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Quatro condenados à morte na maior burla financeira de sempre no Irão

30.07.12, Planeta Cultural

39 nomes envolvidos: quatro condenados à pena de morte, dois a prisão perpétua e outros presos com penas até 25 anos. São os números da sentença ao esquema fraudulento de 2,6 mil milhões de dólares, o maior de sempre no Irão.

 

A maior burla de sempre na banca do Irão ditou a morte de quatro pessoas. Um tribunal iraniano decidiu hoje a pena de morte para quatro dos envolvidos numa fraude de 2,6 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros).

Dos 39 nomes envolvidos no esquema, além dos quatro condenados à morte, dois foram condenados a prisão perpétua, sendo que outros - o número não é definido - terão de cumprir uma pena de prisão até 25 anos, segundo a “Aljazeera”. Alguns dos condenados, além da pena de prisão, terão de pagar coimas e estarão proibidos de exercer cargos públicos.

A maior fraude da banca da história do Irão foi divulgada em Setembro do ano passado, identificada inicialmente no maior banco comercial do país, o Bano Melli.

O esquema está relacionado com a falsificação de documentos para a obtenção de empréstimos em sete bancos do país. Dinheiro posteriormente usado, segundo o “New York Times”, para comprar empresas estatais durante um período de quatro anos.

Como salienta o “New York Times”, o escândalo tem sido apontado como relevante em termos políticos porque terá embatido em nomes próximos da elite do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Os nomes dos sentenciados não foram divulgados, mas sabe-se que o principal envolvido é o empresário Amir Mansoor Khosravi, que a oposição acusa de ser próximo de Ahmadinejad.

Há outras pessoas próximas do presidente iraniano que estarão ligadas ao caso que, como indica a Reuters, levanta questões sobre se a privatização de bens estatais terá beneficiado aliados da presidência.

O escândalo na banca iraniana chega a uma sentença numa altura em que o sector financeiro internacional está sob os holofotes. O escândalo Libor, iniciado pelo Barclays, promete envolver outros bancos, enquanto o HSBC se vê a braços com um esquema de lavagem de dinheiro.

 

 


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