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Novo tratamento para diabetes do tipo 1 descoberto em Espanha

Quinta-feira, 16.05.13

Cientistas do Instituto de Investigação em Ciências da Saúde Germans Trias i Pujol, em Espanha, descobriram um novo tratamento para a diabetes do tipo 1, testado com resultados positivos em ratos de laboratório.

 

O estudo, realizado pelo grupo de Imunologia da Diabetes, foi publicado na quarta-feira na revista científica Plos One, segundo fontes do instituto.

 

Atuando como uma vacina, o tratamento baseia-se na extração de células dendríticas do sistema imunitário do paciente e na sua modificação 'in vitro', para que ao serem reintroduzidas travem a destruição das células produtoras de insulina.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:47

Mastectomia realizada por Angelina Jolie faz-se em Portugal há 10 anos no SNS

Terça-feira, 14.05.13

Angelina Jolie revelou hoje que fez uma dupla mastectomia.

 

A extração dos seios feita pela atriz norte-americana Angelina Jolie para prevenir o cancro da mama é uma cirurgia que já se faz em Portugal há uma década e de forma gratuita em hospitais públicos, segundo um especialista.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS), José Luís Passos Coelho, explicou à Lusa que a extração preventiva dos dois seios (mastectomia dupla), em casos de pessoas com risco muito elevado de cancro da mama, “já se faz há muito tempo” em Portugal.

O serviço mais antigo é o do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, com cerca de dez anos, a que se seguiu o do Porto, posteriormente o de Coimbra e, mais recentemente, o Hospital de Santa Maria.

O médico explicou, contudo, que é um “grupo muito restrito” de mulheres o que é referenciado para este tipo de consulta e a quem é recomendada a cirurgia, cabendo sempre à mulher a decisão.

“Das pessoas que vêm a desenvolver cancro da mama são muito poucas as que têm um risco tão grande. O facto de se nascer mulher tem o risco de uma em cada sete vir a desenvolver a doença, se viver até aos 70 anos. Estes casos de risco muito elevado são raros, são menos de 5% as mulheres em que há risco de transmissão hereditária”, explicou.

Normalmente são pessoas com vários casos na família e com parentescos diretos e que, por isso, são seguidas numa consulta de risco familiar, onde são estudadas para verificar se têm alteração dos genes BRCA1 e BRCA2.

“Se tiverem esse gene mutado têm um risco superior a 70% de vir a ter cancro da mama e cerca de 50% [de poder ter]cancro dos ovários”, disse, acrescetando que, nesses casos, é proposta uma “mastectomia profilática” que reduz esse risco em mais de 90%.

O médico adiantou ainda que, normalmente, é recomendado também a essas mulheres que tirem os ovários depois de terem filhos.

O presidente da SPS refere, a título de curiosidade, que existe uma alteração destes genes que é típica dos portugueses e que em mulheres de outros países onde se encontra esta alteração verifica-se sempre que tem origens portuguesas.

José Passos Coelho, que ainda não tinha tido conhecimento da cirurgia da atriz norte-americana e que “ainda hoje de manhã referenciou uma mulher para essa consulta”, sublinhou que a opção terapêutica é sempre da mulher, que pode optar por uma alternativa terapêutica, com base em medicamentos, que reduz a probabilidade, embora não tanto como a cirurgia.

Quanto à percentagem de mulheres portuguesas que aceitam submeter-se a essa operação preventiva, o médico desconhece a incidência, mas aponta que há um peso cultural muito grande.

Como exemplo refere a população holandesa, que tem uma adesão muito grande a este tipo de cirurgia, contrariamente à norte-americana, cuja adesão é baixíssima.

Uma coisa é certa, sobre esta matéria não há controvérsia do ponto de vista médico.

Angelina Jolie revelou hoje que fez uma dupla mastectomia para prevenir o risco de 87% de contrair cancro da mama, devido à presença do gene BRCA1, herança genética da sua mãe, que morreu com cancro aos 56 anos.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 20:39

Níveis de pólen muito elevados

Quinta-feira, 02.05.13

Os níveis de pólen na atmosfera vão estar muito elevados em todo o continente até quinta-feira da próxima semana, segundo o Boletim Polínico da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) hoje divulgado.


Nos Açores e na madeira os níveis estarão baixos, segundo aquele organismo, cujos especialistas alertam principalmente os doentes com alergia aos pólenes de oliveira, gramíneas e ervas parietária e tanchagem (também conhecida por carrajó).

 

Em Trás-Os-Montes e Alto Douro e região de Vila Real o destaque vai para os pólenes de carvalho, pinheiro, bétula, gramíneas e ervas parietária e tanchagem, enquanto no Douro Litoral e no Porto se juntam a estes a oliveira.

 

Na Beira Litoral e região de Coimbra, os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, principalmente de oliveira, carvalho, pinheiro e de ervas parietária, gramíneas e tanchagem.

 

Já na Beira Interior e na região de Castelo Branco vão registar-se níveis muito elevados no carvalho, oliveira, pinheiro, gramíneas e ervas azeda, tanchagem e parietária.

 

Na Estremadura e Lisboa, assim como no Algarve, a SPAIC realça os pólenes de oliveira, sobreiro, azinheira, carvalho, pinheiro e ervas parietária, tanchagem, gramíneas, azeda e quenopódio (erva formigueira).

 

No Alentejo, o predomínio vai para as mesmas espécies da restante região sul, com exceção para o quenopódio.

 

O Boletim Polínico faz a divulgação semanal sobre os níveis de pólenes existentes no ar atmosférico, obtidos através da leitura de vários postos que fazem uma recolha contínua dos pólenes, em várias regiões do País.

 

 


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Publicado por Planeta Cultural às 21:04

Infarmed deteta exportação ilegal de remédicos em falta nas farmácias nacionais

Terça-feira, 30.04.13

O Infarmed detetou a existência de exportação ilegal de medicamentos, que estavam em falta nas farmácias portuguesas, revelou hoje à Lusa a autoridade do medicamento.


No âmbito de ações inspetivas, o Infarmed descobriu que alguns medicamentos se encontram rateados no mercado nacional porque são canalizados diretamente por distribuidores por grosso para exportação e que, em alguns casos, os distribuidores se abastecem junto de farmácias, «o que configura um incumprimento legal».


«Foram também detetadas situações de exportação ilegal junto de distribuidores, ou seja, em determinado período não foram satisfeitos pedidos de determinados medicamentos por farmácias, verificando-se, no entanto, registo de movimentos de exportação desses mesmos medicamentos nesse mesmo período», sublinha o Infarmed.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:05

Medicamento reduz em 38% o risco de ter cancro da mama

Terça-feira, 30.04.13

Uma revisão de estudos com dados de mais de 83 mil mulheres apontou que moduladores hormonais reduzem em 38% o aparecimento do tumor em mulheres saudáveis com alto e médio risco de desenvolver a doença.


Trata-se da primeira análise de estudos clínicos envolvendo esses remédios, que evitam que o estrogénio faça as células da mama multiplicarem-se no caso de tumores da mama hormonais. Cerca de 70% dos tumores têm esse perfil.


As drogas podem ser indicadas se a mulher, mesmo saudável, tiver um histórico importante da doença na família, lesões precursoras do cancro e/ou mutações genéticas que aumentam a hipótese de desenvolvê-lo.


Em geral, o tratamento é oferecido a mulheres que estão na pós-menopausa.


Segundo os autores da pesquisa, publicada hoje na revista médica inglesa Lancet, já se sabia que esses remédios reduziam o risco de cancro da mama em mulheres com risco elevado da doença, mas a duração do efeito protector das drogas era desconhecida.


O novo trabalho agora confirma o benefício por pelo menos cinco anos depois do fim do tratamento.


Este mês, o US Preventive Services Task Force, grupo de investigadores ligado ao governo americano, recomendou que os médicos ofereçam esses remédios a mulheres com alto probabilidade de ter cancro e baixo risco de desenvolver AVC e coágulos - possíveis efeitos colaterais dessa drogas.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:02

Investigação associa alterações na placenta ao risco de autismo

Sexta-feira, 26.04.13

Estudo de investigadores da Universidade de Yale está publicado na «Biological Psychiatry»

 

Os tratamentos contra o autismo são mais eficazes nos primeiros dois anos de vida. O problema é que, normalmente, a patologia só é diagnosticada aos três ou quatro anos de idade. Um grupo de investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale apresenta agora os resultados de uma investigação em que se mostram procedimentos para a detecção precoce da doença através da análise da placenta no momento do nascimento do bebé.

 

O estudo, que pode determinar qual o risco da criança vir a desenvolver a doença, está publicado publicado na «Biological Psychiatry».

A presença de dobras irregulares no cordão umbilical e, especialmente, a proliferação irregular de um tipo de células chamadas trofoblastos (as primeiras que se diferenciam uma vez fecundado o óvulo e que formam a camada externa do blastómero) que aparecem onde não deveriam estar são dois dos factores a ter em conta.

Até ao momento, o melhor indicador que existe para determinar se uma criança corre o risco de desenvolver este transtorno é a história familiar. Se o casal tiver já um filho com este transtorno a probabilidade de terem outro com o mesmo problema é nove vezes maior.

 

Para chegar aos dois marcadores descritos no artigo, os investigadores, liderados por Harvey Kliman, e cientistas do Instituto de Neurociências Mind, da Universidade da Califórnia em Davis, submeterem a estudo 117 placentas de bebés com irmãos autistas.

 

Compararam os resultados das observações com os dados de outras 100 placentas (grupo de controlo). Nas placentas dos bebés considerados de risco encontraram-se até 15 inclusões de trofoblastos.

 

Se estes indícios se confirmarem com um diagnóstico sólido, os especialistas recomendam uma intervenção precoce que consiste, basicamente, em sessões de tratamento comportamental. “É na idade mais precoce que a plasticidade cerebral é maior; assim, os resultados são também melhores. A terapia dirige-se, essencialmente, a potenciar as relações sociais, as capacidades comunicativas e a linguagem”, explicam os investigadores.

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:34

Carne brasileira banida pela UE por presença da bactéria E.coli

Sexta-feira, 26.04.13

Dois carregamentos de carne brasileira de 35 toneladas no total foram barrados no porto de Roterdão (Holanda) depois de as autoridades sanitárias terem detectado a presença da bactéria E.Coli, indicou esta sexta-feira a autoridade holandesa de segurança alimentar.


«Desde o início do ano, impedimos a entrada de dois carregamentos provenientes do Brasil porque detectamos a presença de bactéria E.coli. Ela não é altamente patológica, mas obriga-nos a proibir a sua comercialização», explicou Tjitte Mastenbroek, porta-voz da autoridade.


Os dois carregamentos, de 10 e 25 toneladas, foram interceptados a 19 de Fevereiro e 10 de Abril no porto de Roterdão, um dos principais locais de importação de carne bovina na União Europeia.


Em comunicado, a Associação Brasileira de Exportadores de Carne (Abiec) contestou a validade dos testes realizados nos carregamentos.

 

Segundo a organização, a Holanda modificou o método e a sensibilidade dos testes para a bactéria E. coli após a crise sanitária ocorrida na Europa em 2011.
A Escherichia coli, conhecida por E.coli, é uma bactéria que pode provocar graves infecções. A sua presença em sementes germinadas na Alemanha causou mais de 40 mortes na Europa em 2011.


Este é um duro golpe para as exportações de carne do Brasil.


«Este novo método de controlo (...) não tem bases científicas sólidas. É alvo de críticas e estamos a negociar, assim como vários outros países que exportam carne para a UE, principalmente a Austrália, Estados Unidos, Argentina e Uruguai», indicou a Abiec.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 20:29

Instituto britânico alerta para riscos de extinção da raça humana

Quarta-feira, 24.04.13

Uma equipe internacional de cientistas, matemáticos e filósofos do Instituto do Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, está investigando quais são os maiores perigos contra a humanidade

 

E eles argumentam em um texto acadêmico recém-divulgado, Riscos Existenciais como Prioridade Global, que autores de políticas públicas devem atentar para os riscos que podem contribuir para o fim da espécie humana.

 

No ano passado, houve mais textos acadêmicos lançados a respeito de snowboarding do que sobre a extinção humana.

O diretor do instituto, o sueco Nick Bostrom, afirma que existe uma possibilidade plausível de que este venha a ser o último século da humanidade.

Boas notícias primeiro

Mas primeiro as boas notícias. Pandemias e desastres naturais podem causar uma perda de vida colossal e catastrófica, mas Bostrom acredita que a humanidade estaria propensa a sabreviver.

 

Isso porque nossa espécie já sobrevieu a milhares de anos de doenças, fome, enchentes, predadores, perseguições, terremotos e mudanças ambientais. Por isso, as chances ainda estão a nosso favor.

 

E ao longo do espaço de um século, ele afirma que o risco de extinção em decorrência do impacto de asteróides e super erupções vulcânicas permanece sendo "extremamente pequeno".

 

Até mesmo as perdas sem precedentes autoimpostas no século 20, com duas guerras mundiais e epidemia de gripe espanhola, deixaram de prevenir a ascensão do crescimento da população humana global.

 

Uma guerra nuclear poderia causar destruição sem precedentes, mas um número suficiente de indivíduos poderia sobreviver e, assim, permitir, que a espécie continue.

Mas se existem todos esses atenuantes, com o que deveríamos estar preocupados?

 

Ameaças sem precedentes

 

Bostrom acredita que entramos em uma nova era tecnológica capaz de ameaçar nosso futuro de uma forma nunca vista antes. Estas são "ameaças que não temos qualquer registro de haver sobrevivido".

 

O diretor do instituto compara as ameaças existentes a uma arma perigosa nas mãos de uma criança. Ele diz que o avanço tecnológico superou nossa capacidade de controlar as possíveis consequências.

 

Experimentos em áreas como biologia sintética, nanotecnologia e inteligência artificial estão avançando para dentro do território do não intencional e o imprevisível.

 

A biologia sintética, onde a biologia se encontra com a engenharia, promete grandes benefícios médicos, mas Bostrom teme efeitos não previstos na manipulação da biologia humana.

 

A nanotecnologia, se realizada a nível atômico ou molecular, poderia também ser altamente destrutiva ao ser usada para fins bélicos. Ele tem escrito que governos futuros terão um grande desafio ao controlar e restringir usos inapropriados.

 

Há também temores em relação à forma como a inteligência artificial ou maquinal possa interagir com o mundo externo. Esse tipo de inteligência orientada por computadores pode ser uma poderosa ferramenta na indústria, na medicina, na agricultura ou para gerenciar a economia, mas enfrenta também o risco de ser completamente indiferente a qualquer dano incidental.

 

Sean O'Heigeartaigh, um geneticista do instituto, traça uma analogia com o uso de algoritmos usados no mercado de ações.

 

Da mesma forma que essas manipulações matemáticas, argumenta, podem ter efeitos diretos e destrutitovs sobre economias reais e pessoas de verdade, tais sistemas computacionais podem "manipular o mundo verdadeiro".

 

Em termos de riscos biológicos, ele se preocupa com boas intenções mal aplicadas, como experimentos visando promover modificações genéticas e desmanter e reconstruir estruturas genéticas.

 

Um tema recorrente entre o eclético grupo de pesquisadores é sobre a habilidade de criar computadores cada vez mais poderosos.

O pesquisador Daniel Dewey, do instituto, fala de uma "explosão de inteligência", em que o poder de aceleração de computadores se torna menos previsível e menos controlável.

 

"A inteligência artificial é uma das tecnologias que deposita mais e mais poder em pacotes cada vez menores", afirma o perito americano, um especialista em super inteligência maquinal que trabalhou anteriormente na Google.

 

Efeito em cadeia

 

Juntamente com a biotecnologia e a nanotecnologia, ele afirma que essas novas tecnologias poderiam gerar um "efeito em cadeia, de modo que, mesmo começando com escasos recursos, você pode criar projetos com potencial de afetar todo o mundo".

 

O Instituto do Futuro da Humanidade em Oxford integra uma tendência centrada em pesquisar tais grantes temas. O Instituto foi uma iniciativa do Oxford Martin School, que abrange acadêmicos de diferentes áreas, com o intuito de estudar os "mais urgentes desafios globais".

 

Martin Rees, ex-presidente da Sociedade Real de Astronomia britânica é um dos defensores do Centro de Estudos de Risco Existencial e afirma que "este é o primeiro século na história mundial em que as maiores ameaças provêm da humanidade".

 

Nick Bostrom afrima que o risco existencial enfrentando pela humanidade "não está no radar de todo mundo". Mas ele argumenta que os riscos virão, caso estejamos ou não preparados.

 

"Existe um gargalo na história da humanidade. A condição humana irá mudar. Pode ser que terminemos em uma catástrofe ou que sejamos transformados ao assumir mais controle sobre a nosa biologia. Não é ficção científica, doutrina religiosa ou conversa de bar".

 

 


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Publicado por Planeta Cultural às 23:33

Álcool com moderação na gravidez não prejudica bebé, dizem cientistas

Quarta-feira, 17.04.13

Uma pesquisa de cientistas britânicos sugere que o consumo moderado de bebida alcoólica durante a gravidez não causa problemas de comportamento ou de desenvolvimento mental ao bebé.


No estudo, os investigadores do University College de Londres analisaram o comportamento e as habilidades de 10.534 crianças britânicas de sete anos cujas mães não consumiram ou consumiram quantidades moderadas de bebida durante a gravidez. E, de acordo com os cientistas, foram descobertas poucas diferenças entre as crianças filhas de mães que não beberam e as filhas das mães que beberam moderadamente.


«Sabemos que beber muito durante a gravidez tem um efeito muito prejudicial, mas é muito improvável que beber pequenas quantidades terá um impacto (na gravidez)», afirmou Yvonne Kelly, uma das autoras do estudo divulgado na publicação científica de ginecologia e obstetrícia An International Journal of Obstetrics and Gynaecology (BJOG).


«Não parece ser biologicamente plausível que pequenas quantidades de álcool vão afectar de alguma forma o desenvolvimento. O ambiente no qual a criança cresce é muito mais importante», disse a pesquisadora.


No entanto, Yonne afirma que é necessário mais tempo para analisar a saúde das crianças. «Seguimos essas crianças durante os primeiros sete anos das vidas, mas mais pesquisas são necessárias para detectar se algum efeito adverso dos baixos níveis de consumo de álcool na gravidez pode aparecer mais tarde.»


O consumo considerado moderado de bebidas alcoólicas está na faixa das duas unidades de bebida (com um total de 20 g de álcool) por semana. Como cada bebida alcoólica tem uma quantidade diferente de álcool, uma unidade é equivalente a cerca de 280 ml de cerveja ou uma única medida de 35 ml de destilado.

 

O estudo do University College de Londres recolheu dados de crianças nascidas em toda a Grã-Bretanha entre 2000 e 2002. Quando essas crianças tinham nove meses de idade, as mães foram questionadas se tinham consumido bebida alcoólica durante a gravidez.


Cerca de 57% afirmaram que não consumiram nada durante a gravidez e 23% consumiram pouco.


Quando essas crianças completaram sete anos de idade, os pais e professores avaliaram o seu comportamento social e emocional, incluindo possíveis sintomas de hiperactividade e problemas de atenção. As crianças também fizeram testes de matemática, leitura e habilidades espaciais.


A partir dos resultados dessas análises, o estudo sugere que os meninos nascidos de mães que consumiram pouco álcool tinham menos problemas de comportamento e eram melhores em leitura e habilidades espaciais do que os meninos cujas mães não beberam durante a gravidez.


Patrick O'Brien, porta-voz da Universidade Real de Obstetras e Ginecologistas, aprovou a pesquisa. «Essa é uma pesquisa muito bem feita e controlou também factores sócio-económicos e culturais. Mas não controlou todos eles, como o QI», afirmou.


No entanto, o especialista fez uma ressalva: «Ninguém está a sugerir que consumir bebidas alcoólicas durante a gravidez é benéfico».

 

 


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Publicado por Planeta Cultural às 21:54

Duplo transplante de rins inédito em Portugal efetuado hoje em Coimbra

Quarta-feira, 17.04.13

Um duplo «transplante cruzado de rins com dadores vivos» foi efetuado hoje, pela primeira vez em Portugal, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), revelou a instituição.


«Todos os doentes -- dadores e recetores -- encontram-se muito bem», adianta o CHUC, sublinhando que a «complexa operação» implicou «colheitas de rins, em simultâneo, em dadores vivos, de imediato implantados em recetores cruzados, também em simultâneo».


A intervenção, que demorou mais de seis horas, envolveu 12 cirurgiões, quatro anestesiologistas, 12 enfermeiros e quatro técnicos, com recurso a quatro salas de operações em simultâneo.

 

 


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Publicado por Planeta Cultural às 21:51


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