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E que tal umas tripas às quatro da manhã?

Domingo, 26.08.12

 

Há poucas casas como esta em Portugal e no Porto trata-se mesmo de um caso único. Se quer encher a barriga com um bom prato de tripas já perto das seis da manhã, este é o sítio. O Pajú é um restaurante familiar que se notabiliza pela sua comida de conforto e ambiente de tertúlia. Os ex-líbris são os ovos verdes (bem recheados e fritinhos) e a bola de carne, no que toca às entradas, e depois os vários pratos de bacalhau, a francesinha (tradicional, com carne assada, salsicha fresca e pão bijou, se o cliente quiser), os rojões, a vitela e, claro, as tripas à moda do Porto.

 

«Não somos uma casa da moda. Servimos comida caseira, não temos pratos imensamente elaborados e sofisticados. Sirvo aquilo que também poderia comer», explica Paulo Pinto, de 56 anos, gerente do Pajú. A denominação do restaurante surgiu da união dos nomes Paulo e Joaquim, o antigo sócio que participou na abertura da casa, há 30 anos. Na época, foi mesmo «mal vista». «Era aqui que os jornalistas se encontravam depois de fechar o jornal, assim como muitos actores. Éramos incompreendidos pelo nosso horário, vistos como irreverentes. A partir das 2h abria a porta às escondidas», recorda o gerente.

 

Hoje em dia, o Pajú continua a atrair profissionais liberais, mas a clientela é «mais heterogénea». O ambiente ainda é de tertúlia (há apenas seis mesas, iluminadas à vela, e um balcão), mas antigamente a discussão era bem mais acesa. Longe vai o dia em que foi chamado às 7h da manhã, porque um jornalista tinha adormecido na casa de banho. Quando voltou, este tinha aberto a porta e um grupo de colegas bebia cerveja da torneira e tinha esvaziado duas garrafas de uísque.

 

Aqui, há vida para além dos pratos pesados. Estão disponíveis várias sandes, como pregos (feitos de carne muito tenra) e cachorros (com salsicha fresca). Se alguém quiser salpicão, um presunto típico ou uma receita especial, arranja-se, porque quase tudo é feito na hora. E depois há ainda várias sobremesas, com destaque para o bolo de chocolate, mousse e doce de leite condensado. «Conciliar isto tudo é difícil. Não produzimos em massa, isto é trabalho miúdo. Costumo dizer que, com este horário, arranjei uma forma moderna de auto-escravatura», ironiza Paulo Pinto.

 

Neste negócio familiar, que o gerente partilha com a esposa e o filho, quase todos os pratos evocam os da casa da nossa mãe ou avó. A filosofia parece ser simples: encher a barriga antes de ir dormir (ou de partir para novas aventuras nocturnas) sim, mas não de qualquer forma: esqueçam a fast food. Localizado à entrada do túnel de Faria Guimarães, uma das principais saídas da cidade, este é o local escolhido pelo nosso júri (e por Manuel Pizarro e Miguel Guedes em particular) para as melhores refeições fora de horas no Porto. Mesmo que a porta esteja fechada, basta fazer um sinal e pode esperar uma recepção calorosa.

 

 

Pajú
Rua de Faria Guimarães, 309
4000-206 Porto
Telefone: 225 021 555
Facebook: pajuporto
Aberto: De 2.ª a sáb., das 21h às 5h30
Preço médio: 20€

 

O Juri


Manuel Pizarro
(deputado do PS)

1 - Tripas à moda do Porto no Pajú: «É um porto de abrigo seguro, com variedade, qualidade e atendimento simpático. Quem resiste a umas tripas às 4h?».

2 - Prego no Barril (Alameda de Eça de Queirós, às Antas, no Porto; aberto até às 2h): «Um pub com decoração retro, mas com ambiente muito agradável e uns preguinhos (em pão) difíceis de superar».

3 - Francesinha no Convívio (Rua de Gonçalo Sampaio, ao Campo Alegre, no Porto; aberto até às 2h): «Numa zona da cidade em que não faltam opções, a escolha depende do hábito de cada um. Belo lugar para uma ceia tardia ou para degustar a característica francesinha».

 

Miguel Guedes
(advogado e vocalista dos Blind Zero)

 

1 - Pajú: «Paraíso dos noctívagos esfomeados em fim de noite ou dos que querem abastecer para continuar. Desde o leve petisco à francesinha, o sentimento é de casa de família. Talvez seja o restaurante mais fora de horas no Porto».

2 - The Wine Bar (Avenida de Serpa Pinto, em Matosinhos; aberto até às 2h): «Boa tábua de queijos e bons pregos. O ambiente é informal, mas convida à boa conversa e recato. Em determinados dias, há música ao vivo. E vinho, evidentemente».

3 - Clube 21 (Rua de Afonso Lopes Vieira, ao Foco, no Porto; aberto até às 2h): «Provavelmente, os melhores pregos da cidade. Há futebol nos ecrãs da televisão e uma esplanada que em noites quentes é divinal. Um local histórico no Porto, pela fauna e frequência».

 

Peixe
(músico, guitarrista dos Ornatos Violeta)

 

1 - Bifana na Conga (Rua do Bonjardim, na Baixa do Porto; aberto até às 2h, de quarta-feira a sábado): «Dizem os entendidos que é a melhor bifana da cidade e o serviço é duas vezes mais rápido do que qualquer fast food».

2 - Francesinha no Capa Negra (Rua do Campo Alegre, no Porto; aberto até à 1h45, de segunda-feira a sábado): «Uma iguaria do Porto num dos mais famosos restaurantes fora de horas da cidade».

3 - Gambas no Madureira (Avenida de Rodrigues de Freitas, no Porto; aberto até às 2h): «As gambas não são caras e são bem melhores do que noutros sítios menos económicos».

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 00:33


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