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Águas do mar invadem Ilha de Moçambique e destroem mais de 20 casas

Quarta-feira, 13.04.16

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As águas do mar acompa­nhadas por ondas gigan­tes e ventos fortes invadi­ram, no último fim-de-semana, a Ilha de Moçambique, primeira capital de Moçambique. O fe­nómeno que já não era visto há anos naquela ilha, na costa da província de Nampula, provocou a destruição de mais de 20 resi­dências e um número não quan­tificado de barracas instaladas ao longo da orla marítima. Mais 150 munícipes viram os seus bens arrastados pelas águas, es­tando agora a necessitar de todo tipo de apoio. Alguns cidadãos entrevistados pelo jornal O País contaram que durante dois dias viveram dias difíceis, pois viram­-se obrigados a abandonar as suas casas e a violência das águas do mar não deu espaço para a re­tirada dos bens.

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 20:26

Incêndio no Kilamba causa morte de três crianças

Quarta-feira, 13.04.16

Três crianças, com idades entre dois a três anos, morreram hoje, quarta-feira, na sequência da deflagração de um incêndio causado por curto circuito, num dos apartamentos do edifício E 31, na Centralidade do Kilamba, na capital do país, informou à Angop fonte policial.

 
Segundo a fonte, que não avançou mais informações sobre o assunto, das vítimas, duas são do sexo masculino e uma do sexo feminino.
 
A Angop apurou de populares no local que o apartamento onde ocorreu o facto funcionava como um “ATL”,  lugar onde são cuidadas crianças, durante o dia, enquanto os  pais ou outros encarregados de educação estão ocupadas com as tarefas diárias.
 
 
 

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Publicado por Planeta Cultural às 19:55

Angola pede ajuda ao FMI

Quarta-feira, 06.04.16

As autoridades angolanas pediram ao FMI para negociar um programa de assistência económica e financeira. As negociações arrancam na próxima semana e o resgate deverá ter um prazo de três anos

 

O governo angolano acaba de pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A revelação foi feita pela instituição sedeada em Washington, que diz estar "pronta" para apoiar Angola, um dos principais mercados das exportações portuguesas e um dos maiores investidores recentes em Portugal. O programa de assistência deverá ter o prazo de três anos.

 

"Recebemos um pedido formal das autoridades angolanas para iniciar negociações sobre um programa económico que possa ser suportado por assistência financeira do FMI", refere um comunicado da instituição presidida por Christine Lagarde.

"O FMI está pronto para ajudar Angola a enfrentar os actuais desafios económicos, com um pacote de políticas abrangentes para acelerar a diversificação da economia, salvaguardando a estabilidade macroeconómica e financeira", acrescenta o comunicado, segundo o qual as discussões com as autoridades angolanas sobre as condições e montantes do resgate serão iniciadas já no final da próxima semana, no quadro dos encontros de Primavera do FMI e do Banco Mundial que decorrem em Washington.

O programa de assistência deverá ter duração de três anos, prazo semelhante ao do ainda recente resgate da troika a Portugal, no qual o FMI entrou com um terço do empréstimo de 78 mil milhões de euros que foi pedido faz hoje precisamente cinco anos por José Sócrates.

A causa próxima do pedido de ajuda de Luanda reside na queda do preço do petróleo, matéria-prima de que dependem cerca de 80% das receitas públicas. "O declínio acentuado dos preços do petróleo desde meados de 2014 representa um grande desafio para os países exportadores de petróleo, especialmente para aquelas economias que ainda têm de se tornar mais diversificadas", refere o FMI. 

Idêntica argumentação é apresentada pelas autoridades de Luanda. O Ministério das Finanças de Angola justifica este pedido de ajuda, numa nota colocada no seu site, devido ao "declínio dos preços do petróleo", acrescentando que o Governo pretende iniciar as negociações com o FMI "nos meados de Abril, durante as próximas reuniões da Primavera em Washington".

Segundo Luanda, as discussões com o FMI serão prosseguidas "pouco depois, em Angola, para definir claramente o âmbito de medidas de política económica a serem tomadas no quadro dos requisitos do Programa de Financiamento Ampliado (Extended Fund Facility – EFF), com forte foco em reformas para remover ineficiências, manter a estabilidade macroeconómica financeira, estimular o potencial económico do sector privado, e reduzir a dependência do sector petrolífero".

A par da queda do preço do petróleo, a desaceleração da actividade económica da China, principal mercado de Angola e um dos maiores investidores no país, terá também agravado as dificuldades, designadamente a escassez de liquidez o que levou a fortíssimas restrições na saída de divisas. Nas mais recentes previsões do FMI, Angola terá crescido 3,5% em 2015 e cresceria o mesmo neste ano - um ritmo que fica pela metade do observado nos anos anteriores.

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:03

Josina Machel è vitima de violência doméstica

Segunda-feira, 16.11.15

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O caso deu-se em Outubro deste ano quando a activista social resolveu romper o namoro com o namorado.

 

Os crimes de violência doméstica devem ser publicitados e não podem ficar impunes, de modo a desencorajar a sua prática e estimular as vítimas, sobretudo as mulheres, a denunciarem quem os comete.

 

A tese é defendida por Josina Machel ou simplesmente Jo Machel, activista contra a violência doméstica, que acredita que a exposição dos casos que acontecem pode ajudar a sociedade a compreender a dimensão e gravidade do problema, levando a uma acção conjunta contra a sua prática.

 

Jo Machel foi vítima, ela própria, de um crime de violência doméstica protagonizado pelo seu companheiro, do que resultou na perda de visão devido a uma lesão grave contraída no olho direito.

 

“Decidi contar a minha história porque sou activista contra a violência doméstica e, infelizmente, isso aconteceu comigo. É por achar que este tipo de crime não pode ficar impune, decidi partilhar a minha experiência com todos, porque acredito que isso pode ajudar a mostrar a dimensão do problema”, disse Jo Machel, que é filha da Graça Machel, presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC).

 

A agressão física aconteceu na cidade de Maputo mas a conversa com o “Notícias” teve lugar na sua residência em Joanesburgo, África do Sul, onde reside actualmente e para onde foi evacuada após a agressão, a fim de receber tratamentos médicos.

 

Segundo conta, tudo aconteceu na madrugada de 17 de Outubro, quando a vítima regressava de um espectáculo na companhia do seu namorado e amigos.

 

“Pouco depois de deixarmos um nosso amigo num dos hotéis da cidade, expliquei ao meu companheiro que gostaria de ir dormir em casa da minha mãe. Naquele dia a minha mãe completava 70 anos e, como filha, nada melhor que estar ao lado dela. Além disso, o período de 17 a 19 de Outubro de cada ano sempre remexe com a nossa família, pois primeiro celebramos o aniversário da mamã e depois temos a data do assassinato do meu pai. Acho que o meu companheiro não entendeu esta minha pretensão e de forma inexplicável começou a violentar-me alegando que eu queria livrar-me dele e voltar para me encontrar com os meus amigos e continuar a celebrar a noite, insinuações sem fundamentos. Surpreende-me com socos na cara, que infelizmente me atingiram no olho direito. Tudo isso passou-se dentro do carro”, conta a entrevistada.

 

“Naquele instante da agressão tudo ficou escuro. Surpresa com a atitude dele e na tentativa de me explicar, ele não parava de me agredir até que decidi abrir a porta e fugir em busca de socorro. Nessa altura já estava a sangrar muito. Cheguei a pensar que o olho havia saído. Para meu espanto, ninguém saiu para me socorrer, embora tenha sido numa zona nobre da cidade. Quando ensaiava a fuga tropecei e cai, tendo perdido os sentidos. Levaram-me ao hospital e estava com receio de perder o olho, dada a gravidade dos ferimentos e por ter perdido muito sangue. Infelizmente, as minhas suspeitas confirmaram-se. Como o olho estava aberto fui operada naquela madrugada em Maputo e tive 13 pontos. Com a intervenção da minha família, fui evacuada para uma clínica na África do Sul onde fui operada há 15 anos. Constataram que houve erupção da retina e, é isto que criou-me esta cegueira do olho direito”, lamentou a jovem.

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 17:17

Inscrições para a 4ª edição do atlantic music expo Cabo Verde já se encontram abertas para os artistas nacionais

Terça-feira, 03.11.15

Segundo o ministério da cultura, promotor do certame, as inscrições para os artistas nacionais foram abertas desde domingo, dia 1 de Novembro, e decorrem até 1 de janeiro de 2016.


Para os artistas internacionais, as candidaturas, que também começaram no dia um de Novembro, vão até 27 do corrente mês.

As inscrições podem ser feitas através do site www.atlanticmusicexpo.cv, e uma vez aceite a candidatura, os artistas têm a possibilidade de participar naquele que é um dos maiores mercados de música de Cabo Verde, através de conferências, workshops, ateliê, formações, palestras, debates, showcases, como também negócios vários.

 

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Publicado por Planeta Cultural às 21:32

Inventores angolanos podem repetir proeza da 66ª edição da IENA

Terça-feira, 27.10.15

Depois de conquistarem dez medalhas numa edição, serem eleitos para o palco de invenções especiais e verem a bandeira nacional entre as 12 da página oficial da Feira de Idéias, Invenções e Novos Produtos (IENA), os representantes angolanos à 67ª edição da referida feira podem voltar a brindar o país com medalhas.

 

Tendo em conta os projecto a serem apresentados na feira de 2015, a decorrer de 29 de Outubro a 01 de Novembro, o país pode esperar dos seus representantes proeza igual à IENA2014, que teve lugar em Nuremberga, Alemanha, onde cinco projectos foram escolhidos para o palco reservado às "Invenções especiais interessantes".

Todos os anos, a organização escolhe países com uma reputação no evento para apresentar projectos considerados especiais, Angola que participa desde 2009, mereceu esta escolha na edição de 2014.

Os cinco temas apresentados pelos angolanos tinham sido escolhidos num universo de mais de 700 expositores que representam 32 países de todos os continentes.

Nesta mesma edição foi oficialmente apresentada a bandeira de Angola entre as 12 da página oficial do evento e, de acordo com o coordenador da comitiva angolana, Gabriel Luís Miguel, a exposição da bandeira de Angola, ao lado da dos EUA, China, Malásia, Índia, Alemanha, Suíça, Eslovénia, Coreia do Sul, Irão, Reino Unido e Turquia, resultou das participações regulares e com sucesso do país no evento.

Este sucesso, acrescentou o responsável na ocasião, deve-se às antecâmaras que o Ministério da Ciência e Tecnologia (MINCT) vem realizando em todas as províncias do país para captar os melhores trabalhos ligados à criação e à inovação.

O grande feito nesta ano foi a meta nunca antes alcançada, a conquista de dez medalhas numa única edição, das quais duas de ouro, cinco de prata e três de bronze.

As medalhas de ouro foram conquistadas pelo Centro de Informação de Medicamentos e Toxicologia  (CIMETOX) da Faculdade de Medicina da Universidade Lueji A'Nkonde, com o projecto de produção do primeiro soro antiofídico e a empresa de sistemas informáticos SISTEC com a sua estação de voto electrónica.

As medalhas de prata foram conquistadas pelos inventores free-lancers Inácio Simão e Manuel Henriques Bongo com a mala para carregar telemóveis e outros dispositivos electrónicos e a cadeira de rodas movida por painel solar, respectivamente.

As outras medalhas de prata foram ganhas por Alberto Wapota, com o projecto E-tchoto ou Ondjango electrónico, pelo inventor Valeriano Marcelino, com o projecto sobre sistema de controlo de iluminação pública e o inventor Rouget Fundora, com o jogo tradicional Kiela em formato computarizado.

Já as medalhas de bronze foram ganhas pelos inventores Marcolino Cangajo, Lufialuiso Sampaio Velho, com projectos como a passadeira electrónica e sistema de emergências médicas. Já a Universidade Agostinho Neto (UAN) foi medalhada na categoria de Universidades.

Nesta 66ª edição, o país esteve representado com 17 projectos concorrentes, dos quais 16 da área da Mecatrónica e um da Toxicologia. Angola participava pela sexta vez na feira de IENA, espaço onde tem conquistado um total de 38  medalhas, dentre as quais seis de ouro, quinze de prata e dezassete de bronze.

Para a edição 67ª Angola se fará representar com 10 inventores e 19 projectos, nomeadamente, “o aparelho para evitar derrame de petróleo nos oceanos”, “Vortex One”, “Bicicleta Multifuncional”, “dispositivo multifuncional para deficientes físicos, visuais e doentes”, “De lixo ao luxo”, “Veículo Nahary” e “Sistema Integrado de Emergências Médicas de Angola (SIEMA)”.

 

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Publicado por Planeta Cultural às 19:43

Angola já não é “escravo” de Portigas"

Terça-feira, 27.10.15
O general e dirigente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) Bento dos Santos 'Kangamba' acusou Portugal de ingerência nos assuntos angolanos, avisando que Lisboa não tem "consciência jurídica e política".  

 Bento dos Santos 'Kangamba' falava à Lusa à margem de uma visita de campo, em Luanda, sobre o caso dos 15 ativistas detidos desde junho e o apoio público e mobilização portuguesa. 

"Se eu fosse português pensava 20 ou 30 vezes antes de falar sobre um estrangeiro. Primeiro tenho que arrumar a minha casa e depois falar sobre os outros. Portugal é um grande país, tem grandes políticos, mas neste momento está em debandada, não tem consciência jurídica e política para se defender nem defender os angolanos. Há necessidade de haver calma que a Justiça será feita", apontou o dirigente do MPLA, aludindo à crise económica e indefinição governativa em Lisboa. 

Em causa está o apoio de vários setores da vida portuguesa à situação destes 15 ativistas detidos, incluindo o 'rapper' angolano Luaty Beirão, de 33 anos e também com nacionalidade portuguesa, que cumpre  o 36.º dia em greve de fome exigindo aguardar julgamento em liberdade. 

Em Portugal sucedem-se vigílias e manifestações de apoio aos ativistas detidos, invocando sempre a situação de Luaty Beirão, inclusive com protestos junto à embaixada de Angola em Lisboa apelando à libertação dos 15 elementos. 

O também secretário do comité provincial de Luanda do MPLA para a Área Periférica e Rural acusa Portugal de continuar a ingerir-se nos assuntos angolanos, 40 anos depois da independência. 

"As pessoas são as mesmas, tirando duas figurinhas bonitinhas que estão a aparecer aí no Bloco de Esquerda. Mas as pessoas que foram contra Angola são as mesmas [agora]. Eles acham que Angola até hoje é escravo, que nós somos escravos de Portugal (...) não podemos ser ouvidos e que Portugal é que manda, que Portugal é que diz e que Portugal é que faz. Os portugueses têm que saber que Angola é um Estado soberano", apontou 'Kangamba'. 

Na origem do caso está uma acusação, já formalizada, de atos preparatórios para uma rebelião e para um atentado contra o Presidente angolano, contra os 15 detidos em prisão preventiva e mais duas jovens em liberdade provisória, cujo início do julgamento está já agendado para 16 de novembro, num tribunal de Luanda. 

"As estruturas da Justiça [angolana] funcionam. Deixem que a Justiça faça o seu julgamento e o resto vamos ver. O que não se admite é o que os portugueses estão a fazer. Estão a acudir a um que tem a mesma cor e os outros que têm cor de carvão ninguém está-lhes a acudir. Isso é feio e é uma coisa que aqui em Angola já não se vive", disse ainda o general angolano. 

'Kangamba' referia-se em concreto aos apelos à libertação de Luaty Beirão, luso-angolano, que devido ao estado de saúde foi transferido há duas semanas para uma clínica privada, sob detenção. 

"Vocês estão a falar do Luaty Beirão, mas estão a esquecer-se que Angola também tem muita gente presa, pessoas com nome até. Generais que estão acusados em crimes, à espera que a Justiça decida e ninguém sai para se manifestar", criticou.

Reafirmando que o tempo é para "deixar a Justiça trabalhar", o dirigente do MPLA apelou a Portugal para "acompanhar os angolanos como irmãos", ao mesmo tempo que rejeita as acusações de ingerência política neste processo. 

"Isto não tem nada a ver com o Presidente da República, não tem nada a ver com nenhum partido. Isso tem a ver com a Justiça. A justiça é autónoma", atirou, garantindo que em Angola "há democracia e liberdade". 


 

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Publicado por Planeta Cultural às 19:31

Fusão Atlântico-Millennium confere maior solidez ao sistema financeiro”

Sábado, 24.10.15
Os accionistas dos Bancos Atlântico e Millennium Angola decidiram reforçar a parceria estratégica já existente, com a fusão das duas instituições, criando, deste modo, o Banco Millennium Atlântico. Para o economista Lopes Paulo essa fusão trará vantagens para o sistema financeiro nacional, conferindo maior solidez, estabilidade e menos risco de falência. 
 
"O Banco Millennium tem sido um dos bancos mais interventivos em termos de financiamentos de projectos empresariais. Com a fusão poderá aumentar esta capacidade, dado o aumento do capital”Lopes Paulo realçou que havendo uma redução significativa da poupança familiar e empresarial alguns bancos terão as suas actividades mais reduzidas. Recordou que as estatísticas publicadas pelos bancos, relativamente ao número de clientes, define a sua grandeza, quer na quantidade dos clientes quer no valor dos depósitos, e, em Angola o que se constata é que a maior parte dos bancos partilham os mesmos clientes. “Os clientes do BFA são os mesmos do BIC, por exemplo”, disse.
 
Deste modo o especialista prevê, perante a actual situação financeira do país, que algumas instituições bancárias venham a perder clientes, e, consequentemente, transformem-se em casas de câmbios, ou acabem por encerrar as portas.
Lembrou o ocorrido nos Estados Unidos e nalguns países europeus onde alguns bancos encerraram e precisaram de uma intervenção do Estado.
 
No caso de Angola, referiu-se ao caso BESA, que no ano passado precisou de uma intervenção do Estado. Com o Estado a não poder estar disponível, no momento, para qualquer intervenção financeira numa instituição bancária e com as famílias a depositarem cada vez menos as suas poupanças nos bancos, Lopes Paulo referiu-se a fusão entre os bancos, como a melhor opção neste período.
 
Para o Presidente da Associação Angolana de Bancos (ABANC) a fusão representa maturidade, sabem onde querem chegar. Para o sistema financeiro, disse representar mais-valia, por haver recursos que se juntam como financeiros e capital humano. Amílcar Silva referiu prever bons resultados nesta parceria. “O BPA está mais virado para o corporate e o Millennium é mais virado para o retalho com um elevado número de agências”.
 
Segundo Amílcar Silva geralmente uma fusão é feita tendo em conta a necessidade dos bancos em crescer. “Para crescer é preciso capital e a crise não liberta capitais”, referiu.O Presidente da ABANC acrescentou que o nosso sistema bancário é bastante concentrado com a existência de apenas cinco bancos no topo, que detêm um fatia muito grande cerca de 70% e que os restantes 20 bancos têm que conviver com os restantes 30% do mercado.
 
Nova instituição financeira, maior liquidez
 
Os bancos Privado Atlântico e Millennium Angola acordaram recentemente a fusão das duas instituições criando o Banco Millennium Atlântico com uma quota de mercado de cerca de 10%.Segundo dados a que o SE teve acesso, a nova instituição financeira congrega os actuais accionistas dos dois bancos e abre o capital ao público através de um IPO (Oferta Pública Inicial de Acções) de 33% do capital. O banco terá como presidente o angolano Carlos Silva, que é vice presidente do Conselho de Administração do BCP.
 
O Millennium Atlântico terá assim um dos maiores níveis de fundos próprios do sistema financeiro angolano, com um valor superior a 800 milhões de dólares. Com mais de dois mil funcionários, 150 sucursais em todo o país e mais de 500 clientes. “A nova instituição cria sinergias e ganhos de escala, que permitem disponibilizar uma oferta ainda mais direccionada para os desafios e necessidades das famílias, onde se inclui o forte compromisso no crescimento da inclusão bancária, através da sua rede nacional e através de soluções tecnológicas de banca digital”, lê-se no comunicado a que o SE teve acesso.
 
O Millennium Atlântico posiciona- se como o líder no Programa Angola Investe, com uma quota de 30%, e é, de acordo com a informação, o segundo maior banco privado em Angola no volume de crédito às famílias e às empresas.O Millennium Bank (BMA) foi criado no final da década passada e tem quotas de mercado de 4% no crédito e 3% nos depósitos. Estas quotas de mercado conferem ao BMA o estatuto de sexto maior banco angolano no crédito e oitavo maior nos depósitos.
 
O Millennium Bank Angola é controlado em 50,1% pelo BCP e o banco português vai, agora, ficar com 20% da nova entidade mas vai nomear 5 dos 15 administradores.
Já o Atlântico é, informa o BCP, o quinto maior banco em Angola em ambos os segmentos. Foi fundado em 2006 por Carlos Silva, que saiu, na altura, do BESA. Carlos Silva foi, aliás, um dos fundadores dessa instituição e quando saiu, em 2005, era administrador executivo. Saiu em 2005, portanto, para fundar o Banco Privado Atlântico, que aposta nos segmentos de clientes empresariais e banca privada em Angola.
 
O memorando de entendimento entre bancos prevê para o novo banco um Conselho de Administração constituído por 15 membros, dos quais 5 nomeados pelo Millennium bcp, bem como uma Comissão Executiva de 7 membros, incluindo 2 indicados pelo Millennium bcp. O Millennium bcp indicará ainda um dos vice-presidentes do Conselho de Administração, o qual presidirá à Comissão de Riscos ou à Comissão de Auditoria, bem como um dos vice-presidentes da Comissão Executiva”.
 
O Banco Atlântico é o 5º maior em Angola em termos de crédito e de depósitos, com quotas de mercado de 7% e 6%, respectivamente.O activo do Atlântico atingiu 449 mil milhões de Kwanzas em 30 de Junho de 2015, com crédito sobre clientes de 241 mil milhões de Kwanzas e depósitos de 353 mil milhões de Kwanzas.
 
 
 

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Publicado por Planeta Cultural às 11:20

Moody’s dá nota de investimento especulativo à dívida de Angola

Sábado, 24.10.15
A agência de notação financeira Moody's emitiu hoje uma nota provisória Ba2, abaixo da recomendação de investimento, à emissão de até 1,5 mil milhões de dólares de títulos de dívida pública em moeda estrangeira que Angola vai lançar.
"A Moody's emitiu hoje um 'rating' provisório de longo prazo à futura emissão de dívida ('eurobond') que vai ser lançada pelo Governo de Angola, em linha com o 'rating' de Ba2 do país", lê-se numa nota divulgada aos investidores.
 
O 'rating' provisório "está baseado no esboço de prospecto preliminar datado de 19 de Outubro", acrescenta a agência, notando que uma nota de avaliação definitiva só será emitida "depois de recepção da documentação final".Na explicação da atribuição deste 'rating', que fica abaixo da recomendação de investimento que é dada também à dívida soberana de Angola, a Moody's argumenta que "o 'rating' provisório está alinhado com o 'rating' do emissor, que por sua vez reflecte a capacidade institucional limitada do país e a sua vulnerabilidade à volatilidade dos preços do petróleo, mas que é apoiada por uma perspectiva de crescimento robusto a médio prazo".
 
Na explicação sobre o que levou à atribuição deste 'rating', a Moody's anuncia uma ligeira revisão em baixa da previsão de crescimento da economia angolana, de 4,1% para 4% este ano, e uma aceleração para 4,7% no próximo ano.
 
"Angola está a lidar com um choque petrolífero na sua economia dependente do petróleo", diz a Moody's, notando que o país "está mais bem preparado do que estava em 2009, e as suas respostas políticas foram mais rápidas e abrangentes num esforço para prevenir as almofadas orçamentais de que dispõe e preveniu uma perda de competitividade".
 
Ainda assim, "a posição externa deteriorou-se significativamente, e a posição fiscal e as perspectivas de crescimento pioraram a curto prazo, o que está reflectido na Perspectiva de Evolução Negativa do 'rating' do emissor".
 
As autoridades do Ministério das Finanças vão começar na segunda-feira as reuniões nos Estados Unidos e na Europa para o lançamento da primeira emissão de 'eurobonds', até 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros).
 
De acordo com a agência Bloomberg, as reuniões começam na segunda-feira, num 'road-show' que está a ser preparado pelo Deutsche Bank, Goldman Sachs e pelo Bank of China, com o objectivo de angariar até 1,5 mil milhões de dólares nos mercados internacionais.
 
Na quinta-feira, a Lusa já tinha noticiado que Angola avançou na bolsa de Londres com uma operação inédita de emissão de títulos de dívida soberana no mercado financeiro internacional, em moeda estrangeira, para captar até 1,5 mil milhões de dólares.
 
De acordo com informação divulgada pelo Ministério das Finanças, esta operação, na forma de ’eurobonds' - uma emissão de títulos de dívida pública em moeda diferente daquela usada no país do emissor -, surge ao abrigo da política de gestão de finanças públicas do executivo angolano, no âmbito do "programa de desenvolvimento económico e financeiro de longo prazo".
 
A mesma informação, a que a Lusa teve acesso, justifica que esta operação "coroa os esforços iniciados em 2011”, quando o recurso às fontes de financiamento tradicionais, como bilateral, comercial e linhas de crédito, "mostrava já alguma concentração", algo que “não é recomendável” do ponto de vista da gestão dos riscos e dos custos associados.
 
 
 

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Publicado por Planeta Cultural às 11:15

Independência internacionaliza música angolana

Segunda-feira, 12.10.15

A música angolana conseguiu se valorizar e internacionalizar ao longo dos 40 anos de independência nacional, considerou hoje, segunda-feira, na cidade do Luena (Moxico), a cantora Odeth Patrícia Mbundo "Namanhonga".

 

Falando à Angop a propósito dos 40 anos de independência, a serem assinalados a 11 de Novembro de 1975, a cantora, que privilegia o estilo tradicional Tchianda, lembrou que os angolanos hoje realizam shows na Europa e América, devido a maturidade adquirida.

 

Sustentou que em quatro décadas, os músicos cresceram muito tecnicamente e, na maioria dos casos, interpretam estilos ligados a realidade angolana.

 

“Hoje, o país conta com muitos músicos a cantarem em diferentes estilos e a exaltarem, cada vez mais, os feitos do Governo em prol do bem-estar da população, por isso, estou satisfeito pelo facto do país continuar a crescer nos mais variados domínios” frisou.

 

 

 

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Publicado por Planeta Cultural às 20:32



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