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Um asteróide com 2,7 quilómetros de comprimento irá sobrevoar a Terra no dia 31 de maio, anunciaram hoje investigadores à página de Internet wwww.space.com.
O corpo celeste, denominado 1998 QE2, não representa uma ameaça para o planeta e irá passar a uma distância de 5,8 milhões de quilómetros da Terra.
A aproximação do asteró ide à Terra irá ser examinada atentamente por dois grandes telescópios - o observatório Goldstone, na Califórnia, e o radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico.
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Cientistas do Instituto de Investigação em Ciências da Saúde Germans Trias i Pujol, em Espanha, descobriram um novo tratamento para a diabetes do tipo 1, testado com resultados positivos em ratos de laboratório.
O estudo, realizado pelo grupo de Imunologia da Diabetes, foi publicado na quarta-feira na revista científica Plos One, segundo fontes do instituto.
Atuando como uma vacina, o tratamento baseia-se na extração de células dendríticas do sistema imunitário do paciente e na sua modificação 'in vitro', para que ao serem reintroduzidas travem a destruição das células produtoras de insulina.
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Duas águias «pegaram-se» numa batalha em pleno ar e, após ficarem com as garras presas uma na outra, «despenharam-se» numa pista do aeroporto de Duluth, no Minnesota.
Os dois espécimes (Haliaeetus leucocephalus) não se conseguiram soltar um do outro após terem ficado com as garras presas, o que interferiu com a capacidade de voarem, explicou Randy Hanzal, do Departamento de Recursos Naturais do Minnesota.
Ambas as aves sobreviveram à queda mas mesmo assim continuaram com as garras presas. «As águias tinham as garras enfiadas uma na outra muito profundamente», disse Hanzal.
Um funcionário da Monaco Air viu as águias-de-cabeça-branca a caírem e deu o alerta. Hanzal recolheu os animais, ambos adultos, e transportou-os até à Wildwoods, organização de reabilitação da Vida Selvagem, em Duluth.
Hanzal não tinha consigo uma jaula suficientemente grande para transportar as duas águias, pelo que acabou por levá-las na parte de trás da sua pickup, tapadas por cobertores e casacos, e atadas por fitas, viajando devagar até à Wildwoods, a cerca de 3,2 km.
A meio da viagem, Hanzal terá dado conta de «confusão» no veículo, e olhando pelo retrovisor viu penas e voar em todas as direcções. Uma das aves tinha-se soltado e fugiu a voar. O responsável levou então a outra águia até à Wildwoods.
«[A ave que chegou à organização] tinha feridas superficiais de quando elas se pegaram no ar», explicou Peggy Farr, da Wildwoods.
A médica tratou então a ave com antibióticos, fluidos e analgésicos.
Segundo Frank Nicoletti, do Observatório de Aves de Hawk Ridge, os combates entre águias em pleno ar não são incomuns, algo que vê «regularmente» no seu trabalho. Mas geralmente, conseguem desprender-se antes de atingirem o solo.
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A extração dos seios feita pela atriz norte-americana Angelina Jolie para prevenir o cancro da mama é uma cirurgia que já se faz em Portugal há uma década e de forma gratuita em hospitais públicos, segundo um especialista.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS), José Luís Passos Coelho, explicou à Lusa que a extração preventiva dos dois seios (mastectomia dupla), em casos de pessoas com risco muito elevado de cancro da mama, “já se faz há muito tempo” em Portugal.
O serviço mais antigo é o do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, com cerca de dez anos, a que se seguiu o do Porto, posteriormente o de Coimbra e, mais recentemente, o Hospital de Santa Maria.
O médico explicou, contudo, que é um “grupo muito restrito” de mulheres o que é referenciado para este tipo de consulta e a quem é recomendada a cirurgia, cabendo sempre à mulher a decisão.
“Das pessoas que vêm a desenvolver cancro da mama são muito poucas as que têm um risco tão grande. O facto de se nascer mulher tem o risco de uma em cada sete vir a desenvolver a doença, se viver até aos 70 anos. Estes casos de risco muito elevado são raros, são menos de 5% as mulheres em que há risco de transmissão hereditária”, explicou.
Normalmente são pessoas com vários casos na família e com parentescos diretos e que, por isso, são seguidas numa consulta de risco familiar, onde são estudadas para verificar se têm alteração dos genes BRCA1 e BRCA2.
“Se tiverem esse gene mutado têm um risco superior a 70% de vir a ter cancro da mama e cerca de 50% [de poder ter]cancro dos ovários”, disse, acrescetando que, nesses casos, é proposta uma “mastectomia profilática” que reduz esse risco em mais de 90%.
O médico adiantou ainda que, normalmente, é recomendado também a essas mulheres que tirem os ovários depois de terem filhos.
O presidente da SPS refere, a título de curiosidade, que existe uma alteração destes genes que é típica dos portugueses e que em mulheres de outros países onde se encontra esta alteração verifica-se sempre que tem origens portuguesas.
José Passos Coelho, que ainda não tinha tido conhecimento da cirurgia da atriz norte-americana e que “ainda hoje de manhã referenciou uma mulher para essa consulta”, sublinhou que a opção terapêutica é sempre da mulher, que pode optar por uma alternativa terapêutica, com base em medicamentos, que reduz a probabilidade, embora não tanto como a cirurgia.
Quanto à percentagem de mulheres portuguesas que aceitam submeter-se a essa operação preventiva, o médico desconhece a incidência, mas aponta que há um peso cultural muito grande.
Como exemplo refere a população holandesa, que tem uma adesão muito grande a este tipo de cirurgia, contrariamente à norte-americana, cuja adesão é baixíssima.
Uma coisa é certa, sobre esta matéria não há controvérsia do ponto de vista médico.
Angelina Jolie revelou hoje que fez uma dupla mastectomia para prevenir o risco de 87% de contrair cancro da mama, devido à presença do gene BRCA1, herança genética da sua mãe, que morreu com cancro aos 56 anos.
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O ex-astronauta norte-americano e o segundo homem a pisar a Lua em 1969, Buzz Aldrin, afirmou na quarta-feira que os EUA precisam liderar o processo de colonização de Marte.
"Os EUA têm de começar a colonização em marte", disse Buzz Aldrin, 83 anos, na conferência Humanos e Marte, destinada a especialistas espaciais, na Universidade George Washington, após o anúncio dos EUA de planos para colocar o Homem no planeta vermelho até 2030.
Ao contrário do que o administrador da NASA, Charles Bolden, disse no início da conferência, na segunda-feira, que existem ainda grandes lacunas tecnológicas para se chegar a Marte, Aldrin sustenta que a maior parte das pesquisas já foi feita, reforçando que é preciso mais investimento e vontade política.
"Os EUA precisam continuar a ser o líder do transporte espacial e acho que podemos aproveitar o dinamismo do mercado comercial para desenvolver um sistema de aterragem que pode realmente tornar-se na base para uma autoestrada dos EUA para o espaço", afirmou.
Aldrin, autor do livro intitulado "Missão a Marte: Minha Visão para Exploração Espacial", disse que o título deveria ter sido "Missões em Marte", já que as viagens serão muitas e a presença humana deve ser contínua.
"Devemos concentrar nossa atenção no estabelecimento de uma presença humana permanente em Marte pela década 2030-2040", disse Aldrin. "Os Estados Unidos serão um farol para o desenvolvimento da humanidade", acrescentou.
Segundo Aldrin o primeiro passo seria enviar três pessoas para a lua marciana Phobos "e usar um ano e meio para supervisionar a implantação robótica da base de Marte internacional", admitindo a existência de vários módulos em Marte de outras agências espaciais, como chinesas, europeias, indianas japonesas e russas, mas sempre com os EUA na dianteira.
Aldrin foi o piloto do módulo lunar na Apollo 11. Em 20 de Julho de 1969, ele e Neil Armstrong tornaram-se nos primeiros homens a pisar a Lua.
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A associação ambientalista Quercus manifestou-se hoje preocupada com a promoção do turismo no Parque Natural do Tejo/Tajo Internacional, alertando que as actividades humanas podem afectar espécies em vias de extinção como a águia imperial e a cegonha negra.
"O turismo pode ser um vector de favorecimento da zona, mas não podemos matar a galinha dos ovos de ouro", referiu o dirigente da Quercus Samuel Infante, à margem da apresentação, em Lisboa, do Tejo Internacional como destino turístico.
A área, com 25 mil hectares e abrangendo a região de Cáceres, Alto Alentejo e Beira Interior, tem "maior riqueza natural do lado português, e por isso as condicionantes são maiores", referiu o ambientalista.
O representante da Quercus apontou grandes discrepâncias na gestão do parque internacional entre Portugal e Espanha.
Do lado espanhol, o orçamento "deve ser cem vezes superior" ao do Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas, disse, acrescentando que "há muitos anos que Espanha percebeu que os parques naturais e as áreas protegidas são um factor de desenvolvimento".
Em Espanha, "há sinalética, há percursos, há investimento na fiscalização, há projectos de desenvolvimento, há apoios comunitários", enumerou, exemplificando que do lado português há apenas dois vigilantes, não há barco para a fiscalização e há poucas infra-estruturas, como um centro de interpretação, "muito bem equipado, que está fechado aos fins de semana".
Para Samuel Infante, "faz todo o sentido que haja uma articulação conjunta" sobre o parque internacional.
Na sessão de apresentação, o presidente da província de Cáceres, Laureano León Rodríguez, reconheceu a diferença nos níveis de desenvolvimento entre os dois lados da fronteira, mas estimou que Portugal vai recuperar o atraso, após a publicação em Diário da República, ocorrida hoje, do acordo de cooperação entre os dois países relativo à constituição do Parque Internacional do Tejo-Tajo.
"A partir de agora temos o reconhecimento do espaço natural protegido" do lado de Portugal, algo que já acontecia em Espanha, indicou o governante.
Na zona portuguesa, "há que dinamizar através de planos turísticos", referiu.
Laureano León Rodríguez acrescentou que "já há algum tempo se trabalha na zona espanhola" -- onde são oferecidas aos visitantes 27 experiências turísticas --, mas considerou que agora vai "haver um avanço substancial" no lado português.
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A passagem da Terra pela órbita do cometa "Halley" vai originar uma chuva de estrelas cadentes, que pode ser visível a olho nu na segunda-feira, inclusive em Portugal, informa o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
O fenómeno, observável pela meia-noite em Portugal, ocorre, anualmente, a 06 de Maio. Pode ser visto na sua plenitude no campo e com céu limpo.
A chuva de estrelas cadentes, cientificamente designada como chuva de meteoros, acontece quando a Terra cruza um enxame de meteoróides
Os meteoros, segundo o portal do OAL, são fenómenos luminosos resultantes da entrada na atmosfera da Terra de um corpo sólido proveniente do Espaço. O corpo aquece, ioniza a atmosfera e deixa um rasto de luz.
Os meteoróides são "objectos sólidos que se deslocam no Espaço interplanetário", com "dimensões consideravelmente mais pequenas do que as de um asteróide e bastante maiores do que as de um átomo ou molécula".
Na segunda-feira, quando a Terra cruza o enxame de meteoróides "Aquáridas", a chuva de estrelas, com uma média de 60 meteoros por hora, atingirá o seu pico.
O fenómeno surge associado ao cometa "Halley" porque a Terra passa na mesma zona em que se encontra o cometa, que deixou um rasto de poeiras a flutuar no Espaço, depois de o gelo, que o compõe e ao qual as poeiras estavam agregadas, ter transitado para o estado gasoso, por sublimação, explicou à agência Lusa o director do OAL, Rui Agostinho.
A Terra, adiantou, "atravessa as poeiras deixadas pelo cometa", à passagem pela sua trajectória.
O enxame de meteoróides "Aquáridas" não é o mais importante. Na lista dos enxames mais relevantes figuram, de acordo com o Observatório Astronómico de Lisboa, o "Quadrântidas", o "Perseidas", o "Leónidas" e o "Gemínidas", com picos de actividade a 04 de Janeiro, 12 Agosto, 18 de Novembro e 14 de Dezembro, respectivamente.
O "Leónidas", associado ao cometa "Tempel-Tuttle", é considerado o enxame que mais chuvas de estrelas cadentes espectaculares tem desencadeado, uma média de 100 meteoros por hora.
Nem todas as chuvas de estrelas estão ligadas a cometas ou ocorrem de noite. A "Gemínidas" está associada ao asteróide (corpo rochoso e metálico) "Faetonte" e a "Ariétidas" acontece de dia.
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Os níveis de pólen na atmosfera vão estar muito elevados em todo o continente até quinta-feira da próxima semana, segundo o Boletim Polínico da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) hoje divulgado.
Nos Açores e na madeira os níveis estarão baixos, segundo aquele organismo, cujos especialistas alertam principalmente os doentes com alergia aos pólenes de oliveira, gramíneas e ervas parietária e tanchagem (também conhecida por carrajó).
Em Trás-Os-Montes e Alto Douro e região de Vila Real o destaque vai para os pólenes de carvalho, pinheiro, bétula, gramíneas e ervas parietária e tanchagem, enquanto no Douro Litoral e no Porto se juntam a estes a oliveira.
Na Beira Litoral e região de Coimbra, os pólenes encontram-se em níveis muito elevados, principalmente de oliveira, carvalho, pinheiro e de ervas parietária, gramíneas e tanchagem.
Já na Beira Interior e na região de Castelo Branco vão registar-se níveis muito elevados no carvalho, oliveira, pinheiro, gramíneas e ervas azeda, tanchagem e parietária.
Na Estremadura e Lisboa, assim como no Algarve, a SPAIC realça os pólenes de oliveira, sobreiro, azinheira, carvalho, pinheiro e ervas parietária, tanchagem, gramíneas, azeda e quenopódio (erva formigueira).
No Alentejo, o predomínio vai para as mesmas espécies da restante região sul, com exceção para o quenopódio.
O Boletim Polínico faz a divulgação semanal sobre os níveis de pólenes existentes no ar atmosférico, obtidos através da leitura de vários postos que fazem uma recolha contínua dos pólenes, em várias regiões do País.
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Supõe-se que o furacão em Saturno é cerca de 20 vezes maior que os registrados na Terra
Um grande furacão situado sobre o Polo Norte de Saturno, que foi fotografado pela sonda Cassini, pode ajudar a compreender como se formam e evoluem estes fenômenos meteorológicos na Terra, informou nesta terça-feira a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).
As imagens, tomadas em novembro de 2012, mostram pela primeira vez de perto e de maneira visível uma tempestade que sobrevive a base de "pequenas quantidades de vapor de água presentes na atmosfera de hidrogênio de Saturno", algo diferente das terrestres, que, por sua vez, se alimentam de água quente dos oceanos.
"Compreender como as tempestades saturninas são capazes de utilizar o pouco vapor de água que têm a sua disposição poderia ajudar os cientistas a compreender melhor como se formam e como evoluem os furacões terrestres", assinalaram os especialistas da ESA.
Os dados apresentados pela sonda Cassini - um projeto da ESA, da americana Nasa e da Agência Espacial Italiana (ASI) - também revelam que o furacão de Saturno permanece no Polo Norte desse planeta, enquanto esses fenômenos meteorológicos na Terra tendem a "se deslocar em direção aos pólos".
O olho do furacão de Saturno fotografado pela ESA está ativo, pelo menos, há sete anos e tem uma extensão de 2 mil quilômetros. Isso supõe que o furacão em questão é cerca de 20 vezes maior que os registrados na Terra.
Além disso, o furacão de Saturno está rodeado de um grupo de nuvens finas e brilhantes que se deslocam a 540 km/h. "Os ventos na parede do olho desta tempestade sopram quatro vezes mais forte que nos furacões de nosso planeta", resumiram os especialistas da ESA, com sede em Paris.
A sonda Cassini chegou a Saturno no inverno de 2004, quando "o Polo Norte do planeta estava imerso na escuridão". Por conta deste fato, os cientistas tiveram que esperar até o equinócio de agosto de 2009 para poder fotografar o furacão.
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O Infarmed detetou a existência de exportação ilegal de medicamentos, que estavam em falta nas farmácias portuguesas, revelou hoje à Lusa a autoridade do medicamento.
No âmbito de ações inspetivas, o Infarmed descobriu que alguns medicamentos se encontram rateados no mercado nacional porque são canalizados diretamente por distribuidores por grosso para exportação e que, em alguns casos, os distribuidores se abastecem junto de farmácias, «o que configura um incumprimento legal».
«Foram também detetadas situações de exportação ilegal junto de distribuidores, ou seja, em determinado período não foram satisfeitos pedidos de determinados medicamentos por farmácias, verificando-se, no entanto, registo de movimentos de exportação desses mesmos medicamentos nesse mesmo período», sublinha o Infarmed.
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