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A portaria que fixa o número de vagas foi publicada esta tarde em Diário da República, dando cumprimento à lei que define que estes concursos de pessoal docente externo e interno obedece a uma periodicidade quadrienal.
De lembrar que este ano o Ministério da Educação abriu um concurso extraordinário que permitiu a vinculação de 603 professores contratados aos quadros de zona pedagógica (QZP).
Estes poderão agora concorrer a uma escola, porém estarão em quarta prioridade, para que não ultrapassem colegas mais antigos na carreira. À frente destes estarão os professores já dos quadros de escola que queiram mudar de escola, professores que pretendem passar de quadro de QZP para quadro de escola e ainda os que queiram mudar de grupo de recrutamento.
Só em quinto lugar surgem os professores contratados, o que leva a crer que poucos ou nenhuns conseguirão entrar para os quadros. Estes docentes poderão sempre tentar colocação no concurso anual de necessidades transitórias que abrirá em Agosto.
Professores dos quadros de zona podem ter de se deslocar 200 quilómetros
Foi igualmente publicada a portaria que procede a um redimensionamento dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP), que passam de 23 para 10, fazendo com que os docentes possam ter que se deslocar até 200 quilómetros.
"A definição de novos QZP visou uma maior flexibilidade na distribuição dos docentes, garantindo um melhor equilíbrio entre essa distribuição e a satisfação das necessidades das escolas. Por outro lado, procura-se garantir que todos os professores dos quadros têm turmas atribuídas", diz o Ministério da Educação em comunicado enviado às redacções. O objectivo do Ministério de Nuno Crato é reduzir a zero o número de docentes dos quadros sem componente lectiva, já no próximo ano lectivo.
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Portugal e os países africanos lusófonos estão "a descobrir" um sítio brasileiro na Internet que oferece cursos gratuitos e com legendas em português das mais prestigiadas universidades do mundo, disse hoje um dos fundadores da plataforma digital.
"Apesar de nosso maior público estar no Brasil, o mundo lusófono já está a descobrir o Veduca", disse à agência Lusa Carlos Souza, um dos criadores do sítio electrónico.
O Veduca, a funcionar desde Março de 2012, é uma plataforma na Internet que reúne e fornece gratuitamente cursos online das mais prestigiadas universidades do mundo - como Harvard, Princeton, Stanford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) - com legendas em português.
"No nosso ranking de visitantes por países, Portugal, por exemplo, já representa o terceiro principal país de origem de tráfego, depois dos Estados Unidos. Os países lusófonos da África também já representam parte do tráfego de usuários assíduos do Veduca", indicou Souza, que é engenheiro aeronáutico.
"Acreditamos que o impacto seja extremamente positivo (nos países lusófonos), pelas mesmas razões que acreditamos ser importante nosso trabalho no Brasil, onde a oferta de ensino superior de qualidade é restrita a uma minoria privilegiada da população", declarou.
O grande objectivo do Veduca, de acordo com Souza, "é democratizar o acesso à educação de alta qualidade".
Inúmeras universidades e fundações do mundo já oferecem cursos online gratuitos em plataformas como o Udacity (www.udacity.com), o Coursera (www.coursera.com), o EDX (www.edx.com), o MiríadaX (http://miriadax.net), entre outros, sendo que algumas iniciaram as actividades no início dos anos 2000.
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O ministro Nuno Crato sempre afastou a hipótese de colocar docentes na bolsa de excedentários da Função Pública. Agora, anuncia que o mecanismo será aplicado a partir de Setembro.
Os docentes com ausência de componente lectiva, ou seja, sem turma atribuída, vão poder ser enviados para a mobilidade especial já no próximo ano lectivo. Antes disso, ser-lhes-á dada a possibilidade de transitarem para outros Ministérios.
“A mobilidade especial tendo em conta os compromissos internacionais a que estamos obrigados será de aplicação a toda a Administração Pública”, anunciou esta tarde o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, depois de reunir com a Fenprof e a FNE.
Porém, e previamente ao envio para esse quadro de excedentários, os docentes terão alternativas. O governante anunciou que estão a ser estudados instrumentos, com a secretaria de Estado da Administração Pública, de modo a permitir que os professores fiquem sem ausência de componente lectiva. Um desses instrumentos é a “intercomunicabilidade entre Ministérios”, ou seja, os professores poderão transitar para outros Ministérios.
“Existem necessidades apuradas noutros ministérios de técnicos superiores e se o professor entender que é benéfico haver transferência para a carreira técnica superior” poderá fazê-lo. “São esses instrumentos que estão a ser preparados”, rematou.
João Casanova de Almeida disse e repetiu que “temos de ter em conta que vivemos tempos excepcionais, que exigem medidas excepcionais, e exigem da nossa parte que se faça adequação dos recursos humanos”.
E, assim, contrariou aquilo que vinha sendo dito pelo ministro Nuno Crato no Parlamento, de que este mecanismo não seria aplicado no sector. Neste momento, existem cerca de 700 professores sem turma atribuída.
Quanto a rescisões amigáveis, o secretário de Estado disse que “neste momento” essa questão “não está em cima da mesa”. “Julgamos que essa questão fica no condicional. Não temos de avançar com nenhuma preocupação pois os instrumentos que estamos a trabalhar, julgo que, são suficientes, motivadores e apelativos”.
Governo reduz quadros de zona pedagógica
Na reunião desta quarta-feira com os sindicatos dos professores, o Ministério da Educação, na figura do secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, apresentou uma proposta para alterar o âmbito geográfico dos quadros de zona pedagógica.
Dos 23 quadros de zona pedagógica existentes, o Governo pretende passar para sete. O secretário de Estado lembrou porém tratar-se de uma proposta inicial, sujeita ainda às negociações com os sindicatos.
Na prática, esta alteração, que terá aplicação já no próximo concurso (de Abril), poderá levar professores a ficarem colocados em escolas a quilómetros de distância da sua residência.
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O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, revelou esta quinta-feira que serão integrados nos quadros das escolas 600 professores contratados, através do concurso extraordinário que irá decorrer "nos próximos três a quatro meses".
A estes lugares poderão concorrer professores contratados que tenham trabalhado nas escolas públicas pelo menos 365 dias nos últimos três anos.
Esta vinculação extraordinária – que antecipa o concurso nacional quadrianual que decorrerá também em 2013 – deve-se, nas palavras de Nuno Crato, ao "reconhecimento de que é devida justiça a um grande número de professores que há muitos anos estão a trabalhar para a educação dos nossos jovens e se encontram ainda contratados".
Porém, essa justiça terá de ser conciliada com as "necessidades permanentes do sistema e a situação financeira do País".
Ministério da Educação vai gastar 1,3 milhões de euros
Crato frisou, durante o Conselho de Ministros, que se trata "de um grande esforço financeiro por parte do Estado", mas é "algo absolutamente necessário". Com a vinculação destes 600 docentes o Ministério da Educação vai gastar 1,3 milhões de euros, com a passagem da situação de contratados para o primeiro escalão.
A este concurso que decorrerá nos próximos "três a quatro meses", seguir-se-á o concurso nacional quadrianual que abrirá um número de vagas nos quadros ainda a determinar. Porém, só com a vinculação deste 600 docentes já se vai ultrapassar os números do último concurso nacional que decorreu em 2009 e integrou nos quadros 417 professores.
O diploma que estabelece as regras de abertura deste concurso extraordinário foi aprovado em Conselho de Ministros esta quinta-feira.
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Estudos internacionais põem alunos do 4.º ano entre os melhores, apesar dos fracos hábitos de leitura dos pais e das queixas dos professores
Os alunos portugueses do 4.o ano são melhores a matemática e a ciências do que na leitura. É isso que demonstram dois estudos internacionais realizados em 2011, que ontem foram divulgados. No ranking Trends in Internacional Mathematics and Science Study (TIMSS), as crianças portuguesas, que em anos anteriores ficaram sempre nas últimas posições, conseguiram um 15.o lugar a matemática e um 19.o lugar a ciências entre 50 países analisados. No estudo Progress in International Reading Literacy Study (PIRLS), os alunos das escolas portuguesas alcançaram o 19.o lugar entre 45 países, sendo esta a primeira vez que foram incluídas neste ranking.
A proeza alcançada no PIRLS tem ainda mais impacto tendo em conta as adversidades com que os alunos do 4.o ano se deparam na escola ou em casa: a começar pelos encarregados de educação com fracos hábitos de leitura, passando pelos poucos livros de que dispõem em casa, pelas baixas qualificações dos pais ou ainda pelas condições que os professores dizem ter para exercer a profissão. São factores que colocam Portugal no fundo das tabelas que o PIRLS construiu com base em inquéritos a pais, alunos e docentes. As crianças portuguesas saem a ganhar quando são questionadas sobre disciplina e segurança nas escolas ou ainda perante as expectativas que os pais têm face à educação dos filhos. Estes são os factores que põem Portugal entre os primeiros.
Os alunos do 12º ano de escolaridade vão passar em 2013 a ter que estudar as matérias dos três anos do secundário (10º, 11º e 12º) para os exames nacionais. Até agora os exames só incidiam sobre a matéria dada no próprio ano.
Trata-se de uma alteração (publicada em Agosto) enunciada numa portaria da secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, que foi hoje relembrada pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) no seu site oficial, segundo o jornal Público.
Perante a nova lei, os exames nacionais de Português (639), Matemática A (635), História A (623) e Desenho A (706) vão incidir a partir de 2013 nos programas do 10º, 11º e 12º anos.
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As notas de acesso aos exigentes cursos de Medicina desceram todas este ano, com a mínima a situar-se nos 17,8 valores na Universidade dos Açores, segundo o Ministério da Educação e Ciência.
Essa foi a nota do último aluno admitido no curso Ciclo Básico de Medicina em Ponta Delgada.
As notas mais altas - 18,35 valores - verificaram-se nos cursos das escolas da Universidade do Porto: Faculdade de Medicina e o do Instituto de Ciências Médicas Abel Salazar.
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A Associação Nacional de Professores do Ensino Profissional (ANPEP) considerou que o Governo está a agir de uma forma "precipitada" ao pretender que 50% dos alunos do 10.º ano de escolaridade sigam, já este ano lectivo, a via profissional.
"Sinceramente, não sei como será possível pensar isso, a não ser que se vá brincar um pouco com estes números. O ministro fala em aumentar os cursos de aprendizagem, mas ainda não nos chegou essa informação. Estamos a trabalhar no terreno do desconhecido", disse a presidente da ANPEP, Teresa Fonseca.
Para a dirigente, levar 50% dos alunos à via profissionalizante, no próximo ano lectivo, é "completamente impensável", tendo em conta que Portugal tem actualmente 110 mil alunos no ensino profissional e os alunos no ensino secundário rondam os 350 mil.
"Em cursos de dupla certificação já vai havendo um número substancial de alunos, mas não chega aos 50%", acrescentou, referindo que o aumento do número de discentes por turma, para 30, também dificulta a meta proclamada pelo ministro Nuno Crato.
"Estamos muito na base da especulação, na base daquilo que pensamos que vai acontecer. Tem saído muita legislação depois do final do ano lectivo [anterior], com pouco tempo de preparação das escolas e do corpo docente para aquilo que o ministro quer. Parece-me que está a ser tudo feito de uma forma precipitada", frisou a dirigente da ANPEP, em declarações à agência Lusa.
Após um encontro com parceiros sociais, para discutir a proposta governamental de reprogramação do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) - que assume como vectores gerais o reforço dos apoios ao emprego e aos desempregados e o estímulo às empresas-, ministro da Educação disse que "chegar aos 50% na parte da escolaridade obrigatória no ensino profissional é um objectivo que faz sentido para o país" e considerou-o possível "ainda este ano".
"É evidente que as escolas acabam por ter de dar resposta, se forem obrigadas a fazê-lo. Agora, quando queremos fazer as coisas com qualidade e uma forma estruturada, temos de dar tempo às escolas para se organizarem. Um ano lectivo não se prepara em agosto, começa-se a preparar em Fevereiro ou Março do ano anterior, respondeu a presidente da ANPEP.
Teresa Fonseca sublinhou mesmo que o país tem os centros de emprego "cheios de indivíduos com quase nenhuma qualificação, o que dificulta a sua integração no mercado de trabalho", mas assinalou que "não está traçada ainda, de uma forma clara, uma linha de acção em relação a esta matéria. Citou, a propósito, dúvidas sobre "quem vai agarrar" a formação de adultos, nomeadamente a ministrada no âmbito dos centros Novas Oportunidades.
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O Governo adiou a extinção dos Centros de Novas Oportunidades, permitindo que estes continuam em funcionamento até ao final deste ano. A informação foi avançada pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, em comunicado.
«A título excecional, os Centros de Novas Oportunidades poderão prosseguir a sua atividade até 31 de dezembro de 2012», pode ler-se no documento, que justifica a medida com «a inexistência de novo enquadramento legislativo e financeiro» que permita a imediata extinção dos Centros de Novas Oportunidades. Esta medida visa ainda «assegurar a resposta ao público que pretende aumentar as suas qualificações», acrescenta o comunicado.
A nova orientação abrangerá tanto os centros em regime de auto-financiamento como os que funcionam ao abrigo do Programa Operacional de Potencial Humano e ainda aos que são financiados pelo orçamento das respetivas tutelas, previsto no Orçamento de Estado.
Recorde-se que a extinção dos Centros de Novas Oportunidades, no atual modelo, foi uma das promessas eleitorais da campanha de Pedro Passos Coelho, que demonstrou vontade de renovar o sistema de formação profissional, substituindo-o por outro mais eficaz. Uma promessa que fica assim adiada até, pelo menos, 31 de dezembro. «Durante este prolongamento [n.d.r. até ao final do ano] serão concluídos os trabalhos para a criação dos Centros de Qualificação e Ensino Profissional», o tal novo modelo.
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Nova lei determina que o transporte escolar é gratuito até ao final do terceiro ciclo do ensino básico e também para estudantes menores ou com necessidades educativas especiais.
Foi publicado esta quinta-feira o decreto-lei que estabelece a escolaridade obrigatória entre os seis e os 18 anos de idade.
O diploma salienta que o ensino é gratuito, o que se traduz na isenção total de propinas, taxas e emolumentos relacionados com a matrícula, inscrição, frequência escolar e ainda certificação.
Quanto ao transporte escolar, é gratuito até ao final do terceiro ciclo do ensino básico e também para estudantes menores ou com necessidades educativas especiais.
O diploma, que foi publicado esta quinta-feira em Diário da República, prevê também a constituição temporária de grupos de alunos com características semelhantes em termos de desempenho escolar, de modo a prevenir o abandono e o insucesso escolares.
As novas regras entram em vigor no próximo ano lectivo - 2012/2013.
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