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"Marca", periódico barcelonista (Don Federico Jimé...
Duas águias «pegaram-se» numa batalha em pleno ar e, após ficarem com as garras presas uma na outra, «despenharam-se» numa pista do aeroporto de Duluth, no Minnesota.
Os dois espécimes (Haliaeetus leucocephalus) não se conseguiram soltar um do outro após terem ficado com as garras presas, o que interferiu com a capacidade de voarem, explicou Randy Hanzal, do Departamento de Recursos Naturais do Minnesota.
Ambas as aves sobreviveram à queda mas mesmo assim continuaram com as garras presas. «As águias tinham as garras enfiadas uma na outra muito profundamente», disse Hanzal.
Um funcionário da Monaco Air viu as águias-de-cabeça-branca a caírem e deu o alerta. Hanzal recolheu os animais, ambos adultos, e transportou-os até à Wildwoods, organização de reabilitação da Vida Selvagem, em Duluth.
Hanzal não tinha consigo uma jaula suficientemente grande para transportar as duas águias, pelo que acabou por levá-las na parte de trás da sua pickup, tapadas por cobertores e casacos, e atadas por fitas, viajando devagar até à Wildwoods, a cerca de 3,2 km.
A meio da viagem, Hanzal terá dado conta de «confusão» no veículo, e olhando pelo retrovisor viu penas e voar em todas as direcções. Uma das aves tinha-se soltado e fugiu a voar. O responsável levou então a outra águia até à Wildwoods.
«[A ave que chegou à organização] tinha feridas superficiais de quando elas se pegaram no ar», explicou Peggy Farr, da Wildwoods.
A médica tratou então a ave com antibióticos, fluidos e analgésicos.
Segundo Frank Nicoletti, do Observatório de Aves de Hawk Ridge, os combates entre águias em pleno ar não são incomuns, algo que vê «regularmente» no seu trabalho. Mas geralmente, conseguem desprender-se antes de atingirem o solo.
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Tempestades no norte de África terão arrastado rabirruivo-mourisco para a Europa
Um observador de pássaros descobriu em Março passado, em Tarragona, Catalunha, uma espécie de ave extremamente rara na Península Ibérica, o rabirruivo-mourisco (“Phoenicurus moussieri”).
Trata-se de um pássaro muito pequeno, com uma plumagem negra na parte superior e avermelhada na inferior, com uma franja branca nos olhos. É endémico Magrebe (noroeste africano: Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia) e muito dificilmente é avistado na Europa.
Segundo os especialistas, a explicação para a sua presença pode ser encontrada em algumas tempestades que ocorreram no norte de África e que terão arrastado o pássaro mais para norte.
O rabirruivo-mourisco deixou-se ficar por aquela zona durante uma semana. O avistamento foi homologado pelo Instituto Catalão de Ornitologia, que confirmou ter havido apenas um precedente na Catalunha, em 1985, quando foi observado no Delta do Ebro.
O achado provocou muito furor entre os ornitólogos. Nessa semana dirigiram-se para aquela zona da Catalunha investigadores de toda a Espanha.
Em Portugal, o último avistamento homologado pelo Comité Português de Raridades aconteceu entre 16 de Novembro de 2006 e 14 de Janeiro de 2007, em Sagres.
Se assim o desejar, visite aqui a fonte da informação
O abelharuco-comum ou abelharuco-europeu (Merops apiaster) é uma ave da família Meropidae, migratória, com duas populações indistinguíveis em aspecto, mas diferenciadas pela distribuição geográfica. A primeira destas populações nidifica na Europa até ao Sul da Rússia e Norte de África, migrando para o Sul deste continente. A segunda população, exclusivamente africana, nidifica na região do Cabo, migrando para Norte até à África central.
O abelharuco-comum é uma ave de médio porte, com 25 a 30 cm de comprimento. É muito colorido, com plumagem de cores muito distintas: o dorso é castanho escuro na zona da cabeça, com gradação para amarelo para a área posterior e asas; a garganta é amarela, com uma bordadura fina de negro; o peito e zona ventral é azul claro; as asas são verdes com uma mancha central castanha-clara; tem uma máscara negra em torno dos olhos. Em África, distingue-se dos restantes abelharucos pelas costas castanhas.
Esta ave habita bosques e zonas de floresta temperada (na Europa) e savanas (em África). Tem hábitos gregários e pode ser encontrada em grupos de até 150 indivíduos. O abelharuco-comum alimenta-se de insectos, principalmente de abelhas, vespas, térmitas e gafanhotos, capturando-os em voo, frequentemente bastante alto.
A época de reprodução decorre entre Setembro e Dezembro, em ambas as populações, que convergem para o sul de África (na Europa, a reprodução ocorre em Maio e Junho). O ninho é construído num túnel, que pode atingir 2 metros de comprimento, escavado pelo casal no solo ou em bancos arenosos de rios. O túnel é forrado com folhas ou restos de insectos. A postura tem 2 a 6 ovos, incubados ao longo de cerca de 20 dias por macho e fêmea. Os juvenis são alimentados por ambos os progenitores durante cerca de um mês, no ninho, e permanecem mais ou menos dependentes por mais três semanas fora do ninho.
Fonte: Clicar aqui
O Euro Aves 2012 é mais um excelente evento da Ornitologia e que está aberto ao público a partir de hoje na Exponor com os seguintes horários:
Assim, se é um aficionado por aves, não deixe de fazer uma visita a este evento Ornitológico.
É isso aí, hoje fui a Rio Meão visitar a XII Expo-Ave 2012 - C.O. Rio Meão e fiquei muito triste com a fraca qualidade apresentada na exposição em epígrafe, mas pronto, melhores anos virão com toda a certeza!
A necessidade da consciência que, em Ornitófilia, se deve ter acerca da consanguinidade levaram-me a escrever este artigo. Embora não enuncie as Tabela de Felch.
Limito-me a escrever um pequeno artigo de opinião segundo algumas leituras e prática sobre criação de aves.
Uma linhagem com bons resultados é inevitável que terá alguns elementos consanguíneos. Há que perceber essa consanguinidade, podemos e devemos ter todas as aves registadas em bases de dados ou apontamentos para concluirmos os resultados a obter.
É como reger uma orquestra, primeiro afinamos os instrumentos, depois conjugamo-los e aprimoramos até sair a peça final de forma superior. É claro que a mãe natureza é a maestrina e como ela não haverá espaço para desafinações.
Daí o maior cuidado na junção de parceiros e possíveis resultados. Não vamos estragar anos de desafios apenas porque acasalamos aves fenotipicamente exuberantes mas com historiais de grande consanguinidade. Os resultados tenderão para o desastroso. Apelo para a consciencialização de todos os criadores na melhoria dos seus exemplares, sem correr riscos desnecessários que traduzem-se em anos de retrocesso.