observaram que a administração do composto TM2-115 resultava na diminuição da presença de um tipo de Plasmodium, o Plasmodium berghei, que infeta roedores.

As duas moléculas têm um modo de ação similar e a investigação hoje divulgada, liderada por Artur Scherf, abre caminho para uma possível "nova classe de alvos terapêuticos para o desenvolvimento de tratamentos eficazes", concluiu o comunicado.

Neste momento, não existe uma vacina disponível contra a malária e várias moléculas anti-malárias são atualmente utilizadas para fins preventivos e terapêuticos.

Mas, a doença tem manifestado durante os últimos anos uma resistência cada vez mais forte aos tratamentos convencionais, aumentando desta forma a pressão sob a comunidade científica internacional para encontrar novos alvos terapêuticos e novos tratamentos.

 

 

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