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'Acordo Ortográfico tem de ser revisto', Vasco Graça Moura

Quinta-feira, 31.05.12

 

O escritor Vasco Graça Moura disse hoje, no Porto, que «o Acordo Ortográfico tem de ser revisto», até pelo mal-estar existente em países como Angola e Moçambique, e defendeu que o processo deve ser feito com «bom senso».

Graça Moura, presidente da Fundação Centro Cultural de Belém, reafirmou a sua oposição ao novo acordo durante mais uma sessão das Tertúlias do Infante Sagres, desta feita sobre o tema ‘O novo Acordo Ortográfico, Ensino e Cultura’.

A sua tese baseia-se desde logo em argumentos jurídicos, na medida em que «o acordo não está em vigor porque não foi ratificado por Angola e Moçambique».

O Governo português adoptou o acordo desde 01 de Janeiro, mas, para Graça Moura, o documento «não é aplicável porque não existe um vocabulário ortográfico comum» a todos os países de língua oficial portuguesa.

O poeta, ficcionista, ensaísta, tradutor e actual responsável máximo pelo Centro Cultural de Belém, em Lisboa, critica ainda «as facultactividades introduzidas» pelo acordo, porque «geram o caos».

Afirma que o acordo introduz, ainda, «graves lesões da pronúncia de muitas palavras e em nada se contribui para a unidade da ortografia» da língua portuguesa.

Na mesa encontrava-se também Rui Estrada, professor catedrático da Universidade Fernando Pessoa (UFP), o qual defendeu o novo acordo e considerou até que se corre «o risco» de ver o português falado e escrito em Portugal tornar-se «uma variante exótica, como é hoje o mirandês».

Rui Estrada afirmou também que «o que conta hoje são os números», realçando que «o Brasil é a sexta potência económica do mundo» e «tem uma população de 190 milhões de pessoas», ao passo quem em Portugal «as perspectivas demográficas são catastróficas».

Segundo o investigador, «a questão jurídica» invocada por Graça Moura «será resolvida em breve» e «o acordo não afecta a sintaxe ou a pronúncia». Quanto à falta de um vocabulário comum, referiu tratar-se de um «instrumento que ainda está em construção».

Rui Estrada recordou que as alterações introduzidas pelo novo Acordo Ortográfico atingem apenas «1,5 por cento das palavras», reforçando: «São tão poucas que rapidamente nos habituamos a elas».

O terceiro conferencista foi Mário Pinto, professor da UFP e também crítico do acordo, porque, «no essencial, ele não cumpre o que se propunha, que era uniformizar, e está a criar mais problemas do que aqueles que efectivamente revolve».

Mas Mário Pinto encontra, apesar de tudo, aspectos positivos, como a introdução das letras k, w e y em topónimos e outras palavras, o que «veio legitimar um uso que já acontecia».

Numa segunda intervenção, Vasco Graça Moura observou que o acordo ignora os países africanos, porque «não há regras» para os «vocábulos nativos» que venham a ser incorporados na língua portuguesa.

O poeta respondeu ainda a Rui Estrada e ao argumento «números» dizendo: «Nós não somos dez milhões, somos 50 milhões [de pessoas] que falam de uma maneira diferente da brasileira».

Para Rui Estrada, os receios face ao novo acordo fazem-lhe lembrar os que se manifestaram contra a substituição do escudo pelo euro, com receios «manifestamente inflacionados».

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:40


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