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Planeta Cultural

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BdP e CMVM alertam para consequências de investimentos no "mercado Forex"

06.07.09, Planeta Cultural

O Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) emitiram um comunicado onde alertam para as consequências de investimentos realizados em activos no “mercado Forex”, onde estão a ser realizadas algumas operações alvo de investigações. As instituições realçam que estes investimentos não estão abrangidos pelos sistemas de indemnização.

Os dois supervisores referem, em comunicado, que há “entidades que oferecem elevadas rentabilidades através do investimento em instrumentos derivados cambiais que têm como activos subjacentes as cotações cambiais no “mercado FOREX” – Mercado interbancário cambial não regulamentado”.

Esta actividade está a ser realizada “com recurso a anúncios em sítios da ‘internet’ em domínios estrangeiros e sem a existência de qualquer suporte físico ou jurídico em Portugal”.

A CMVM e o Banco de Portugal alertam para o facto desta prática ser “susceptível de configurar o exercício não autorizado de actividade de natureza financeira.”

As autoridades advertem que “a contratação de qualquer produto ou instrumento financeiro, em especial quando oferecido por entidade não conhecida do cliente ou investidor, deverá ser sempre precedida da necessária verificação da habilitação da instituição contratante para o exercício da actividade em causa. Esta verificação pode ser efectuada junto do Banco de Portugal ou da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, nomeadamente, através dos respectivos endereços de ‘Internet’”.

“Mais se salienta que, entre outras consequências, os fundos entregues a entidades não habilitadas não estão abrangidos pelos sistemas de indemnização que protegem os fundos e os valores mobiliários confiados às instituições de crédito e a outras instituições financeiras (Fundo de Garantia de Depósitos e Sistema de Indemnização aos Investidores)”, acrescenta a mesma fonte.

O comunicado surge depois do jornal “i” ter noticiado que o Ministério Público está a investigar um caso de fraude no qual uma empresa fictícia prometia lucros de 1% ao dia. Estima-se que tenham sido enganados mais de 200 portugueses, que investiram montantes superiores a um milhão de euros.

Fonte: Jornal de Negócios