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PSI20 em queda com Europa, cautela com plano Trump e BCE

Quinta-feira, 27.04.17

O índice accionista PSI20 .PSI20 cai 0,15 pct, acompanhando as descidas da Europa, com os investidores cautelosos quanto à credibilidade de um plano de corte de impostos da administração de Donald Trump nos EUA e antes das conclusões da reunião de política monetária do BCE, segundo dealers.

 

* O português PSI20 segue nos 5.047,3 pontos.

 

* O Millennium bcp BCP.LS perde 0,93 pct para 0,202 euros.

 

* As unidades de participação da Caixa Económica Montepio Geral MPIO.LS seguem estáveis nos 0,41 euros.

 

* O BPI, que o espanhol Caixabank CABK.MC passou a controlar em 84,52 pct, teve um prejuízo de 122,3 milhões de euros, contra um lucro de 45,8 ME há um ano atrás, após ter sido sido fortemente penalizado pela venda de 2 pct do Banco de Fomento Angola (BFA) e a sua desconsolidação. acções do banco, agora fora do PSI20, sobem 1,3 pct para 1,069 euros.

 

* A petrolífera Galp Energia GALP.LS perde 1,31 pct para 14,26 euros.

 

O BPI subiu o preço-alvo que atribui à Galp para 15,3 euros, de 15,15 euros. "As perspectivas de crescimento da Galp permanecem acima da média da indústria", afirmaram Flora Trindade e Bruno Silva, analistas do BPI, numa nota.

 

"A subida do alvo reflecte a incorporação do negócios Exxon Mobil/ENI como referência para Moçambique e um corte em Angola, compensado por um 'upgrade' no Brasil, 'refinação & marketing' e 'gás & energia'".

 

* O preço dos futuros do petróleo Brent LCOc1 perde 1,1 pct para 51,25 euros por barril.

 

* O operador postal CTT CTT.LS perde 1,02 pct para 5,31 euros.

 

* A 'holding' Pharol PHRA.LS , maior accionista da telecom brasileira Oi OIBR4.SA , cai 3,76 pct para 0,26 euros.

 

* As acções da EDP-Energias de Portugal EDP.LS ganham 0,19 pct para 3,11 euros.

 

* A EDP (SA:ENBR3) Renováveis EDPR.LS desvaloriza 0,16 pct para 6,97 euros.

 

O 'board' da EDP Renováveis vê o preço da Oferta Pública de Aquisição da EDP a 6,8 euros por acção como "adequado", alertando que, quando decidirem se aceitam ou não a oferta, os accionistas devem ter em atenção os riscos de liquidez no futuro. A construtora Mota Engil MOTA.LS soma 3,92 pct para 2,39 euros.

 

* As acções da telecom NOS sobem 0,94 pct para 5,39 euros.

 

O lucro da NOS terá subido 12 pct para 27,4 milhões de euros no primeiro trimestre de 2017, apoiado em maiores vendas, na recente subida dos preços dos pacotes de telecoms e num menor capex para a expansão de rede fibra, segundo uma Poll. O clima económico de Portugal melhorou pelo quarto mês consecutivo em Abril de 2017 e a confiança dos consumidores tocou o máximo em quase 20 anos, num claro sinal que a economia está a acelerar o ritmo de crescimento, segundo o Instituto Nacional de Estatística. EM QUEDA

 

* Reflectindo a tendência europeia como um todo, o STOXX 600 .STOXX , que segue as 600 maiores cotadas da região, recua 0,37 pct. O Eurofirst 300 .FTEU3 desce 0,35 pct, enquanto o STOXX 50 .STOXX50 , que segue um conjunto mais restrito de 'blue chip', cai 0,32 pct.

 

* O Shanghai Shenzhen CSI300 .CSI300 , principal índice accionista da China, fechou a ganhar 0,07 pct. Por sua vez, o Shanghai SE Composite .SSEC subiu 0,37 pct. Em Hong Kong, o Hang Seng .HSI somou 0,49 pct, enquanto a Bolsa de Tóquio .N225 desvalorizou 0,19 pct.

 

* Em Wall Street, o Nasdaq .IXIC subiu 0,37 pct, o S&P 500 .SPX desvalorizou 0,05 pct e o Dow Jones Industrial Average .DJI contraiu 0,10 pct.

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 13:33

Nasdaq ultrapassa marco 6.000 pontos pela primeira vez

Terça-feira, 25.04.17

O Nasdaq ultrapassou o marco de 6.000 pontos pela primeira vez esta terça-feira, estimulado pela série dos fortes ganhos corporativos e pela promessa do presidente Donald Trump de um grande plano da reforma fiscal.

Este índice tecnológico sobe 0,55 pct, após ter atingido o máximo recorde de 6.022,58, ajudado pelos ganhos na Biogen BIIB.O e Apple AAPL.O .

O índice quebrou o marco dos 5.000 pela primeira vez a 7 de Março de 2000 e fechou acima desse nível dois dias mais tarde, na altura do 'boom' tecnológico.

As acções da Biogen subiram mais de 4 pct após a empresa de biotecnologia ter divulgado esta terça-feira o lucro e a receita trimestrais melhores do que o esperado. Dow Jones Industrial Average .DJI sobe 1,07 pct, o S&P 500 .SPX soma 0,52 pct, o Nasdaq Composite .IXIC avança 0,49 pct.

Na semana passada Trump prometeu fazer um anúncio de "uma grande reforma tributária e uma redução de impostos" na quarta-feira. O presidente ordenou aos seus assessores para avançarem rapidamente com um plano para cortar a taxa do imposto sobre o rendimento das sociedades para 15 pct de 35 pct, disse um funcionário da administração de Trump na segunda-feira. dos 11 principais sectores do S&P 500 sobem, com o sector dos materiais .SPLRCM e o sector financeiro .SPSY a mostrarem o melhor desempenho.

Os lucros melhores do que o esperado da McDonald's MCD.N e Caterpillar CAT.N ajudaram o Dow a superar outros grandes índices de Wall Street.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 20:57

Todos os contribuintes têm a partir de hoje e até ao final de maio para entregar a declaração de IRS

Sábado, 01.04.17

Todos os contribuintes têm a partir de hoje e até ao final de maio para entregar a declaração de IRS, independentemente do tipo de rendimento que tenham recebido em 2016 ou da forma como o queiram fazer.

 

Este ano, o prazo para a entrega da declaração de Imposto do Rendimento de pessoas Singulares (IRS) será igual para todos os contribuintes, independente do tipo de rendimentos (pensionistas, de trabalho, recibos verdes ou outros) e da entrega da declaração (na Internet ou no papel): entre 01 de abril e 31 de maio.

 

Outra das principais alterações da entrega do IRS este ano, que se refere aos rendimentos de 2016, é o preenchimento automático da declaração para os pensionistas ou trabalhadores por conta de outrem sem dependentes ou ascendentes a cargo.

 

Estes contribuintes vão ter duas opções: o IRS Automático, uma declaração automática de IRS, preenchida com base nos dados conhecidos da AT, e a declaração de IRS (que também terá informação já pré-preenchida).

 

No caso do IRS Automático, o Ministério das Finanças estima que os reembolsos se realizem no prazo máximo de quinze dias após a confirmação da declaração pré-preenchida. Nos restantes casos, as Finanças esperam que o prazo médio de reembolso seja inferior a 30 dias.

 

Estas são duas das principais diferenças da entrega do IRS este ano, que se refere aos rendimentos de 2016, e que tem várias alterações no que diz respeito à forma como será entregue a declaração, mas também nas deduções que os contribuintes podem ter no imposto a pagar.

 

Eis algumas das principais alterações no IRS este ano:

 

Preenchimento automático da declaração de IRS

Para os pensionistas ou trabalhadores por conta de outrem sem dependentes ou ascendentes a cargo, a declaração de IRS passará este ano a ser automática. Isto quer dizer que os contribuintes que entreguem a declaração pela Internet vão encontrar, no Portal das Finanças, a declaração automaticamente preenchida pela Autoridade Tributária.

A declaração vai conter os rendimentos auferidos em 2016 (transmitidos pelas empresas), bem como as despesas efetuadas, que foram introduzidas no e-fatura, estando assim pronta a confirmar e submeter.

 

Os contribuintes vão encontrar também a liquidação do imposto, ao contrário dos anos anteriores em que existia apenas uma simulação.

 

Assim, o contribuinte deve consultar a declaração e garantir que a informação está correta, confirmar e submeter a liquidação, ficando com a sua situação fiscal de 2016 regularizada.

 

Caso considere que há erros, pode corrigi-los manualmente, mas, nesse caso, perde o acesso à informação que foi introduzida automaticamente. No caso das despesas, deverá então introduzir todas as despesas manualmente – devendo guardar as respetivas faturas durante quatro anos.

 

 Declaração conjunta

A partir deste ano, os contribuintes casados e em união de facto podem optar pela tributação conjunta independentemente da altura em que entreguem a declaração de IRS.

 

Em 2015, a tributação conjunta podia ser exercida apenas dentro do prazo de entrega. Caso o queiram fazer, os contribuintes têm dois anos para corrigir a situação fiscal de 2015.

 

Opção pelo englobamento

Este ano os contribuintes podem optar pelo ‘englobamento’, que, segundo explicou Luís Leon, fiscalista da Deloitte, consiste em trocar a taxa especial ou taxa liberatória de 28%, que se aplica aos rendimentos como juros de depósitos bancários, dividendos de sociedades ou rendimentos prediais, pelas taxas normais de IRS que vão de 0% até 56,5%, incluindo a taxa adicional de solidariedade e a sobretaxa de IRS.

 

“Os contribuintes devem fazer todos os anos a simulação da opção pelo ‘englobamento’ para perceber se é vantajosa ou não”, afirmou o fiscalista da Deloitte.

 

Eliminação do quociente familiar e aumento da dedução por dependente

O Governo eliminou o quociente familiar introduzido pelo anterior executivo com a Reforma do IRS e voltou ao quociente conjugal, ao mesmo tempo que aumentou a dedução dos dependentes e ascendentes em 225 euros, o que significa que passa a existir uma dedução fixa de 600 euros por cada dependente e de 525 euros por cada ascendente que viva juntamente com o agregado familiar e cujos rendimentos não excedam a pensão mínima do regime geral.

 

Sobretaxa de IRS

Aos contribuintes que receberam até 7.070 euros em 2016 não vai ser aplicada sobretaxa de IRS, enquanto os que auferiram entre esse montante e até 20.000 euros será aplicada uma sobretaxa de 1%.

 

Os que ganharam entre 20.000 e 40.000 euros vão ter uma sobretaxa de 1,75% e aos trabalhadores que tenham auferido entre esse montante e os 80.000 euros será aplicada uma sobretaxa de 3%.

 

Acima dos 80.000 euros será aplicada uma sobretaxa de 3,5%.

 

Em relação aos rendimentos de 2016, a sobretaxa de IRS será aplicada progressivamente sobre a parte da remuneração que exceda o salário mínimo nacional, quando no passado era de 3,5% para todos os níveis de rendimento.

 

Aumento da dedução em casos de deficiência

Aumento da dedução por dependente com deficiência e por cada ascendente com deficiência que não aufira rendimento superior à pensão mínima do regime geral e que viva em comunhão de habitação com o sujeito passivo, para uma importância igual a 2,5 vezes o valor do IAS de 2016, ou seja, 1.048,05 euros,

 

Despesas do e-fatura

Tal como no ano passado, os contribuintes serão questionados sobre se pretendem aceitar as despesas comunicadas diretamente à AT através do e-fatura (no anexo H, relativo aos benefícios fiscais e deduções).

 

Aqui incluem-se as despesas gerais familiares, que preveem a dedução à coleta correspondente a 35% do valor das despesas suportadas pelos membros do agregado familiar com um máximo de 250 euros por sujeito passivo. É o caso das contas com o supermercado, por exemplo.

 

Além disso, os contribuintes terão a dedução de 15% do IVA suportado por qualquer membro do agregado familiar em despesas com serviços de reparação e manutenção de veículos e motociclos, alojamento e restauração, cabeleireiros e estética. Este ano, pela primeira vez, entram neste bolo as despesas com veterinários e dedução de 100% do IVA gasto com passes sociais.

 

Neste tipo de despesas, a dedução é limitada a 250 euros por agregado, desde que documentado com fatura.

 

Despesas com refeições escolares

As despesas com refeições escolares feitas em 2016 estão fora do e-fatura e devem ser inseridas na declaração de IRS, independentemente da entidade que presta o referido serviço e da taxa de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) aplicada, disse o Ministério das Finanças à agência Lusa.

 

Isto significa que, conforme explicou à agência Lusa o fiscalista Luís Leon, da consultora Deloitte, se os contribuintes quiserem beneficiar destas despesas terão de prescindir de toda a informação que está já pré-preenchida no e-fatura para colocar essa informação – e a das restantes faturas. Recorde-se que, neste caso, terá de guardar as faturas por quatro anos.

 

As despesas com refeições escolares passam a ser consideradas como despesas de educação, independentemente da entidade que presta o referido serviço e da taxa de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) aplicada.

 

Está prevista a dedução de 30% das despesas com educação e formação por cada elemento do agregado familiar, até 800 euros. Inclui, entre outras, despesas com creches, jardins-de-infância, propinas, livros e manuais escolares.

 

Despesas de saúde

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 10:40

Santoro " E tudo o vento levou"

Quarta-feira, 15.02.17

Já se sabia que a Santoro tinha decidido vender a sua posição no capital do BPI, depois da oferta pública de aquisição (OPA) do CaixaBank. O que não se sabia era se tinha vendido todas as acções ou se tinha mantido alguns títulos.

 

Esta quarta-feira, 15 de Fevereiro, a Santoro revelou que vendeu as 270,6 milhões de acções que detinha no BPI, um valor que representava 18,576% do capital da instituição financeira.

 

"Na sequência da venda referida (…) a Santoro deixou de deter quaisquer acções representativas do capital social do BPI", pode ler-se no comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 20:38

SMS de Centeno para Domingues foram reveladas

Quarta-feira, 15.02.17

Mensagens que terão sido enviadas pelo ministro das Finanças a António Domingues mostram que Centeno negociou dispensa de entrega de declaração de património para administração da Caixa.

 

O conteúdo de algumas mensagens de SMS reveladas esta quarta-feira pela SIC Notícias e pelo Observador indicam que durante as negociações entre Mário Centeno e António Domingues, o ministro das Finanças tentou que a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) fosse dispensada de apresentar declaração de património no Tribunal Constitucional.

Segundo a SIC Notícias, que cita fontes próximas do antigo presidente da CGD, numa mensagem enviada por Mário Centeno a António Domingues, o ministro dá a entender que já tinha conseguido que o polémico decreto-lei não incluísse a obrigação da entrega da declaração de património.  

Numa outra mensagem também revelada à SIC Notícias, o ministro explica ao banqueiro que há atraso no processo porque nas conversas entre Costa e Marcelo, o Presidente da República insistia muito na referência expressa à apresentação da declaração de património.

A informação revelada pelo Observador vai no mesmo sentido - parecendo assim referir-se à mesma troca de mensagens. O jornal escreve que alguns SMS trocados entre Centeno e Domingues têm detalhes não só sobre a forma como se iria evitar a declaração de rendimentos, como também se descreve a oposição do Presidente a essa solução. 

O teor destas mensagens parece indicar assim que o ministro das Finanças ia informando António Domingues sobre os desenvolvimentos para o cumprimento das condições que o ex-presidente da Caixa terá colocado para aceitar o cargo e que o assunto ia sendo discutido ao mais alto nível entre o primeiro-ministro e o Presidente da República.

Além disso, as mensagens parecem deixar claro que apesar da oposição do Presidente, o decreto-lei que alterou o Estatuto do Gestor Público, aprovado no Conselho de Ministros de 8 de Junho, acabou por vingar na versão que terá sido defendida por Mário Centeno, que era de omitir a dispensa de obrigação de entrega da declaração no TC.

O ministro das Finanças admitiu esta segunda-feira que houve conversas informais sobre declarações, mas que não houve acordo sobre o assunto.

O antigo líder da Caixa demitiu-se no final de Novembro depois da polémica em torno da entrega das declarações de património no TC.
 
 
In' Jornal de Negócios

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Publicado por Planeta Cultural às 19:56

Saiba quais são os melhores depósitos e aplicações

Segunda-feira, 31.10.16

Só dois depósitos oferecem taxas líquidas acima de 1%

 

A taxa de juro média dos novos depósitos de particulares voltou a cair em agosto para um novo mínimo histórico, em 0,38%, e alguns bancos, como o BPI ou o Santander, já pagam mesmo virtualmente zero por estas aplicações. De acordo com os dados reunidos pela Proteste Investe, existem apenas oito depósitos no mercado, para maturidades a 12 meses e aplicações até 10.000 euros, onde é possível conseguir um juro bruto superior a 1%, e a maioria está reservada para novos clientes ou capitais.

 

O BNI Europa e o Banco Invest oferecem taxas de juro brutas de 1,85% e 1,75%, respetivamente. Estes são aliás os únicos depósitos a pagar mais de 1% em termos líquidos. Já em termos brutos, consegue ainda taxas superiores a 1% no Montepio, Banco privado Atlântico Europa, ActivoBank e Banco BIC.

 

Certificados de Reforma

 

Nasceram em 2008 e ficaram conhecidos como os “PPR do Estado” por terem condições fiscais semelhantes aos Planos Poupança Reforma (PPR). Têm no entanto desvantagens face aos tradicionais PPR: não permitem adequar a exposição ao risco de acordo com o perfil do aforrador; não garantem o capital, ao contrário do que acontece na maioria dos seguros PPR; e não permitem o resgate antecipado, ainda que com penalizações.

 

Trata-se de unidades de participação de um fundo de capitalização criado e gerido pelo Estado. As contribuições mensais são calculadas a partir da sua base salarial (2%, 4% ou 6%), o que significa que tem também pouca flexibilidade para adaptar a periodicidade e os montantes das entregas. Em contrapartida, oferecem comissões mais baixas do que a maioria dos PPR e são impenhoráveis. Rendem no último ano 2,29%, ou 2,97%, em termos anualizados, nos últimos 36 meses.

 

Taxas negativas pressionam Certificados de Aforro

 

As taxas de juro do mais antigo produto de poupança do Estado continuam a bater mínimos históricos. Quem subscrever Certificados de Aforro (CA) em outubro recebe 0,669%, o valor mais baixo de sempre e tudo devido à fórmula de cálculo de juros desta aplicação. Os CA pagam a taxa Euribor a três meses acrescida de 1%.

 

O problema é que a Euribor está negativa, o que significa que, o que deveria somar, afinal subtrai. Os prémios de permanência também não são impressionantes. É necessário manter a aplicação por mais de cinco anos para receber mais um ponto percentual. Até lá recebe apenas 0,5%, a partir do segundo ano. Até setembro, os portugueses investiram apenas 610 milhões de euros em CA e resgataram no mesmo período 450 milhões.

 

PPR

 

São o clássico produto de poupança para a reforma. Além de beneficiarem igualmente de condições fiscais mais favoráveis à saída, como os seguros de capitalização ou os unit-linked, os PPR recuperaram em 2015 também os benefícios fiscais à entrada, dos quais estavam privados desde 2011. Assim, no IRS deste ano, passou a ser possível descontar novamente 20% dos prémios entregues no ano anterior, até um limite de 400 euros. Mas há diferenças face ao passado: Existe hoje um único limite geral para todas as deduções à coleta de IRS, onde entram, além das deduções com PPR, também as despesas com educação, saúde, lares ou imóveis.

 

Pode optar por um seguro ou fundo PPR. Regra geral, o primeiro oferece garantia de capital e um rendimento mínimo, o mesmo não acontece nos fundos PPR, onde fica exposto a mais risco, o que significa ganhos ou perdas potenciais superiores.

 

Unit-linked

 

São um híbrido de seguros de capitalização com fundos de investimento. Ou seja, são seguros ligados a um fundo de investimento o que significa que não garantem o capital e são constituídos por unidades de participação cuja performance está dependente das decisões de investimento dos gestores.

 

Mas, tal como um seguro de capitalização, de “seguro” só têm o nome e oferecem igualmente vantagens fiscais (ver caixa ao lado). Entre os 184 unit-linked em comercialização em Portugal, 45 registaram perdas em 2015. O BBVA Unit Linked, gerido pela Zurich, alcançou a melhor performance no último ano com ganhos de 30,2%. No entanto, é preciso lembrar que rendibilidades passadas não são garantia de ganhos futuros.

 

Seguros de capitalização

 

Têm o nome de “seguros” mas são produtos de capitalização, não cobrindo qualquer tipo de risco. A maioria garante o capital e um rendimento mínimo. A principal mais-valia destes produtos são os benefícios fiscais, semelhantes aos dos PPR – até ao quinto ano pagam 28% sobre o rendimento; mantendo a aplicação por mais de cinco anos e até ao oitavo ano, a tributação cai para 22,4%; a mais de oito anos paga apenas 11,2%.

 

Em relação a um PPR têm ainda a vantagem de oferecer maior flexibilidade no resgate mas, em contrapartida, tendem a ter comissões elevadas. Tal como tem acontecido nos depósitos, também aqui as seguradoras têm vindo a cortar nas taxas de juro mínimas garantidas, embora a maioria destes produtos permita ainda a participação nos resultados dos fundos subjacentes. Ainda assim, é possível encontrar taxas garantidas superiores a 2%, nomeadamente na Lusitânea, que ainda garante taxas de 2,35% e 2,2% para subscrições em 2016.

 

Certificados do Tesouro

 

Em pouco mais de seis anos, os portugueses já investiram quase 10,5 mil milhões de euros em Certificados do Tesouro, quase tanto quanto o stock de Certificados de Aforro. Atualmente apenas os Certificados do Tesouro Poupança Mais estão em comercialização, e embora paguem menos do que a sua primeira versão, lançada em 2010, continuam a ser uma das alternativas mais interessantes do mercado em termos de remuneração.

 

As taxas são crescentes ao longo de cinco anos, respetivamente de 1,25%, 1,75%, 2,25%, 2,75% e 3,25%, a que corresponde uma taxa de juro média de 2,25%. Oferecem ainda a possibilidade de somar um prémio, no quarto e quinto anos da aplicação, em caso de crescimento real do PIB.

 

Os depósitos do tudo ou nada

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 20:03

Contribuintes que não validem declaração automática do IRS, perdem benefícios e deduções fiscais

Sexta-feira, 14.10.16

O Governo vai tornar o procedimento automático em 2017 para trabalhadores dependentes, reformados e pensionistas. Contribuintes que não validem declaração perdem benefícios e deduções.

 

 

No próximo ano, os trabalhadores por conta de outrem, sem filhos, não vão precisar de entregar a declaração de imposto sobre os rendimentos (IRS). A medida, que deverá abranger também reformados e pensionistas, consta da proposta do OE/17, cuja versão preliminar ontem levada a Conselho de Ministros, o Jornal Económico teve acesso. Os contribuintes que não validarem a declaração que será preenchida com dados recolhidos pelo Fisco arriscam-se a perder algumas deduções à colecta e benefícios fiscais que ajudam a abater a factura do imposto.

 

Segundo o documento, a Autoridade Tributária (AT) passará, assim, a disponibilizar já em 2017 no Portal das Finanças uma declaração de rendimentos provisória por cada regime de tributação, separada e conjunta, quando aplicável; a correspondente liquidação provisória do imposto; e os elementos que serviram de base ao cálculo das deduções à coleta.

 

Os contribuintes deverão confirmar a declaração provisória depois de verificarem que os elementos apurados pela AT correspondem aos rendimentos do ano a que o imposto respeita e a outros elementos relevantes para a sua concreta situação tributária. Com esta confirmação, a declaração passa ser considerada entregue pelo sujeito passivo nos termos legais. No caso de erros ou divergências detectadas, os contribuintes terão de submeter uma nova declaração.

 

O Executivo prevê uma disposição transitória relativa às liquidações de IRS de 2016 decorrentes da determinação automática dos elementos relevantes pela AT. Ou seja na entrega das declarações de IRS no próximo ano ficarão, para já, excluídas as famílias com filhos ou com deduções relativas a ascendentes.

 

“Aplica-se apenas aos sujeitos passivos que não tenham dependentes a cargo nem deduções relativas a ascendentes”, lê-se no documento.

 

A disposição transitória fixa ainda a possibilidade de os contribuintes poderem na declaração de rendimentos respeitante ao ano de 2016, declarar (substituir) o valor das despesas referentes a saúde, imóveis e encargos com lares.

 

 Fisco corta deduções e benefícios para quem não validar

 

Caso o contribuinte não tenha validado a declaração automática, esta passa a ser automaticamente aceite pelo Fisco e não poderá abater ao IRS as deduções fixas por filho (600 euros), bem como os benefícios fiscais no caso de pessoas deficientes e outros benefícios fiscais que garantem a redução do imposto a pagar.

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 19:03

Tesla lança carro eléctrico mais rápido do mundo (bate Porsches e Ferraris)

Quinta-feira, 25.08.16

Tesla.jpg

A Tesla lançou uma nova versão do Model S com uma potente bateria cuja aceleração supera os superdesportivos.


É o carro de produção em série mais rápido do mundo. É movido a electricidade, não usa combustíveis fósseis. A Tesla anunciou o lançamento do Model S P100D, que vai dos zero aos cem em 2,7 segundos. Um registo que supera os alcançados por marcas ilustres como a Porsche e Ferrari.

 

Os únicos automóveis capazes de lhe fazer frente são o Ferrari LaFerrari e o Porsche 918 Spyder, aponta a Tesla, mas ambos já não são produzidos, a sua produção era limitada e custavam milhões de euros. Já o Model S P100D "Ludicrious Mode" vai custar 119 mil euros.

 

A sua aceleração deve-se à bateria de 100 kilowatts hora (KWh) que permite uma autonomia de 613 quilómetros e uma aceleração dos zero às 60 milhas por hora (96,5 quilómetros hora) em 2,5 segundos. A verdade é que existem automóveis que igualam esta marca, mas são protótipos ou são modelos de pista, como o Ariel Atom 350 R ou o Radical RXC. De velocidade máxima, o Tesla alcança os 250 quilómetros por hora.

 

E em termos de conforto, a Tesla destaca que, regra geral, os superdesportivos têm dois lugares e pouco espaço de bagagem, enquanto o Model S tem quatro portas, conta com capacidade para transportar cinco adultos mais duas crianças, com muito espaço para a bagagem.

 

Além do sedan Model S, o jipe urbano da Tesla também vai ter uma versão "Ludicrious Mode". O Model X P100D vai ter assim uma autonomia para 542 quilómetros e vai dos zero às 60 milhas por hora em 2,9 segundos, ou dos zero aos 100 em 3,1 segundos. Os preços começam nos 120 mil euros.

 

A marca liderada por Elon Musk sublinha que os preços elevados praticados nestes modelos vão servir para financiar o Model 3, o modelo mais barato da Tesla, ainda não lançado.

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 20:56

Pensão Mensal Vitalícia de ex-titulares de cargos políticos

Sábado, 13.08.16

Beneficiários de subvenção mensal vitalícia da responsabilidade da Caixa Geral de Aposentações é o nome de uma lista de 332 pessoas onde constam muitos dos políticos portugueses. Ex-governantes, ex-deputados, é uma lista generosa para curiosos.

 

A CGA, sob tutela do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, foi obrigada a divulgar os nomes dos seus beneficiários, "no cumprimento do dever de transparência do Estado no que respeita a rendimentos auferidos no exercício de funções públicas, pagos em obediência a critérios legais objectivos".

 

A Subvenção Mensal Vitalícia é um direito dos ex-titulares de cargos políticos consagrado na Lei.

 

São ex-deputados e políticos que recebem subvenções vitalícias do Estado, como por exemplo, Assunção Esteves, que foi presidente da Assembleia da República entre 2011 e 2015, e recebe mensalmente 3432,78 euros.  

 

O actual presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues tem uma pensão de 2.635 euros. No entanto, o presidente da Assembleia da República tem definida como situação actual a “redução total” do valor, por estar no activo e no caso concreto, num cargo público.

 

Armando Vara recebe parte (por imposição legal) de uma pensão de 2.199,50 euros.

 

Os ex-governadores de Macau: Carlos Melancia recebe 9.727 euros e Vasco Rocha Vieira recebe 13,6 mil euros, um desde 1998 e outro desde 2000. Embora Rocha Vieira tenha a sua pensão com "redução parcial", por imposição legal.

 

José Pacheco Pereira recebe parte (por imposição legal) de uma pensão atribuída de 2.207,34 euros

 

Alípio Dias, por exemplo recebe 1.289,05 euros da CGA, porque antes de ser banqueiro trabalhou no Governo.

 

Já Fernando Faria de Oliveira, actual presidente da Associação Portuguesa de Bancos, tem-lhe atribuída uma pensão vitalícia de 3.228,24 euros, mas que está com redução total por imposição legal.

 

A Pedro Santana Lopes foi-lhe atribuída uma pensão de 2 199,50 euros,mas está com "redução total", por imposição legal.

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:14

Bolsas em forte alta e juros da dívida em mínimos

Terça-feira, 09.08.16

As principais praças europeias mantiveram esta terça-feira a tendência de ganhos, com o Dax a entrar em "mercado touro". Isto numa sessão em que os juros da dívida renovação mínimos de Janeiro.

 

Os mercados em números
 

PSI-20 subiu 1,47% para 4.772,21 pontos

Stoxx 600 avançou 0,92% para 344,67 pontos

S&P 500 perde 0,25% para 2.186,36 pontos

"Yield 10 anos de Portugal caiu 2,5 pontos base para 2,801%

Euro valoriza 0,22% para 1,1112 dólares

Petróleo desce 0,02% para 45,38 dólares por barril, em Londres

Bolsa alemã em "mercado touro"

As bolsas europeias viveram um dia positivo, com as expectativas em torno dos estímulos dos bancos centrais a darem confiança aos investidores. O Stoxx 600 valorizou 0,92% para 344,67 pontos, com 18 dos 19 sectores do índice a encerrarem no verde. As cotadas do sector automóvel e da indústria química tiveram as maiores valorizações, com ganhos acima de 2%.

 

O índice da bolsa alemã teve um dos melhores desempenhos, valorizando 2,50%. E desde o mínimo de Fevereiro valoriza já 22%, entrando no que tecnicamente se costuma designar como mercado "touro". Cotadas como a Munich Re, a Lufthansa e a Infineon ganharam mais de 4% esta sessão. Nos EUA, o S&P 500 segue em máximos históricos, com o índice que agrega as 500 maiores capitalizações da bolsa americana a valorizar 0,25% para 2.186,36 pontos.

 

"Cada vez que a volatilidade começa a surgir, os responsáveis de política monetáriacomeçam a tentar controlá-la. E os investidores começam a perceber que há uma espécie de protecção", disse Michael Kelly, responsável pela estratégia de multi-activos da PineBridge Investments, citado pela Bloomberg.

 

A bolsa portuguesa acompanhou os ganhos, com o PSI-20 a subir 1,47% para 4.772,21 pontos. Nenhuma cotada perdeu valor, enquanto 13 das 18 empresas do índice avançaram mais de 1%.

 

Taxa a dez anos no valor mais baixo desde Janeiro

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:10



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