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Os três astronautas chineses entraram esta terça-feira em um módulo espacial, depois de terem realizado com sucesso uma manobra de conexão, informou a imprensa estatal, dois dias depois do lançamento da missão espacial mais longa iniciada pelo país.
Os astronautas entraram no módulo espacial Tiangong-1 às 08h17 GMT (05h17 de Brasília), quase três horas depois de sua nave, Shenzhou-10, se acoplar ao laboratório espacial em uma "conexão automática", indicou a agência oficial Xinhua, que citou o Centro de Controle Aeroespacial de Pequim.
Os três, entre os quais está a segunda mulher chinesa a viajar ao espaço, passarão 15 dias em órbita. A manobra de conexão foi a quinta a ser realizada entre uma nave de tipo Shenzhou e um módulo espacial, acrescentou a Xinhua.
Para o regime comunista de Pequim, seu caro programa espacial é um símbolo de seu crescente poder global e do aperfeiçoamento do conhecimento técnico dos chineses.
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Um asteróide com 2,7 quilómetros de comprimento irá sobrevoar a Terra no dia 31 de maio, anunciaram hoje investigadores à página de Internet wwww.space.com.
O corpo celeste, denominado 1998 QE2, não representa uma ameaça para o planeta e irá passar a uma distância de 5,8 milhões de quilómetros da Terra.
A aproximação do asteró ide à Terra irá ser examinada atentamente por dois grandes telescópios - o observatório Goldstone, na Califórnia, e o radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico.
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O ex-astronauta norte-americano e o segundo homem a pisar a Lua em 1969, Buzz Aldrin, afirmou na quarta-feira que os EUA precisam liderar o processo de colonização de Marte.
"Os EUA têm de começar a colonização em marte", disse Buzz Aldrin, 83 anos, na conferência Humanos e Marte, destinada a especialistas espaciais, na Universidade George Washington, após o anúncio dos EUA de planos para colocar o Homem no planeta vermelho até 2030.
Ao contrário do que o administrador da NASA, Charles Bolden, disse no início da conferência, na segunda-feira, que existem ainda grandes lacunas tecnológicas para se chegar a Marte, Aldrin sustenta que a maior parte das pesquisas já foi feita, reforçando que é preciso mais investimento e vontade política.
"Os EUA precisam continuar a ser o líder do transporte espacial e acho que podemos aproveitar o dinamismo do mercado comercial para desenvolver um sistema de aterragem que pode realmente tornar-se na base para uma autoestrada dos EUA para o espaço", afirmou.
Aldrin, autor do livro intitulado "Missão a Marte: Minha Visão para Exploração Espacial", disse que o título deveria ter sido "Missões em Marte", já que as viagens serão muitas e a presença humana deve ser contínua.
"Devemos concentrar nossa atenção no estabelecimento de uma presença humana permanente em Marte pela década 2030-2040", disse Aldrin. "Os Estados Unidos serão um farol para o desenvolvimento da humanidade", acrescentou.
Segundo Aldrin o primeiro passo seria enviar três pessoas para a lua marciana Phobos "e usar um ano e meio para supervisionar a implantação robótica da base de Marte internacional", admitindo a existência de vários módulos em Marte de outras agências espaciais, como chinesas, europeias, indianas japonesas e russas, mas sempre com os EUA na dianteira.
Aldrin foi o piloto do módulo lunar na Apollo 11. Em 20 de Julho de 1969, ele e Neil Armstrong tornaram-se nos primeiros homens a pisar a Lua.
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A passagem da Terra pela órbita do cometa "Halley" vai originar uma chuva de estrelas cadentes, que pode ser visível a olho nu na segunda-feira, inclusive em Portugal, informa o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
O fenómeno, observável pela meia-noite em Portugal, ocorre, anualmente, a 06 de Maio. Pode ser visto na sua plenitude no campo e com céu limpo.
A chuva de estrelas cadentes, cientificamente designada como chuva de meteoros, acontece quando a Terra cruza um enxame de meteoróides
Os meteoros, segundo o portal do OAL, são fenómenos luminosos resultantes da entrada na atmosfera da Terra de um corpo sólido proveniente do Espaço. O corpo aquece, ioniza a atmosfera e deixa um rasto de luz.
Os meteoróides são "objectos sólidos que se deslocam no Espaço interplanetário", com "dimensões consideravelmente mais pequenas do que as de um asteróide e bastante maiores do que as de um átomo ou molécula".
Na segunda-feira, quando a Terra cruza o enxame de meteoróides "Aquáridas", a chuva de estrelas, com uma média de 60 meteoros por hora, atingirá o seu pico.
O fenómeno surge associado ao cometa "Halley" porque a Terra passa na mesma zona em que se encontra o cometa, que deixou um rasto de poeiras a flutuar no Espaço, depois de o gelo, que o compõe e ao qual as poeiras estavam agregadas, ter transitado para o estado gasoso, por sublimação, explicou à agência Lusa o director do OAL, Rui Agostinho.
A Terra, adiantou, "atravessa as poeiras deixadas pelo cometa", à passagem pela sua trajectória.
O enxame de meteoróides "Aquáridas" não é o mais importante. Na lista dos enxames mais relevantes figuram, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, o "Quadrântidas", o "Perseidas", o "Leónidas" e o "Gemínidas", com picos de actividade a 04 de Janeiro, 12 Agosto, 18 de Novembro e 14 de Dezembro, respectivamente.
O "Leónidas", associado ao cometa "Tempel-Tuttle", é considerado o enxame que mais chuvas de estrelas cadentes espectaculares tem desencadeado, uma média de 100 meteoros por hora.
Nem todas as chuvas de estrelas estão ligadas a cometas ou ocorrem de noite. A "Gemínidas" está associada ao asteróide (corpo rochoso e metálico) "Faetonte" e a "Ariétidas" acontece de dia.
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Supõe-se que o furacão em Saturno é cerca de 20 vezes maior que os registrados na Terra
Um grande furacão situado sobre o Polo Norte de Saturno, que foi fotografado pela sonda Cassini, pode ajudar a compreender como se formam e evoluem estes fenômenos meteorológicos na Terra, informou nesta terça-feira a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
As imagens, tomadas em novembro de 2012, mostram pela primeira vez de perto e de maneira visível uma tempestade que sobrevive a base de "pequenas quantidades de vapor de água presentes na atmosfera de hidrogênio de Saturno", algo diferente das terrestres, que, por sua vez, se alimentam de água quente dos oceanos.
"Compreender como as tempestades saturninas são capazes de utilizar o pouco vapor de água que têm a sua disposição poderia ajudar os cientistas a compreender melhor como se formam e como evoluem os furacões terrestres", assinalaram os especialistas da ESA.
Os dados apresentados pela sonda Cassini - um projeto da ESA, da americana Nasa e da Agência Espacial Italiana (ASI) - também revelam que o furacão de Saturno permanece no Polo Norte desse planeta, enquanto esses fenômenos meteorológicos na Terra tendem a "se deslocar em direção aos pólos".
O olho do furacão de Saturno fotografado pela ESA está ativo, pelo menos, há sete anos e tem uma extensão de 2 mil quilômetros. Isso supõe que o furacão em questão é cerca de 20 vezes maior que os registrados na Terra.
Além disso, o furacão de Saturno está rodeado de um grupo de nuvens finas e brilhantes que se deslocam a 540 km/h. "Os ventos na parede do olho desta tempestade sopram quatro vezes mais forte que nos furacões de nosso planeta", resumiram os especialistas da ESA, com sede em Paris.
A sonda Cassini chegou a Saturno no inverno de 2004, quando "o Polo Norte do planeta estava imerso na escuridão". Por conta deste fato, os cientistas tiveram que esperar até o equinócio de agosto de 2009 para poder fotografar o furacão.
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Um experimento de raios cósmicos na Estação Espacial Internacional pode ter obtido a chave para resolver o mistério da matéria escura.
O grupo responsável pelo equipamento, que opera no espaço desde maio de 2011, apresentou ontem, no Cern (Centro Europeu para Pesquisa Nuclear), seus primeiros resultados científicos.
Fruto de 18 meses de observação de raios cósmicos, o trabalho achou um excesso de pósitrons, partículas em tudo iguais aos conhecidos elétrons, mas com carga positiva em vez de negativa.
Componentes da chamada antimatéria, os pósitrons são raros e só podem aparecer quando produzidos por algum evento ocorrido na própria Via Láctea.
Especula-se que esses detectados pelo instrumento tenham sido gerados pela colisão de partículas de matéria escura nas bordas da galáxia.
Se for esse o caso, será possível usar sua prevalência para discriminar entre as várias teorias sobre este que é um dos maiores mistérios da física moderna: do que seria feita essa substância presente nas regiões mais externas das galáxias e que não pode ser detectada diretamente, pelo simples fato de não interagir com a matéria convencional, exceto pela gravidade.
DÚVIDAS
Contudo, ainda não há certeza de que os pósitrons captados pelo instrumento, chamado AMS (Espectrômetro Magnético Alfa), tenham origem na colisão de partículas de matéria escura.
"Nos próximos meses, o AMS será capaz de nos dizer se esses pósitrons são um sinal da matéria escura ou se eles têm outra origem", afirma Samuel Ting, pesquisador do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e um dos autores do estudo, publicado no periódico "Physical Review Letters".
Uma possibilidade mais prosaica para explicar o excesso de pósitrons seria imaginar que eles são formados nos arredores de pulsares (cadáveres de estrela de alta massa) e então ejetados a grandes velocidades.
"Se for mesmo matéria escura, os cientistas devem observar uma queda abrupta na produção de pósitrons na faixa mais alta de energia", diz Ronald Shellard, físico do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) não ligado ao estudo. "Há um indício de que isso esteja acontecendo, mas ainda é preciso mais dados para confirmar."
Quanto mais energia tem o pósitron, mais raro ele é, por isso é preciso muito tempo de observação para detectar essas partículas em quantidade suficiente para obter significância estatística.
A boa notícia é que o AMS deve continuar operando por mais de uma década, tempo de sobra para resolver de uma vez por todas o enigma da matéria escura --ou não.
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Astrofísicos da Universidade de Genebra (UNIGE) detectaram um "super-Júpiter" a ser engolido por um 'buraco negro', numa galáxia situada a 47 milhões de anos-luz, foi hoje anunciado.
Um "super-Júpiter" é um objecto astronómico com uma massa superior à do planeta Júpiter.
A observação foi realizada pelo satélite europeu INTEGRAL, no qual colaboram também a NASA e a Rússia. Colocado em órbita desde 2002, este satélite astronómico de quatro toneladas estuda os raios gama.
Durante as análises, os cientistas, que gerem em Genebra o Centro de Dados da missão INTEGRAL, encontraram um sinal luminoso oriundo de um "buraco negro" localizado no centro da galáxia NGC 4845, com uma massa 300.000 vezes superior à do Sol e adormecido há mais de 30 anos, indicou hoje a UNIGE, em comunicado.
"Esta observação era totalmente inesperada oriunda de uma galáxia tranquila durante pelo menos 20 a 30 anos", disse Marek Nikojuk, da Universidade de Bialystok na Polónia, o principal autor de um artigo publicado na revista Astronomia e Astrofísica.
Este "buraco negro" despertou ao absorver um planeta cuja massa é 15 vezes superior à de Júpiter.
De acordo com o artigo publicado na Astronomia e Astrofísica, o "buraco negro" levou três mês para desviar este "super-Júpiter" da trajectória e engolir 10% da massa total, enquanto a mais forte densidade continua em órbita.
Os astrónomos consideraram que existem tantos planetas errantes como estrelas na galáxia NGC 4845.
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«Esperamos que o centro espacial Vostotchni comece a funcionar em 2015 e poderemos começar com o lançamento da Luna-Glob, destinada à exploração lunar», disse Popovkin.
O cosmódromo Vostotchni, ainda em construção, está situado na região de Amur, no Extremo Oriente russo. O primeiro lançamento terá lugar em 2015 e da primeira nave tripulada, em 2018.
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Um grupo de astrónomos descobriu aquela que é a maior galáxia em espiral alguma vez vista. A descoberta ocorreu quando estavam à procura da existência de novas estrelas em torno da NGC 6872, uma das maiores galáxias do Universo.
A descoberta foi feita ao acaso. Enquanto um satélite da NASA, o Galaxy Evolution Explorer (Galex), procurava novas estrelas à volta da galáxia NGC 6872, foram captadas imagens da maior galáxia em espiral alguma vez vista, avança a BBC.
Os cientistas, oriundos dos Estados Unidos, Brasil e Chile, além de surpresos, ficaram chocados com o tamanho da enorme faixa que dizem ser suficientemente grande para acomodar cinco Vias Lácteas, que é a galáxia onde se encontra o planeta Terra.
“A galáxia que colidiu com a NGC 6872 dispersou estrelas por todo o lado, em 500 mil anos-luz de distância”, disse à BBC Rafael Eufrásio, membro responsável do Goddard Space Flight Center, da NASA.
Na constelação de Pavo, a galáxia NGC 6872 fica a 212 milhões de anos-luz da Terra.
A descoberta foi divulgada na reunião da American Astronomical Society, nos Estados Unidos.
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Os astrónomos que estão a seguir o rastro do asteróide Apophis, batizado com o nome do deus egício da morte, descobriram agora que este é 20% maior do que indicavam os cálculos anteriores
As estimativas anteriores apontavam para um diâmetro de 270 metros, o que representaria o equivalente à libertação de energia de uma bomba de 506 megatoneladas, segundo os cálculos da NASA. O "asteróide do apocalipse", como é conhecido, parece ter, no entanto, um diâmetro de 325 metros, de acordo com os dados recolhidos pelo telescópio Herschel na última quarta-feira, o dia em que o asteróide passou mais perto da Terra nos últimos anos.
"Os 20% de aumento no diâmetro traduzem-se num aumento de 75% nas nossas estimativas de volume e massa do asteróide", refere Thomas Mueller, responsável pela análise dos ados recolhidos pelo telescópio da Agência Espacial Europeia.
Com o nome da divindade da mitologia egípcia do mal e da destruição, Apophis foi detetado em 2004. Os primeiros cálculos sugeriam uma probabilidade de 2,7% de o asteróide atingir a Terra em 2029 - a mais alta de sempre para um asteróide. Observações posteriores levaram, no entanto, a uma redução do risco estimado.
Além da aproximação prevista para 2029, os astrónomos estão também "de olho" numa outra, em abril de 2036.
Mas, até lá, um outro asteróide passará "junto" ao nosso Planeta muito brevemente: a 15 de fevereiro, o DA14 vai passar a apenas 34,5 mil quilómetros, o mais perto que algum asteróide esteve da Terra.