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BCP vai "considerar todas as opções possíveis" para se recapitalizar

27.10.11, Planeta Cultural

O presidente do conselho de administração executivo do BCP, Carlos Santos Ferreira, disse hoje que o banco vai "considerar todas as opções possíveis" para a sua recapitalização, mas assinalou que não é claro se recorrerá ao fundo europeu.

 

"Estamos a considerar todas as opções possíveis, mas não é claro que vamos recorrer à linha (de recapitalização inserido no programa de ajuda a externa a Portugal) dos 12 mil milhões de euros", disse Carlos Santos Ferreira, em conferência de imprensa em Maputo.

"Ponderamos todas as opções possíveis, isso é que é profissional fazer, mas não é claro que essa seja uma solução que venha a ser adoptada. E mesmo que fosse ninguém sabe em que termos é que isso se verificará, porque não há uma linha escrita sobre esta matéria", acrescentou.


Os bancos portugueses precisam de se capitalizar em 7.804 milhões de euros para atingir o novo rácio de capital de 9 por cento, segundo cálculos da European Banking Authority (EBA) divulgados na quarta-feira à noite.

Os dados, divulgados num comunicado da autoridade bancária europeia, referem que os bancos portugueses precisam de reforçar capitais próprios em 4.432 milhões de euros para fazer frente à depreciação da dívida soberana.

O recurso à linha de recapitalização insere-se no programa de ajuda a externa a Portugal, depois de, esta madrugada, os chefes de Estado e de Governo europeus terem decidido perdoar 50 por cento da dívida grega.

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Millennium BCP revelou que, após a decisão dos líderes europeus, e para cumprir até 30 de Junho de 2012 um rácio de capital 'core tier 1' de 9 por cento, terá de aumentar os fundos próprios em 1.750 milhões de euros.

Carlos Santos Ferreira também já tinha afirmado hoje à Lusa que a eventual necessidade de os maiores bancos portugueses recorrerem à linha de recapitalização bancária "não era vergonha nenhuma".

"Aquilo que mais me preocupava era o sucessivo adiamento das decisões [ao nível dos esforços a tomar pela União Europeia (UE) para combater a crise da dívida soberana de vários países europeus, com a Grécia à cabeça], que dava espaço à especulação. Não gosto destas medidas, mas é melhor do que nada. Põem um ponto final à especulação", sublinhou Santos Ferreira.

O presidente do BCP reforçou que a decisão tomada esta madrugada pelos líderes europeus "é uma decisão má, mas pior era não haver nenhuma decisão".

Segundo o gestor, "a grande pancada" para o sector bancário europeu, no geral, e português, em particular, é a decisão de passar a considerar o valor de mercado dos títulos de dívida pública dos países europeus, que obrigará a uma ampla recapitalização dos bancos do Velho Continente.

 

 

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