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Planeta Cultural

Acima de tudo, cultura geral

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Cinco respostas sobre o que pode esperar da bolsa em 2012

30.01.12, Planeta Cultural

Conheças as perspectivas de cinco analistas para as bolsas.

 

A bolsa nacional contrariou os ganhos das pares europeias, em Janeiro. E os especialistas acreditam que, ainda que o mercado português possa fechar o ano em alta, continuará a ter um desempenho pior do que o das restantes bolsas do Velho Continente. A volatilidade deverá manter-se enquanto os líderes europeus não derem uma resposta consistente à crise da dívida soberana.


1. Os ganhos em Janeiro significam que o ano vai ser positivo para as acções europeias e americanas?

Ainda é cedo para antecipar como será o resto do ano para as bolsas dos dois lados do Atlântico. Contudo, o primeiro mês do ano foi marcado por ganhos, o que pode fazer antever um 2012 positivo. Até porque se vive um ambiente de maior confiança. "Nas principais praças europeias existe um optimismo fruto da intervenção do BCE na economia com a injecção de liquidez e pela diminuição da percepção de um problema no sector financeiro europeu", defende Pedro Lino, administrador da Dif Broker. Posição partilhada por António Seladas (na foto), responsável pelo "research" do Millennium BCP, que classifica a intervenção do BCE de "próxima de perfeita".


2. A bolsa de Lisboa fechou negativa. Isso significa que o ano vai ser de perdas?

Apesar dos onze meses que faltam para o ano terminar, os especialistas mantêm uma posição cautelosa para a praça de Lisboa. "Sabemos que o destino de Portugal está muito dependente da execução orçamental, da evolução do desemprego, do comportamento do consumo privado, das exportações e do investimento directo estrangeiro", considera Miguel Gomes da Silva (na foto). Relativamente ao diferente desempenho do mercado nacional face aos pares europeus e norte-americanos, o responsável pela sala de mercados do Montepio remata: "nesta altura, nada nos faz acreditar que possa haver uma alteração de comportamento".


3. Que factores serão determinantes para o comportamento dos mercados?

A resposta à crise da dívida soberana continua a ser o factor determinante para o sentimento dos investidores. "Qualquer medida que acalme os receios dos investidores, nesta crise, relembra-os do quão baratas estão as acções, tendo em conta os resultados das empresas", explica Duarte Caldas (na foto), analista da IG Markets. Relativamente ao comportamento do mercado nacional, João Queiroz, responsável pela sala de mercados da GoBulling, aponta "a execução orçamental, o crescimento económico e o consumo das famílias e das empresas" como principais factores a ter em conta para a evolução da bolsa de Lisboa em 2012.



4. Quais as empresas que deverão ter um melhor desempenho nos próximos meses?

Tal como nos últimos meses, os especialistas continuam a acreditar que as empresas menos expostas ao mercado nacional estão mais bem posicionadas para apresentarem desempenhos superiores. João Queiroz (na foto), responsável pela sala de mercados da GoBulling, elege as companhias "que já não dependem muito do consumo interno, estando mais orientadas para economias emergentes ou presentes em nichos de mercado que não são sensíveis à variável preço, e as que são fortes geradoras de liquidez". Miguel Gomes da Silva, do Montepio, destaca ainda as empresas que possuem menores níveis de endividamento.



5. Quais as cotadas que serão mais castigadas pelos investidores nacionais?

Para Pedro Lino (na foto), administrador da Dif Broker, as companhias que continuarão a estar mais pressionadas "serão as que necessitam de financiamento para os próximos dois anos, e que vão sofrer constrangimentos ao nível do volume e taxas que serão cobradas". Miguel Gomes da Silva, responsável pela sala de mercados do Montepio, elenca estas empresas, com especial enfoque nas "fortemente dependentes" das receitas nacionais. João Queiroz, da GoBulling, destaca ainda empresas que podem ser influenciadas pelas revisões ou renegociação de contratos de concessão com o Estado e, como tal, dependem de receitas que são pagas pelo poder central ou local.

 

 

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